BRETON, Stanislas. Philosophie et mystique. Existence et surexistence. Grenoble: Jérôme Millon, 1996
-
A doutrina tomista sobre a vida em Deus e os graus de imanência
- A formulação das questões sobre a vida das coisas em Deus e no Verbo
- "Utrum omnia sint vita in Deo?" como questão na Summa Theologiae
- "Est-ce que tout ce qui a été fait est vie dans le Verbe?" como questão no De Veritate
- A necessidade de compreender a teoria dos graus de ser e de vida antes de analisar as questões
- A referência ao capítulo 11 do livro IV da Summa contra Gentiles como exposição fundamental da hierarquia
- A formulação das questões sobre a vida das coisas em Deus e no Verbo
-
Os pressupostos metafísicos e o axioma da imanência
- A conexão necessária entre ser e agir
- O princípio "operari sequitur esse" como fundamento
- A definição de todo ente como agente, excluindo a inércia pura
- A distinção entre operação transitiva e operação imanente
- A imanência como perfeição pura e sem imperfeição
- O argumento da dignidade de ser da imanência: "ela mérita d'être; méritant d'être, elle doit être; devant être, elle est réelle possibilité d'exister"
- A plasticidade da perfeição da imanência, permitindo gradações de intensidade
- O princípio hierárquico da intimidade da emanação
- A formulação de Tomás de Aquino: "plus une nature est élevée, plus lui est intime ce qui émane d'elle"
- A correlação entre a excelência do vivente e a reciprocidade da imanência e da fecundidade processiva
- A antecipação do ternário ser, vida e pensamento na identidade divina absoluta
- A conexão necessária entre ser e agir
-
A hierarquia dos graus de vida segundo o critério de imanência e emanação
- O grau zero de imanência no reino inorgânico
- A dominância da transitividade e da extraversão total nos corpos inanimados
- A dificuldade metafísica de conciliar a ação que não perfecciona o agente
- A proposição do inanimado como o ínfimo grau do vivo
- A planta como inauguração do reino do vivente
- A realização do ciclo expansivo-reflexivo da emanação-imanaência nos processos de nutrição e crescimento
- A propagação da espécie pelo sacrifício do indivíduo
- O animal e o avanço na interioridade relativa
- A curvatura do sensível exterior pelos sentidos internos
- A distinção de níveis de perfeição e complexidade dentro do reino animal
- O homem e o advento do verbo mental
- A integração e transformação dos níveis inferiores, onde "o corpo se torna espírito"
- A caracterização do homo loquens como ser cujo verbo é afetado de exterioridade
- A menção dos anjos como possibilidade de seres mais próximos do puro espírito
- Deus como ápice da reciprocidade absoluta entre imanência e emanação
- A abolição de toda exterioridade e escravidão no conceito de causa sui
- A identidade entre ser e pensamento e a consubstancialidade do Verbo
- A vida divina como ideal utópico da lucidez perfeita e crítica da ideologia
- O grau zero de imanência no reino inorgânico
-
A identificação entre vida e liberdade no ápice da hierarquia
- A convergência das perfeições simples em Deus
- A referência ao comentário de Tomás de Aquino a Dionísio, o Areopagita sobre a passagem de uma perfeição à outra no infinito
- A interpretação do ternário ser, vida e pensamento como trindade operante
- O ser como "o agir que não faz nada", o ato de permanecer em si
- A vida como a operação processiva e fecunda
- A pensamento como a reflexão ou conversão para si
- A circulação infinita como ilustração da Trindade cristã
- A convergência das perfeições simples em Deus
-
A dimensão de espiritualidade na exegese do Evangelho de João
- A explicação da amizade com Cristo em oposição à escravidão
- A definição do escravo como aquele que não é "causa de si"
- A definição do ser livre como aquele que é "causa de si", sendo princípio e fim de sua operação
- A interpretação do "permanecer em Cristo" como o agir fundamental do ser cristão
