Fátima a filha do Profeta, e a Terra celeste
- Progressio harmonica: Fátima, a filha do Profeta e a Terra celeste
- Definição dos jogos de mutação no órgão como harmonias que permitem a cada nota fazer soar simultaneamente vários tubos de diferentes comprimentos.
- Explicação da progressio harmonica como uma execução que permite ouvir mais harmônicos à medida que se avança para o agudo.
- Utilização da analogia da progressio harmonica para expressar o sentido do subtítulo "Do Irã Mazdeísta ao Irã Xiita".
- Caracterização do fenômeno espiritual entre o antigo Irã mazdeísta e o Irã xiita como análogo à ressonância de harmônicos que culmina no som fundamental.
- Dificuldade de compreensão da conexão espiritual do Irã pelos métodos ocidentais de história externa e explicação causal.
- Definição dos fatos espirituais como descontínuos e irredutíveis, possuindo cada um o seu próprio tempo.
- Consideração de dois "tempos" espirituais: o de Suhrawardi, no século XII, e o tempo xiita, qualificado pela ideia do Imam oculto.
- Identificação do tema do Xvarnah e da angelologia mazdeísta como dominantes no horizonte metafísico de Suhrawardi.
- Caracterização da ideia xiita do Imam oculto como um harmônico da ideia zoroástrica do Salvador escatológico, o Saoshyant.
- Crítica à perspectiva da história positiva que autentica como histórico apenas fenômenos redutíveis a influências causais.
- Rejeição da acusação de sincretismo em relação aos Espirituais islâmicos.
- Definição do modo de percepção dos Espirituais como distinto da consciência histórica unidimensional, por possuírem um mundo com diferentes níveis.
- Apresentação da expressão "ver ou perceber as coisas em Hurqalya" como alusão à ativação de uma faculdade de percepção adequada.
- Definição do termo técnico ta’wil como a operação de devolver os dados à sua origem, arquetipo e doador.
- Caracterização do ta’wil como a hermenêutica dos símbolos e a exegese dos sentidos espirituais ocultos.
- Afirmação da ta’wil como condição de existência da teosofia oriental de Suhrawardi e da gnose xiita.
- Definição do mundo de Hurqalya como mundus imaginalis, o mundo das Formas imaginais onde atua a percepção imaginativa.
- Estabelecimento do ta’wil como uma percepção harmônica que implica a superposição de mundos e intermundos.
- Menção ao conhecimento no Ocidente da técnica do ta’wil, que degenerou em técnica artificial.
- Caracterização do uso do ta’wil na teosofia islâmica (hikmah ilahiyya) como espontâneo e dotado de meios distintos.
- Definição do ta’wil como uma percepção harmônica de ouvir um mesmo som a diferentes alturas.
- Apresentação de Suhrawardi como o jovem mestre mártir, conhecido como "o mestre da teosofia oriental" (sayj al-Israq).
- Intenção de destacar páginas da obra de Suhrawardi que mencionam o Arcanjo feminino da Terra, Spenta Armaiti.
- Descrição da evolução do nome do Arcanjo: de Spenta Armaiti para Spandarmat e, finalmente, para Isfandarmuz em persa atual.
- Esquema dos universos espirituais na doutrina de Suhrawardi: da primeira Luz "vitoriosa" (qahir) ao mundo do Jabarut.
- Emanação do Jabarut para o mundo do Malakut, constituído por Anjos-arquetipos e Almas das Esferas.
- Identificação da Terra do Malakut como a Terra celeste de Hurqalya.
- Posição de Isfandarmuz entre os Anjos das espécies no mundo do Malakut.
- Utilização por Suhrawardi do termo iraniano kadbanu'iyya, "dona da casa", para designar a função de Isfandarmuz.
- Assunção por Isfandarmuz da providência dos reinos naturais dominados pelo elemento telúrico.
- Caracterização da Terra como receptáculo que assume o papel feminino perante o masculino das Esferas celestes.
