The Gospel of Philip. Traduzido do texto copta, com introdução e comentário de R. McL. Wilson
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O autor do Evangelho de Filipe demonstra familiaridade com diversos livros do Novo Testamento, porém, sua teologia se distancia significativamente da neotestamentária, pois a morte não é vista como consequência do pecado (como em Paulo), mas como o resultado da separação dos sexos (aforismos 71, 78).
- Embora haja uma referência à redenção (aforismo 9), ela não é desenvolvida, não existindo uma teoria da Expiação, e a Cruz não possui significado salvífico, visto que a libertação é alcançada pelo conhecimento (compare com o aforismo 110), e não pelo sacrifício do Calvário.
- O Cristo de Filipe veio para restaurar as coisas aos seus devidos lugares (aforismo 70) e se tornar o pai de uma progênie redimida (aforismos 74, 120), e não para salvar o mundo entregando a vida.
- A obra sugere que o autor conhece a linguagem cristã mas não penetrou profundamente em seu conteúdo, devendo ser avaliada pelo padrão do segundo século, um período de eclipse do ensino de Paulo.
- O Cristo de Filipe veio para restaurar as coisas aos seus devidos lugares (aforismo 70) e se tornar o pai de uma progênie redimida (aforismos 74, 120), e não para salvar o mundo entregando a vida.
- Embora haja uma referência à redenção (aforismo 9), ela não é desenvolvida, não existindo uma teoria da Expiação, e a Cruz não possui significado salvífico, visto que a libertação é alcançada pelo conhecimento (compare com o aforismo 110), e não pelo sacrifício do Calvário.
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O autor se considera cristão, traçando um contraste entre seu estado atual e o período anterior à sua conversão (aforismos 6, 102), e distingue os cristãos das nações deste mundo (aforismo 49), discernindo a realidade do nome (aforismo 59).
- O texto vai além, ao falar em ser não apenas cristão, mas Cristo (aforismo 67, compare com 44), compartilhando a derivação do nome "cristão" a partir do crisma (aforismo 95).
- O aforismo 95 apresenta uma teoria de sucessão apostólica: "o Pai ungiu o Filho, o Filho ungiu os Apóstolos, e os Apóstolos ungiram a nós".
- Jesus ocupa um lugar de destaque, embora sua posição não seja a mesma do Novo Testamento, sendo que Dr. Schenke listou vinte e sete aforismos que se referem a Jesus, a Cristo ou ao Senhor.
- O aforismo 95 apresenta uma teoria de sucessão apostólica: "o Pai ungiu o Filho, o Filho ungiu os Apóstolos, e os Apóstolos ungiram a nós".
- O texto vai além, ao falar em ser não apenas cristão, mas Cristo (aforismo 67, compare com 44), compartilhando a derivação do nome "cristão" a partir do crisma (aforismo 95).
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Cristo é o Homem Perfeito (aforismo 15) que o Gnóstico deve revestir (aforismo 101), e Ele veio "para redimir alguns, para salvar outros, para libertar outros" (aforismo 9), ou, como posto em outro lugar, "para corrigir a separação" (aforismo 78).
- Jesus é contrastado com Adão (por exemplo, aforismo 83), e o aforismo 72 propõe um tipo de Docetismo invertido: a carne possuída pelos mortais não é a carne verdadeira, mas uma semelhança da verdadeira, que é a de Jesus, e que não pode herdar o reino de Deus (aforismo 23).
- As especulações de Filipe sobre a carne e os nomes de Jesus o afastam da doutrina neotestamentária, embora ele possa fazer eco ao Novo Testamento ao falar de "pão do céu" (aforismo 15).
- Jesus é contrastado com Adão (por exemplo, aforismo 83), e o aforismo 72 propõe um tipo de Docetismo invertido: a carne possuída pelos mortais não é a carne verdadeira, mas uma semelhança da verdadeira, que é a de Jesus, e que não pode herdar o reino de Deus (aforismo 23).
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A linguagem do Novo Testamento é frequentemente transposta para outra chave, como nas referências ao Espírito Santo, onde é difícil distinguir se se referem ao Espírito Santo da teologia cristã ou à Sofia-Acamote gnóstica, que Irineu afirmou ser também chamada de "Espírito Santo".
- As três "virtudes teologais" são mencionadas, sendo que uma referência (aforismo 45) está danificada ao citar fé e amor, e outra (aforismo 115) lista fé, esperança e amor, mas adiciona a Gnose.
- A vida não é encontrada pela fé em Cristo, mas por "acreditar na verdade" (aforismo 100. 17), e duas referências à Ressurreição (aforismos 21, 90) apresentam a visão (condenada nas Epístolas Pastorais) de que a ressurreição já é um evento passado para o crente.
- Embora uma referência (aforismo 23) reflita a doutrina paulina, ela permite uma interpretação gnóstica, e o aforismo 63 trata a ressurreição como uma das três possibilidades do homem (estar neste mundo, na ressurreição ou nos "lugares do Meio").
- A vida não é encontrada pela fé em Cristo, mas por "acreditar na verdade" (aforismo 100. 17), e duas referências à Ressurreição (aforismos 21, 90) apresentam a visão (condenada nas Epístolas Pastorais) de que a ressurreição já é um evento passado para o crente.
- As três "virtudes teologais" são mencionadas, sendo que uma referência (aforismo 45) está danificada ao citar fé e amor, e outra (aforismo 115) lista fé, esperança e amor, mas adiciona a Gnose.
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O Evangelho de Filipe descreve este mundo como irreal e seus nomes como enganosos (aforismos 10-11, 63), tendo vindo à existência por uma transgressão (aforismo 99).
