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id da página: 9794 Charbonneau-Lassay – Bestiário do Cristo - Simbólica e Emblemática Charbonneau Lassay

Charbonneau-Lassay Simbolica


CHARBONNEAU-LASSAY, Louis. Le Bestiaire du Christ. Paris: Desclée de Brouwer, 1934

I. O nascimento e a formação da simbólica e da emblemática na Igreja

  • A universalidade e perenidade do uso de símbolos e emblemas

    • A origem do uso de símbolos ligada aos primeiros agrupamentos humanos
    • A perpetuidade deste uso ao longo de toda a história da humanidade
  • A necessidade de contextualização para a compreensão dos símbolos

    • A compreensão dos ideogramas dependente do conhecimento do seu tempo e meio
    • A exigência de estudar a pensamento da sociedade cristã para entender sua simbólica
    • A impossibilidade de explicar um sistema de pensamento com as regras de outro
  • A premissa fundamental da Igreja Cristã sobre a natureza de Cristo

    • A proclamação de que o Cristo está vivo
    • A distinção entre a morte da carne e a vida eterna da pessoa de Cristo
    • Cristo como Princípio Eterno, mestre absoluto da vida e da morte
    • A ressurreição como um ato de vontade divina
  • As modalidades da vida de Cristo

    • A vida gloriosa para além das imensidões
    • A vida misteriosa e velada na Eucaristia sob as espécies transsubstanciadas
    • A percepção de Cristo pelas almas que o buscam e a participação na sua vida
    • A vida de Cristo nas almas, nas virtudes e nas obras dos fiéis
    • A ação de Cristo mesmo sobre aqueles que o combatem
  • O objeto da Symbolica Christica

    • A expressão desta vida de Ser Eterno em sua dupla natureza
    • A representação de Cristo como Criador, Redentor, Iluminador, Purificador, Doutor e Guia
    • A expressão de sua vida sacramental, mística e de sua ação judicial
  • A expansão inicial da fé cristã e a fundação da Igreja

    • O reconhecimento de Jesus como Cristo por seus contemporâneos
    • A perseguição aos primeiros fiéis que professavam a fé em Cristo vivo
    • A rápida disseminação da doutrina de Jerusalém a Roma
    • O estabelecimento da Igreja Cristã
  • A perseguição e a necessidade de ocultação

    • A oposição motivada pelos dogmas novos, a moral austera e a disciplina interior
    • A perseguição sistemática durante trezentos anos
    • A adoção das catacumbas de Roma como refúgio, necrópole e primeiro templo
    • A proteção legal oferecida pelos cemitérios sob a lei romana
  • A origem da "disciplina do segredo"

    • A infiltração de "falsos irmãos" e a deturpação da doutrina
    • A necessidade de iniciação gradual dos neófitos aos dogmas e ritos completos
    • A fundamentação na recomendação de Cristo sobre não lançar pérolas aos porcos
    • O testemunho dos autores cristãos primitivos: Tertuliano, Teodoreto, São Cirilo de Jerusalém, São Cirilo de Alexandria, São Basílio, São João Crisóstomo
    • A explicitação no Tratado da Hierarquia atribuído a São Dionísio, o Areopagita
  • A justificativa psicológica e a precedência histórica do simbolismo

    • A necessidade humana de signos materiais para compreender o imaterial
    • A prática universal do simbolismo e do segredo em todos os mistérios religiosos
    • Os exemplos dos mistérios de Elêusis, Delfos, Éfeso, e dos cultos de Mitra e órficos
    • O preceito de Pitágoras: "Não é bom divulgar tudo a todos"
    • A adaptação pelos pontífices cristãos de medidas de proteção pré-existentes
  • A natureza e classificação dos símbolos e emblemas

    • Símbolos verbais: apelações, locuções ou frases alegóricas e convencionais
    • Símbolos figurativos: representações pintadas, gravadas, esculpidas ou modeladas
    • A capacidade de um emblema possuir múltiplas significações
    • A modificação e amplificação dos sentidos pelas circunstâncias de meio, agrupamento ou época
  • A linguagem figurativa das catacumbas e seu poder expressivo

    • A eclosão desta linguagem nas catacumbas numa atmosfera de heroísmo e martírio
    • A aquisição de uma magnificência de expressão e poder comunicativo
    • A abertura de caminhos para aproximar-se de Deus
    • A superioridade da força inexplicável dos emblemas cristãos em relação aos egípcios
  • A vasta temática expressa pelos emblemas

    • A representação de Deus, Cristo Jesus, a Igreja e toda a sublimidade da teologia
    • A expressão da poesia divina da mística e da alta beleza do ascetismo
    • Os exemplos de seres e objetos emblemáticos: peixes, águias, íbis, fênixes, cisnes, leões, cervos, cordeiros, grifos, serpentes, hidras, abelhas, vermes, cruzes, âncoras, navios, vasos, rodas, pães, uvas, árvores, flores e frutos
  • A distinção entre emblema e decoração

    • A admissão da fantasia, do décor e dos gostos locais na arte cristã
    • A advertência contra exageros na interpretação emblemática
    • O poder da união mental entre a inteligência do cristão e Cristo eterno
  • A definição de emblema e a teoria do símbolo de René Guénon

    • A preferência pelo termo "emblema" para signos ideográficos
    • A definição de emblema como signo visível, consagrado e revelador de coisas invisíveis
    • A definição de símbolo por René Guénon como expressão formal de uma doutrina
    • A compreensão do simbolismo como natural, necessário e espontâneo ao espírito humano
    • A origem ideográfica e essencialmente simbólica da escrita
  • A aplicação polissêmica dos primeiros emblemas cristãos

    • A representação alternada de Cristo e do cristão fiel
    • A crença no cristão como "outro Cristo" (Christianus alter Christus)
    • O fundamento paulino: "Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim"
    • A formulação de Santo Agostinho: "Nos tornamos Cristo... o homem total: Ele e nós"
    • A utilização dos mesmos emblemas para representar Satanás, o "macaco de Deus"
    • A existência de uma disciplina fixa e real da Symbolica cristã como parte integrante do catecismo
  • A disseminação geográfica e a adaptação dos emblemas

    • O relaxamento do fervor em Roma após Constantino
    • A manutenção do fervor nas Gálias, Grã-Bretanha, Irlanda e Oriente
    • A entrada no domínio da arte monetária com os primeiros imperadores cristãos
    • A função de afirmar a soberania social de Cristo na numismática
    • A posterior influência na arte e no código do brasão de armas
  • O apogeu do simbolismo na Idade Média

    • A inspiração de toda a arte da sociedade capetiana nos velhos emblemas
    • A visão medieval do universo inteiro como um símbolo (Gevaert)
    • A crença de que o visível vale pelo invisível que recobre
    • O estudo aprofundado da Emblemática como provedora e serva da mística
    • A criação de novos emblemas e novas interpretações para os antigos
    • O esquecimento de alguns emblemas incompreendidos ou mal adaptados
  • A vitalidade perene dos símbolos

    • A crença de que nenhum signo simbólico antigo morreu
    • A capacidade de revelarem-se cheios de seiva quando reinterpretados
    • A analogia com os elixires envelhecidos que ganham virtude incomparável
  • O objetivo da compilação apresentada

    • A intenção de vulgarização simples apoiada em documentação suficiente
    • O resumo da significação pré-cristã de muitos emblemas para compreender sua adoção