- Desenvolvimento deste tema por Sadr al-Din Sirazi (Mulla Sadra) em suas aulas em Xiraz.
- Estabelecimento de uma relação análoga entre a Terra terrena e o Anjo da Terra, e entre as Formas sensíveis e os Anjos das espécies.
- Definição da feminidade do Anjo da Terra como "ser quem recebe" as influências das Inteligências querubínicas.
- Símbolo da nossa Terra com o seu Anjo, Isfandarmuz, através da parte de kadbanu'iyya.
- Demonstração de como a teosofia especulativa do Irã islâmico preserva e medita a figura do Anjo da Terra.
- Preservação idêntica da Gestalt do Anjo, apesar da mudança dos elementos contextuais.
- Definição da força do ta’wil como capaz de valorizar todos os símbolos ao devolvê-los ao arquétipo.
- Identificação da função iniciática assumida pelo Islam espiritual na pessoa do "mestre da teosofia oriental" e seus seguidores.
- Possibilidade de identificação dos mesmos traços de uma Figura sob um nome diferente em outro contexto.
- Necessidade de permanecer atento ao específico do fenômeno espiritual que se manifesta.
- Definição de uma figura-arquétipo do arquétipo, percebida no ápice da progressio harmonica.
- Proposta de percepção do Arcanjo feminino de uma Terra supraceleste na realidade eterna de Fátima, a filha do Profeta.
- Referência à meditação da realidade de Fátima na gnose xiita, especialmente na Escola sayji.
- Reconhecimento do risco de utilizar alusões obscuras devido à falta de obras de conjunto sobre as doutrinas xiitas.
- Definição do xiismo como a comunidade que segue os Imames da família do Profeta e forma do Islam iraniano há cinco séculos.
- Crítica à redução das origens do xiismo a aspectos de sucessão política.
- Caracterização do nascimento do xiismo como o ressurgimento da gnose no Islam, atestado pelas conversações com os Imames.
- Definição da gnose xiita como o esoterismo do islam por excelência.
- Menção ao reconhecimento do xiismo como religião de estado pelos safávidas no século XVI e suas consequências.
- Prática rigorosa da "disciplina do arcano" entre os seguidores iranianos da gnose xiita.
- Divisão da religião islâmica em teosofia xiita, profetologia e imamologia.
- Definição da função profética como a que dá a conhecer a Revelação literal.
- Definição da função iniciática como a que inicia no sentido oculto das revelações, correspondente ao Imam.
- Caracterização do ciclo da profetologia (da'irat al-nubuuwwa), fechado com Muhammad, o "Selo dos Profetas".
- Caracterização do ciclo da Iniciação (da'irat al-walaya), o ciclo atual sob o signo espiritual do XII Imam oculto.
- Apresentação do sayjismo como escola surgida no final do século XVIII sob o impulso do sayj Ahmad Ahsa'i.
- Caracterização do sayjismo como um renascimento extraordinário da gnose xiita.
- Identificação do tema de Hurqalya como um tema essencial no sayjismo.
- Análise aprofundada do sentido da imamologia no sayjismo.
- Compreensão do pleroma dos "Catorze Imaculados" nas suas realidades de entidades eternas precósmicas.
- Definição das pessoas dos Imames como essencialmente teofânicas, sendo os Nomes e os Atributos divinos.
- Comparação estrutural da imamologia na teologia xiita com a cristologia na teologia cristã.
- Formação do pleroma dos "Catorze Imaculados" pelas pessoas teofânicas dos Doze Imames, do Profeta e de Fátima.
- Comparação do modo de ser e posição dos "Catorze Imaculados" com os Aions do pleroma na Gnose valentiniana.
- Significado primordial da posição e função de Fátima no pleroma para o tema da Terra celeste.
- Esquema do universo triplo na "teosofia oriental" de Suhrawardi: mundo terreno, mundo da Alma (Malakut) e mundo das essências querubínicas (jabarut).
- Superposição de um quarto universo na teosofia xiita do sayjismo: o lahut, a esfera da deidade.
