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QUATRO TEXTOS DO SCHUON.pdf
A inteligência é a percepção de uma realidade e, a fortiori, a percepção do Real em si; ela é ipso facto o discernimento entre o Real e o irreal — ou o menos real — e isto, em primeiro lugar, no sentido principial, absoluto ou "vertical" e, depois, no sentido existencial, relativo ou "horizontal". Esclareçamos que a dimensão "horizontal" ou cósmica é o domínio da razão e da tentação racionalista, enquanto que dimensão "vertical" ou metacósmica é a do intelecto, da intelecção e da contemplação unitiva; e lembremos que entre todas as criaturas terrestres, só o homem possui a posição vertical, o que indica a potencialidade "vertical" do espírito e, por esse fato mesmo, a razão de ser do homem. 1
É preciso distinguir, no espírito humano, entre funções e aptidões: na primeira categoria, que é mais fundamental, distinguiremos de início entre a discriminação e a contemplação 2 e, depois, entre a análise e a síntese 3 ; na segunda, entre uma inteligência que é teórica e outra que é prática 4 , depois entre uma que é espontânea e outra que é reativa, ou ainda entre uma inteligência que é construtiva e outra que é crítica 5 . De um ponto de vista bem diferente, é preciso distinguir entre uma faculdade cognitiva que é somente potencial, outra que é virtual e uma terceira que é efetiva: a primeira se encontra em todos os homens, portanto também nos mais limitados; a segunda diz respeito aos homens não informados, mas capazes de compreender; a terceira, enfim, coincide com o conhecimento.
NOTAS: