Como o Trono indica uma relação, - a do Princípio em relação à Sua manifestação, - este símbolo pode se aplicar a graus diferentes: em seu tratado Uqlat el-mustawfiz, Ibn Arabi diz que "o Trono infinitamente glorioso (El-Arsh el-majid) é o Intelecto incriado (El-Aql, que é idêntico ao Calame supremo), e o Trono imenso (El-Arsh el-azhim) é a Alma incriada (En-Nafs) que é a Tábua guardada; vem em seguida (na ordem descendente) o Trono da Clemência (El-Arsh er-rahmani), que é a esfera das esferas, e o Trono generoso (El-Arsh el-karim) que não é outro senão o Escabelo (El-Kursi)". - De uma maneira totalmente geral, os símbolos cosmológicos fundamentais do Islã podem se aplicar a diferentes graus, incluindo o grau metacosmico, e isso em razão de seu caráter concreto que é a marca de sua universalidade. À objeção de que esta "imprecisão" dos termos técnicos torna muito difícil a leitura dos textos sufis, se responderá que estes não foram escritos em vista da comodidade dos arabistas modernos, mas que eles eram sempre acompanhados do ensinamento oral de uma "escola" para a qual os termos em questão tinham um sentido perfeitamente preciso.