- Conceção do lahut como parte integrante do pleroma dos "Catorze Imaculados".
- Possibilidade de escutar o tema da Terra celeste a uma oitava mais elevada no lahut.
- Caracterização da sucessão de oitavas como novos mundos onde tudo se reencontra em um modo de ser superior.
- Permissão da verdadeira prática do ta’wil pela sucessão de oitavas.
- Perceção na pessoa transcendente de Fátima do tema da Terra supraceleste.
- Chegada a uma sofialogia xiita que permite perceber novamente o que a sofialogia mazdeísta percebia no Anjo da Terra.
- Ressonância de harmônicos até então silenciosos pela progressio harmonica.
- Resumo de páginas da obra em persa de sayj Muhammad Karim Jan Kirmani, segundo sucessor de sayj Ahmad Ahsa'i.
- Referência ao "Diretório espiritual" de sayj Muhammad Karim Jan Kirmani como contendo observações de pensamento profundo e original.
- Necessidade de se guiar pela ideia essencial da correspondência entre todos os universos para compreender a estrutura do Pleroma.
- Identificação dos Céus e da Terra do hipercosmos que constitui a esfera da Deidade, o lahut.
- Transferência do ritmo da estrutura arquitetônica do lahut para a dimensão do tempo terreno.
- Definição da hermenêutica esotérica (ta’wil) como descobrir na dimensão histórica uma estrutura homologável à do pleroma.
- Definição de "ver as coisas em Hurqalya" como descobrir o sentido verdadeiro e oculto sob o relato dos acontecimentos externos.
- Dificuldade ocidental em compreender que a fé e a esperança islâmicas se baseiam em um facto da meta-história.
- Identificação do facto meta-histórico como o pacto preeterno estabelecido com a pergunta "Porventura não sou eu o vosso Senhor?" (A-lastu bi-rabbi-kum?, 7:171).
- Base das fé e ética mazdeístas em um facto da meta-história: a pergunta do Senhor da Sabedoria às Fravartis.
- Caracterização do acontecimento meta-histórico adâmico como a reaparição de um Acontecimento primordial no Pleroma supremo.
- Sugestão de Ibn 'Arabi de que o Ser divino era ao mesmo tempo quem perguntava e respondia.
- Colocação pela pergunta divina do mistério da Teofania fundamental.
- Situação da estrutura do Pleroma como lugar da Teofania primordial pela ordem de precedência ontológica das respostas.
- Criação dos "Céus do pleroma" na Esfera do lahut por atos teofânicos.
- Coincidência dos atos teofânicos com a diferenciação progressiva das gotas do oceano essencial do ser.
- Estabelecimento do pacto divino preeterno pela resposta de cada gota, permitida pela sua vis formativa imanente.
- Fixação da estrutura do pleroma do lahut pela ordem de sucessão ontológica das respostas.
- Epifania na terra da hierarquia dos Catorze entes espirituais supremos no mesmo ordem de sucessão das pessoas dos "Catorze Imaculados".
- Identificação da primeira entidade espiritual que responde como o "ser incoactivo", manifestado na pessoa do profeta Muhammad.
- Caracterização de Muhammad como o Céu supremo do pleroma, homólogo da Esfera das Esferas, o Trono ('ars), o empíreo.
- Identificação da segunda entidade espiritual como a que se manifestará na pessoa do I Imam, 'Ali Ibn Abi-Talib.
- Caracterização de 'Ali Ibn Abi-Talib como o firmamento do pleroma, homólogo do oitavo Céu, o céu dos fixos (Kursi).
- Definição do empíreo do pleroma como o Céu da profecia (nubuwwa).
- Definição do firmamento do pleroma como o Céu da Iniciação (walaya), abarcado na sua totalidade pelo I Imam.
- Estruturação da totalidade do Céu de Iniciação em doze pessoas ou hipóstases fundamentais, os doze Imames.
- Símbolo de cada entidade espiritual dos Imames no zodíaco do pleroma, no firmamento da Iniciação realizado no I Imam.