- A fundação da fecundidade da operação e da operação reflexiva no permanecer
- A explicação da amizade com Cristo em oposição à escravidão
-
A conclusão sobre Deus como a própria vida
- A síntese de Deus como não apenas "o vivente eterno" de Aristóteles, mas a vida mesma
- A verificação soberana, em Deus, da experiência da imanência-emanação
- A referência às "águas vivas" das Escrituras para expressar a vida divina
-
A problemática do atributo "causa de si" aplicado a Deus
- A ausência da fórmula causa sui no vocabulário teológico de Tomás de Aquino
- A impossibilidade lógica da relação causal reflexiva
- A aceitação de um equivalente semântico a partir da definição de liberdade
- A citação de Tomás de Aquino: "liberum est quod est causa sui"
-
A análise da questão "Est-ce que toutes choses sont vie en Dieu?" (Summa Theologiae, I, q.18, a.4)
- A identidade entre viver e pensar em Deus e sua consequência
- A identificação, em Deus, do intelecto, do ato de inteligência e do correlato conhecido
- A conclusão de que tudo o que é em Deus como pensado e conhecido é a vida de Deus
- A interpretação do Prologo de João: "tout ce qui fut est vie en Lui"
- A distinção entre os modos de as criaturas estarem em Deus
- O primeiro modo: como contidas e conservadas pela potência divina
- A interpretação de "en lui nous avons le mouvement, la vie et l'être" como efeitos causados por Deus
- O segundo modo: como o conhecido está no conhecedor, segundo suas "razões"
- A identidade das "razões" das coisas com a essência divina
- A consequência de que as coisas, em Deus, são vida, mas não movimento
- O primeiro modo: como contidas e conservadas pela potência divina
- A resolução da objeção sobre a conformidade das cópias não vivas ao modelo vivo
- O princípio de que o inferior existe no superior sob o modo do superior
- O exemplo da casa na mente do arquiteto versus a casa material
- A influência neoplatônica do princípio de que a origem não é nada do que procede dela
- A distinção entre a via de resolução e a via de composição para a similitude divina
- A citação do Comentário a Dionísio, o Areopagita sobre o "duplex processus"
- A objeção do mal e sua resposta
- A existência deficiente dos males e seu conhecimento por Deus apenas como parasitas do bem
- A objeção baseada em Santo Agostinho sobre o ser mais verdadeiro
- A resposta de Tomás de Aquino sobre a dupla verdade do ser
- O ser incriado no intelecto divino como mais verdadeiro absolutamente
- O ser criado na existência material como mais verdadeiro para a natureza singular da coisa
- A resposta de Tomás de Aquino sobre a dupla verdade do ser
- A identidade entre viver e pensar em Deus e sua consequência
-
A análise da questão "Est-ce que tout ce qui a été fait est dans le Verbe?" (De Veritate, q.4, a.8)
- A dupla consideração sobre as coisas no Verbo
- A identidade entre a similitude da criatura e a vida do Verbo
- A similitude como sendo, de certo modo, a própria criatura
- A iniciativa paradoxal da criatura em sua ideia arquétipo
- A expressão "quodammodo contingit ut creatura se ipsam moveat et ad esse perducat"
- A sugestão de um nisus ou propensão para existir na criatura ideal
- A aproximação com temas que seriam desenvolvidos por Mestre Eckhart
- A dupla consideração sobre as coisas no Verbo
-
A doutrina das preposições que designam a causalidade divina
- A exegese de Romanos 11,36: "ex ipso, et per ipsum, et in ipso sunt omnia"
- O significado da preposição "ex" como princípio do movimento
- A criação não a partir de uma matéria preexistente, mas do não-ser
- O significado da preposição "per" como causa da operação
- A causa principal e a sabedoria pela qual tudo foi feito
- O significado da preposição "in" como causalidade eficiente ou final
- A interpretação de "em ele nós temos a vida, o movimento e o ser" como conservação no poder e na bondade
- A apropriação trinitária das perfeições: poder ao Pai, sabedoria ao Filho e bondade ao Espírito Santo