FAIVRE, Antoine (org.). Sophia et l’âme du monde. Paris: Albin Michel, 1983
Ungrund e Sabedoria
-
A Gênese Divina na Teosofia de Jacob Boehme
- A revelação de Deus ocorrendo através do seu auto-engendramento no ciclo setiforme da natureza eterna.
- A Sabedoria (Sophia) como a entidade que preside a este nascimento de Deus.
- A questão central sobre a existência e a natureza da Sabedoria antes deste processo de autorrevelação divina.
-
A Divindade Primordial: O Ungrund e o Deus Oculto
- A concepção de uma Divindade (Deidade) anterior a Deus, designada por Ungrund (Não-Fundamento ou Abismo).
- O Ungrund como um Infinito sem fundamento, uma Eternidade sem origem, incognoscível e que se assemelha ao En-Sof cabalístico.
- A tentativa de apreender o Ungrund resultando em trevas e aniquilação, tal como exemplificado pela queda de Lúcifer.
- A identificação inicial, na obra Aurora, deste Deus oculto e "sinistro" com o Pai, que sem o Filho é apenas um "vale sombrio".
- A evolução do pensamento de Boehme, que posteriormente situa o Ungrund para além da natureza, não mais como um abismo tenebroso, mas como uma clareza primordial ofuscada no início do ciclo setiforme.
-
A Sabedoria no Âmbito do Ungrund
- A interrogação sobre a presença da Sabedoria no nível do Ungrund, a Deidade pura.
- A descrição da Deidade pura como silêncio perfeito, clareza infinita (sem luz ou trevas) e repouso absoluto (sem vida manifesta).
- A incompatibilidade destes atributos com a Sabedoria, que se manifestará como a voz de Deus, a alma da luz e a vida divina por excelência.
- A concepção de dois níveis no Ungrund: a Deidade pura e imóvel, e a Deidade que se põe em movimento para se autofundar.
- O estabelecimento de um centro (o "coração" ou o Filho) a partir do qual a Deidade se torna uma plenitude e se torna Deus no sentido pleno.
- A Sabedoria como contemporânea deste "nascimento" de Deus no Filho, representando a alegria (Lust) e a felicidade desta autopossessão divina.
-
A Natureza Paradoxal da Sabedoria Primordial
- A Sabedoria como o "algo" em que Deus começa a raiar, contrastando com o "Nada" da Deidade pura.
- A personificação da Sabedoria (Sophia) como a pureza primeira, um corpo sublime e imaterial de Deus, prefigurando o corpo de Cristo.
- A virgindade de Sophia como a pureza absoluta de um Deus que é simultaneamente o Nada e o Tudo.
- A Sabedoria como a vontade divina que comanda a manifestação, uma vontade caracterizada pela liberdade absoluta (Freyheit) e pela pura gratuidade.
- A identificação da Sabedoria com a Liberdade (Freyheit), significando a ausência de qualquer constrangimento ou treva, mesmo antes da sua existência real.
- A alegria (Lust) da Sabedoria como a deleitação de uma vontade que não obedece a nada além de si mesma.
- A manifestação divina entendida como um "jogo" (Spiel) gratuito, regido pela Sabedoria, onde Deus brinca consigo mesmo sem qualquer necessidade.
- Alma do Mundo
- Alma do Mundo e Amor Sofiânico (Jambet)
- Alma individual e Alma do Mundo (Jambet)
- Brun Alma do Mundo
- Corbin (USJJ6) – Combate pela Alma do Mundo
- Crouzel Alma do Mundo
- Jambet Alma do Mundo
- Javary Alma do Mundo
- Natureza, Mundo, Alma do Mundo (Jambet)
- Shayegan (DSHC) – alma no mundo intermediário
- Shayegan (DSHC) – O Imaginal e o Mundo da Alma