- Criação por cada entidade do seu próprio Céu de acordo com o seu próprio posto ontológico.
- Identificação das entidades que terão como epifania os Imames Hasan e Husayn como criadoras do Céu do Sol e do Céu da Lua do pleroma.
- Identificação da entidade que terá como epifania o XII Imam, o Imam oculto.
- Comparação da relação do XII Imam com Muhammad com a relação do último Saoshyant, Zaratustra redivivo, com o profeta Zaratustra.
- Identificação das outras oito entidades dos Imames, simbolizadas astronomicamente pelas Esferas planetárias.
- Completação do pleroma do lahut pela resposta de Hadrat Fatima.
- Caracterização de Fatima como a Terra do pleroma supremo, a Terra supraceleste.
- Estabelecimento da mesma relação entre o lahut e Hurqalya e entre Hurqalya e o mundo sensível.
- Estabelecimento da mesma relação entre a pessoa pleromática de Fatima e a Terra celeste de Hurqalya e entre Spenta Armaiti e a Terra mazdeísta.
- Inacessibilidade da visão do pleroma supremo ao ser humano devido à vantagem eterna das entidades espirituais.
- Possibilidade de visão dos seres do pleroma apenas através das formas que adotam nas suas aparições teofânicas.
- Função essencial da Terra supraceleste, personificada por Fatima, como paraíso além do paraíso.
- Identificação da Terra celeste de Hurqalya como a Terra das visões teofânicas.
- Impossibilidade da manifestação do Imamato e da iniciação imâmica sem a pessoa de Fatima.
- Definição do pleroma dos "Catorze Imaculados" como o lugar do mistério divino, cuja luz é a própria luz divina.
- Caracterização dos "Catorze Imaculados" como cristais resplandecentes, a substância do Amor preeterno.
- Identidade do amor, do amante e do amado vivida na iniciação ao segredo da imamologia.
- Reserva do sayjismo em relação ao sufismo não xiita ou simplesmente sufismo.
- Desenvolvimento da sofialogia do sayjismo a partir do nível pleromático.
- Manifestação na terra de Fatima e 'Ali Ibn Abi-Talib como uma sicigia eterna do pleroma do lahut.
- Relação entre 'Ali e Fatima como análoga à relação entre as duas primeiras hipóstases neoplatónicas: 'Aql e Nafs (Inteligência e Alma).
- Símbolo da pare 'Ali-Fatima como a epifania terrena da pare eterna Logos-Sofia.
- Definição do Logos ('Aql) na doutrina sayji como a substância oculta de todo o ser e de todo o objeto.
- Comparação do Logos com a madeira da estátua ou com o corpo arquetipo interno e invisível do sol.
- Definição do Maqam de Fatima como correspondente à forma visível do sol, o seu esplendor resplandecente.
- Atribuição a Fatima do nome solar Fatima al-Zahra', a deslumbrante, a resplandecente Fatima.
- Formação da totalidade dos universos pela luz de Fatima, esplendor de cada sol.
- Definição de uma sofianidade cósmica originada na pessoa eterna de Fatima-Sofia.
- Assunção por Fatima-Sofia de um triplo posto, dignidade e função.
- Primeira função de Fatima como a Forma manifestada, a Alma (nafs) dos Imames, o Umbral (bab) que difunde a luz dos Imames.
- Segunda função de Fatima como representante de toda a realidade pensável, o pleroma dos significados (ma'ani) de todos os universos.
- Definição de Fatima-Sofia como a sabedoria e a potência divinas que abarcam todas as coisas.
- Terceira função de Fatima como a forma de manifestação (bayan) do Princípio criador, sem a qual este permaneceria desconhecido.
- Categoria ontológica de Fatima-Sofia como o nível da epifania dos Imames, cuja entidade eterna transcende qualquer representação.
- Abrangência por Fatima-Sofia da totalidade dos níveis de conhecimento, da gnose.
- Dependência do conhecimento de Deus pelos profetas do seu conhecimento de Hadrat Fatima.
