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id da página: 4505 Henry Corbin – CSTC – Terra dos Sete Keshvars Henry Corbin

Corbin CSTC Terra dos Sete Keshvars

A Terra dos Sete Keshvars

  • A Terra dos Sete Keshvars
    • Projeção do mapa da superfície terrestre pela Imaginação ativa

    • Criação original da Terra como um todo contínuo

    • Divisão em sete keshvars como consequência da opressão das Potências demoníacas

    • Definição do termo keshvar como análogo ao latim orbis, significando zonas de terra firme e não climas

    • Diferenciação em relação à divisão em climas propriamente ditos

    • Descrição do keshvar central Xvaniratha, interpretado como "roda luminosa"

    • Igualdade de extensão entre Xvaniratha e a soma dos outros seis keshvars periféricos

    • Identificação dos keshvars periféricos: Savahi (oriental), Arezahi (ocidental), Fradadhafshu e Vidadhafshu (sul), Vourubareshti e Vourujareshti (norte)

    • Separação dos keshvars pelo oceano cósmico Vourukasha

    • Situação astronômica dos keshvars definida em relação ao centro criador do espaço, Xvaniratha

    • Caracterização do espaço como qualitativo e não como homogêneo e quantitativo

    • Localização do keshvar oriental Savahi entre o nascer do sol no dia mais longo e o nascer do sol no dia mais curto

    • Localização do keshvar ocidental Arezahi entre o nascer do sol no dia mais curto e o pôr do sol no dia mais longo

    • Localização dos dois keshvars do norte entre o pôr do sol no dia mais longo e o nascer do sol no dia mais longo

    • Correspondência dos nomes dos keshvars periféricos a regiões imaginais

    • Origem celeste (topografia celeste) dos nomes posteriormente aplicados a lugares terrestres

    • Significado dos nomes dos keshvars deduzido dos seis Saoshyants (Salvadores) que lhes correspondem simetricamente

    • Colaboração dos seis heróis, cada um em seu keshvar, com o Saoshyant na Transfiguração do mundo

    • A disposição dos keshvars como representação de regiões imaginais e não de geografia positiva

    • Configuração da Imago Terrae pela percepção imaginativa

    • Definição da geografia percebida como geografia imaginalis, formada por regiões imaginais

    • Preferência pelo termo "regiões imaginais" em vez de "míticas" para denotar uma realidade sui generis

    • Capacidade exclusiva da Imaginação ativa de visitar estas regiões, embora sujeita a desfalecimentos e obstáculos

    • Impossibilidade atual, para os humanos, de passar de um keshvar a outro, ao contrário do que ocorria no princípio

    • Localização de Airyanem Vaejah (Eran-Vej), o berço ou germe dos arianos (iranianos), no centro de Xvaniratha

    • Criação dos Kayanidas, heróes de lenda, em Eran-Vej

    • Fundação da religião mazdeísta em Eran-Vej e sua expansão para os outros keshvars

    • Profecia do nascimento do último Saoshyant em Eran-Vej, que reduzirá Ahriman à impotência e realizará a ressurreição

    • Subdivisão posterior de Xvaniratha em sete regiões

    • Esquema de representação circular com um círculo central (país iraniano) rodeado por seis círculos tangentes de mesmo raio

    • Transmissão deste procedimento de representação circular pelos geógrafos iranianos aos árabes

    • Referência de Yaqut a Zoroastro como fonte deste método de representação geográfica

    • Utilização do procedimento circular para descobrir um mundo adequado para imaginar e meditar a Terra

    • Estrutura independente de qualquer sistema de coordenadas espaciais, requerendo apenas o estabelecimento de uma origem

    • Fixação da atenção no centro, do qual derivam a situação, o sentido e a orientação dos outros keshvars

    • Contraste com o sistema cartográfico de Ptolomeu, baseado em bandas paralelas a partir do equador

    • Estabelecimento de toda a estrutura a partir do centro-origem

    • Processo mental de rememoração que localiza os Acontecimentos primitivos dos iranianos em Eran-Vej, independentemente da localização geográfica positiva

    • A presença do sujeito no centro entendida como localizadora e não localizada

    • Libertação da alma da servidão das coordenadas espaciais in medio mundi

    • A alma como criadora do espaço e determinante da sua estrutura, em vez de se situar num espaço prévio

