... crédito à possibilidade de que o pecado possa ser transformado em lucro espiritual, mas a chave fundamental para este ponto delicado é a questão da volição (‘não há nada imundo em si mesmo: mas para aquele que estima qualquer coisa ser imunda, para ele é imunda’; Romanos, XIV. 14), uma vez que todo pecado reside na vontade. O mal como tal é sempre mal: ‘Deve o mal ser recompensado por bem?’ (Jeremias, XVIII. 20); ‘Ai daqueles que chamam o mal de bom, e o bem de mal; que colocam as trevas por luz, e a luz por trevas; que colocam o amargo por doce, e o doce por amargo!’ (Isaías, V. 20). ‘Pode haver de fato uma Lei do Buda que encoraja os homens ao mal, e os impede de buscar o bem? A coisa é impensável’ (Honen, p. 350). Quando o pecado realmente está em questão, o critério se centrará na contrição gerada ou no conhecimento adquirido, e em seu poder de efetuar uma cura duradoura e verdadeira ‘metanoia’; para outros casos de pecado aparente, onde a intenção é pura e o ato conforme a vontade de Deus, o ‘pecado’ está apenas na aparência, como será confirmado pelos frutos positivos que derivam da ação.
Whitall Perry