- Posição de todos os profetas, mesmo os mais eminentes, abaixo do posto de Fatima-Sofia.
- Recepção por Gabriel das revelações divinas através dos outros três arcanjos que sustentam o trono: Azrael, Serafiel e Miguel.
- Recepção direta por Miguel de uma parte do conhecimento contido na Tabula secreta (lawh mahfuz).
- Identificação da Tabula secreta com a categoria e posição de Fatima-Sofia como coração do mundo espiritual transcendente.
- Interpretação da aleya corânica 74:35-39 pelo ta’wil xiita como referência a Hadrat Fatima entre os "Catorze Imaculados".
- Caracterização de Hadrat Fatima-Sofia como a Teofania através da qual a existência terrenal se transfigura em aurora de uma Terra supraceleste.
- Comparação do tema com o Eterno-feminino de Goethe no final do segundo Fausto.
- Definição de Fatima-Sofia como o Alma: a Alma da criação, o Alma de cada criatura, o Anima.
- Caracterização do Eternamente-feminino no homem como o arquétipo da Terra celeste e o paraíso.
- Função de Fatima-Sofia como manifestadora dos Nomes e Atributos divinos nos Imames, os Céus do pleroma do lahut.
- Ressurgimento de um tema da gnose xiita primitiva, ismaelita: Fátima como Fatima-Fatir, Fátima-Criador (no masculino).
- Interpretação do sentido da denominação "rainha das mulheres" para além da diferenciação sexual terrenal.
- Definição de "soberana da humanidade feminina" ou "da humanidade no feminino".
- Caracterização do feminino como a totalidade dos seres dos universos do Possível, dotados de alma.
- Criação das almas dos santos Imames a partir do "lado esquerdo", como Eva de Adão.
- Caráter feminino da natureza ontológica dos universos das criaturas em relação aos Imames como potências cosmogônicas.
- Identificação dos doze Imames como os "homens de Deus" aludidos em algumas aleyas corânicas.
- Criação dos Imames a partir da alma do Profeta, sendo, portanto, a sua alma.
- Interpretação da aleya "Formou a vossas esposas de vossas próprias almas" (16:74 e 30:20) como referência aos Imames como "esposas" do Profeta.
- Identificação dos Imames como a "mãe dos crentes" no sentido verdadeiro e esotérico, por realizarem o nascimento espiritual.
- Referência às palavras do Profeta: "Eu e Ali somos o pai e a mãe desta comunidade".
- Carácter masculino dos Imames como instrumentos e causas eficientes da Criação, os "homens de Deus".
- Carácter feminino dos Imames como a alma do Profeta, o Anima, através do qual se realiza a criação espiritual.
- Identificação do posto ontológico da Alma com a realidade de Fatima-Sofia.
- Definição da capacidade teofânica e iniciática dos Imames como a sua capacidade de ser "fatimianos" (fatimiyya), a sua "sofianidade".
- Sentido da atribuição a Fatima como Fatima-Fatir, Fátima-Criador, como a sua "sofianidade".
- Correspondência das funções de Fatima de um universo a outro: no lahut como Terra supraceleste; na terra como filha e Alma do Profeta.
- Definição de Fatima como a teofania e a Iniciação, o lugar onde confluem duas luzes: a luz da Profecia e a luz da Iniciação (maŷma' al-nurayn).
- Investidura dos Imames com a sofianidade que transmitem aos seus fiéis, pois Fatima é a sua alma.
- Perceção do som fundamental da spandarmatikih mazdeísta nos harmónicos da fatimiyya xiita através da progressio harmonica.
- Ratificação da harmonia entre a Terra mazdeísta transfigurada pela Luz-da-Glória e a Terra celeste transfigurada na pessoa de Fatima-Sofia.
- Criação do nexo entre Spandarmat e os Saoshyants na escatologia zoroástrica para a Transfiguração do mundo (fraskart).