    • Caráter de figura-arquétipo da representação, e não de representação empírica

    • Tendência de exemplos adicionais em estabelecer ou levar a alma ao centro

    • A Imago Terrae como reflexo da própria Imagem da alma, e vice-versa

    • Necessidade de a alma meditar sobre a Imagem-arquétipo no centro, em concentração e não em dispersão

    • O sentido da arte e da estrutura dos jardins no Irão (origem da palavra "paraíso" do termo meda pairidaeza) como ilustração deste princípio

    • A representação da Terra com sete keshvars como um instrumento de meditação e um mandala

    • O caminho do pensamento guiado pelo ta'wil, a exegese espiritual dos símbolos que implica o retorno à origem (o centro)

    • Transmutação do texto (escrito ou cósmico) em símbolos, tornando visível o significado oculto através da envoltura tornada diáfana

    • Conexão desta cartografia com a geografia visionária de um mundo que cria sua própria luz, análoga a mosaicos bizantinos e ícones

    • A questão historiográfica sobre o local da pregação de Zoroastro e a localização de Eran-Vej

    • Posição majoritária da orientalística que situa a pregação de Zaratustra na Ásia Central, no Alto Oxus

    • Contradição com as tradições iranianas sassânidas e pós-sassânidas, que situam o nascimento e a pregação no Azerbaijão ocidental

    • Tentativas de soluções conciliadoras no terreno dos fatos positivos, como a hipótese do nascimento no Oeste e pregação no Este

    • Solução recente inspirada no sistema dos keshvars, propondo uma transposição geográfica da história sagrada

    • Penetração progressiva da missão zoroástrica para o oeste, resultando na inversão total da orientação geográfica

    • Analogia de um giro do sistema de keshvars sobre um eixo central

    • Acusação de "falsificação" pela localização ocidental de lugares santos como o Arax, o monte Savalan e a cidade de Shiz

    • Impropriedade do termo "falsificação" face à conservação de uma estrutura de espaço qualitativo

    • As regiões definidas pela sua qualificação intrínseca e não por coordenadas geométricas prévias

    • A operação mental de transposição como demonstração da possibilidade de um centro que situa e não está situado

    • A presença central como originadora do seu próprio espaço e sistema de referências

    • A noção de medium mundi como lugar onde ocorrem os acontecimentos psico-espirituais, permitindo superar o conflito entre certeza tradicional e ciência positiva

    • A necessidade de um órgão de rememoração distinto da ciência positiva para a notificação espiritual do Acontecimento

    • A Forma imaginal como este órgão, capaz de projetar-se sobre espaços geográficos diversos e transformá-los no Centro

    • A Imaginação ativa como faculdade que consagra e identifica lugares sagrados como Terra das visões

    • A sacralização do espaço como resultado de um acontecimento da alma e não de uma qualidade material ou histórica do espaço

    • A realização das hierofanias na alma, que por sua vez situa, qualifica e sacraliza o espaço imaginado

    • Descrição dos acontecimentos litúrgicos memoráveis realizados em Eran-Vej

    • Liturgias celebradas por Ohrmazd em honra de Ardvī Surā Anāhita para pedir a dedicação de Zaratustra

    • Pedido de Zaratustra a Anāhita para a conversão do rei Vishtāspa

    • Ordem dada ao belo Yima, em Eran-Vej, para construir o Var, um recinto para proteger a elite dos seres de um inverno mortal

    • Descrição do Var de Yima como uma cidade com casas, recintos, muralhas, portas e janelas luminosas

    • Iluminação do Var por luzes incriadas e criadas, com um ciclo anual onde um ano parece um dia

    • Reprodução dos seres no Var, com o nascimento de um novo par a cada quarenta anos, sugerindo uma condição andrógina

    • A existência dos seres no Var de Yima descrita como "a mais bela existência"

    • A busca do paraíso de Yima como arquétipo, protector da semente dos corpos de ressurreição

    • Impossibilidade de descobrir este paraíso em mapas submetidos a sistemas de coordenadas

    • A investigação como um resurgir da Forma imaginal ou Imagem arquétipo in medio mundi

    • Questão final sobre a apresentação da geografia visionária percebida a partir do centro do mundo e os acontecimentos psico-espirituais que revelam a sua presença