- Impossibilidade de esboço comparativo da relação entre Muhammad, Fatima e o Imam oculto e a relação entre Zaratustra, a mãe do último Saoshyant e ele mesmo.
- Menção ao conhecimento direto da Bíblia e da escatologia zoroástrica por alguns teólogos xiitas.
- Referência a Qutb al-Din Asquivari, no século XVII, que destacou a identidade de traços entre o Saoshyant zoroástrico e o XII Imam.
- Menção a páginas similares na obra de sayj Muhammad Jan Kirmani sobre os êxtases de Zaratustra.
- Visão de Zaratustra de uma árvore com sete ramos de metais diferentes, simbolizando os grandes impérios.
- Anúncio por Ohrmazd do herói escatológico Bahram Varjavand, "a quem corresponde o poder e a soberania da Luz-da-Glória, o Xvarnah".
- Paralelismo estabelecido por teólogos xiitas entre o herói escatológico zoroástrico e a pessoa do Imam oculto.
- Identificação de Peshotun, filho do rei Vishtaspa, como um dos companheiros do herói zoroástrico que "voltarão".
- Equiparação de Peshotun com o I Imam na escatologia xiita.
- Caracterização do pensamento dos autores em termos de ciclos e não de correntes históricas ou influências.
- Equiparação de formas simbólicas não no mesmo tempo homogêneo, mas cada uma no seu próprio tempo.
- Definição da equiparação do Saoshyant com o Imam oculto como uma percepção harmônica de uma estrutura constante.
- Comparação com a percepção de uma mesma melodia a alturas diferentes, com a mesma Gestalt.
- Concepção da progressão como um ascenso de ciclo em ciclo, de uma oitava a outra superior.
- Caracterização da história espiritual da humanidade como um ciclo de profecia que sucede ao da cosmogonia, sendo uma reversão e ascenso ao pleroma.
- Definição de "ver as coisas em Hurqalya" como ver o homem e o seu mundo essencialmente em uma direção vertical.
- Identificação do Oriente-origem como o polo celeste, o norte cósmico, o cimo da montanha cósmica de Qaf, onde começa Hurqalya.
- Concessão do sentido do homem e do seu mundo através da dimensão polar, e não de uma evolução linear e horizontal.
- Localização no norte do paraíso de Yima, do Var que conserva a semente dos corpos de ressurreição.
- Localização no norte cósmico da Terra de luz do maniqueísmo e do mandeísmo.
- Referência a 'Abd al-Karim Jili e à "Terra das almas" como a região mais setentrional, morada dos "homens do Invisível" sob o profeta Jidr.
- Menção à luz do "sol da meia-noite" na Terra setentrional das almas.
- Convergência de símbolos para o paraíso do Norte, a Terra de luz das almas e o castelo do Graal.
- Apresentação da Terra de luz como Terra das visões e Terra da ressurreição dos corpos, dos "corpos espirituais".
- Compreensão de que a Alma desse mundo de Hurqalya é o mundo das Formas imaginais e o mundo da Alma.
- Ensino da teosofia sayji de que Fatima-Sofia é a Terra supraceleste, a Alma ou Anima do pleroma supremo.
- Compreensão de que o Anima substantiva do crente, o seu "corpo espiritual", é a Terra do seu paraíso em Hurqalya.
- Habitação atual do Imam oculto nesta Terra de Hurqalya.
- Descoberta do nexo de simbolização mística que associa Fatima-Sofia, a origem do XII Imam, a alma e a pessoa do fiel xiita.
- Investidura do fiel xiita na função sofianica de Fatima através deste nexo.
- Definição da parusia do Imam oculto não como um acontecimento externo no tempo físico, mas como uma desocultação progressiva no peregrino do espírito.
- Produção do acontecimento do Imam esperado no próprio peregrino ao elevar-se para o mundo de Hurqalya.
- Definição de toda a espiritualidade do xiismo nesta desocultação interna.
- Referência às páginas do sayj Sarkar Aga, traduzidas no final do livro, para compreender por que Hurqalya é a Terra das visões e da ressurreição.