- As únicas realidades verdadeiras são as do "outro Aeon", e o ser humano está sujeito aos arcontes (poderes hostis que tentam aprisioná-lo) e exposto aos ataques de espíritos impuros (aforismo 61), sendo que a única fuga é sair deste mundo para o "descanso" do outro Aeon.
- Essa atitude negativa estende-se ao corpo e à carne (compare com os aforismos 22, 62, 123), e a condenação do sacrifício (compare com os aforismos 14, 50) e da idolatria (aforismos 84-85) é provavelmente motivada pela irrealidade das coisas deste mundo.
- As únicas realidades verdadeiras são as do "outro Aeon", e o ser humano está sujeito aos arcontes (poderes hostis que tentam aprisioná-lo) e exposto aos ataques de espíritos impuros (aforismo 61), sendo que a única fuga é sair deste mundo para o "descanso" do outro Aeon.
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A análise confirma que o Evangelho de Filipe é um texto gnóstico, identificável com a escola valentiniana, embora não seja gnóstico em sua totalidade.
- Grande parte do seu conteúdo poderia ser aceita por muitos cristãos da época, e alguns temas aparecem em obras ortodoxas.
- O documento pode, portanto, enriquecer a compreensão da relação entre o Cristianismo e o Gnosticismo, e de como os Gnósticos utilizavam ideias cristãs ao mesmo tempo em que divergiam da crença que se tornaria "ortodoxa".
- Grande parte do seu conteúdo poderia ser aceita por muitos cristãos da época, e alguns temas aparecem em obras ortodoxas.
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A biblioteca de Nag Hammadi pode ajudar a resolver o problema das origens do movimento gnóstico, com as teorias conflitantes de que o Gnosticismo era: 1) cristãos que adaptaram o Evangelho às ideias da época, conforme Burkitt acreditava; ou 2) uma religião pré-cristã que buscava assimilar o Cristianismo (uma heresia cristã ou paganismo).
- Aqueles que defendem o Gnosticismo pré-cristão notam que suas ideias circulavam antes da era cristã, mas outros apontam a falta de evidência documental clara de um sistema gnóstico anterior à era cristã.
- A confusão terminológica entre Gnose e Gnosticismo complica a questão, e o uso de conceitos gnósticos por Paulo ou João não prova a influência do Gnosticismo sobre eles, sendo que alguns conceitos do Gnosticismo do século II podem ser explicados como resultado de uma exegese defeituosa do Novo Testamento.
- Aqueles que defendem o Gnosticismo pré-cristão notam que suas ideias circulavam antes da era cristã, mas outros apontam a falta de evidência documental clara de um sistema gnóstico anterior à era cristã.
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Doresse sustenta que os documentos de Nag Hammadi evidenciam a cristianização de uma forma anterior de Gnosticismo não-cristão, classificando os textos sob títulos como: "As Revelações dos grandes profetas do Gnosticismo, de Sete a Zoroastro", "Gnósticos disfarçados de Cristãos", e "Os Evangelhos do Gnosticismo Cristianizado".
- Mlle Pétrement apoia a visão oposta, de Burkitt e R. P. Casey, de que o movimento gnóstico (em suas formas cristãs e pagãs) resultou do impacto do Cristianismo sobre o mundo antigo.
- Grant concorda que em Filipe e Tomé há pouca razão para considerá-lo um fenômeno pré-cristão, parecendo ser uma visão particular de materiais predominantemente cristãos.
- O Evangelho da Verdade também entrelaça elementos cristãos e outros, e a solução para as origens provavelmente reside em uma combinação de teorias, exigindo um estudo dos textos no contexto do pensamento contemporâneo.
- Grant concorda que em Filipe e Tomé há pouca razão para considerá-lo um fenômeno pré-cristão, parecendo ser uma visão particular de materiais predominantemente cristãos.
- Mlle Pétrement apoia a visão oposta, de Burkitt e R. P. Casey, de que o movimento gnóstico (em suas formas cristãs e pagãs) resultou do impacto do Cristianismo sobre o mundo antigo.
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O aspecto dos sacramentos na teologia de Filipe é um foco central, sendo o aforismo 68 o ponto de partida, que lista cinco ritos em aparente ordem ascendente: Batismo, Crisma, Eucaristia, Redenção e Câmara Nupcial.
- O aforismo 60 sugere sete "mistérios", o que pode ser explicado pela existência de outros sacramentos ou pela referência dos "mistérios" a outra coisa.
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A Eucaristia e a Redenção não são proeminentes; a Eucaristia é mencionada em referências ao "pão do céu" (aforismo 15, compare com 23), "o pão, o cálice e o óleo" (aforismo 98) ou o "cálice de oração" (aforismo 100), e em 108.
- Jesus é identificado com a Eucaristia no aforismo 53, e o aforismo 26 usa a palavra no sentido de "ação de graças".
- A Redenção (apolytrosis) era um rito dos Marcosianos (Irineu i. 21) e pode ser distinguida da redenção como ato de libertação (aforismo 76).
- O "óleo" (aforismo 98) pode estar ligado à apolytrosis, sendo comparado ao euchélaion (unção dos enfermos) da Igreja Bizantina.
- O aforismo 100 indica que beber o cálice é o meio de receber o homem perfeito, ligado ao Batismo (aforismo 101), enquanto o aforismo 108 afirma que o "homem santo" santifica até o pão e o cálice.
- O "óleo" (aforismo 98) pode estar ligado à apolytrosis, sendo comparado ao euchélaion (unção dos enfermos) da Igreja Bizantina.
- A Redenção (apolytrosis) era um rito dos Marcosianos (Irineu i. 21) e pode ser distinguida da redenção como ato de libertação (aforismo 76).
- Jesus é identificado com a Eucaristia no aforismo 53, e o aforismo 26 usa a palavra no sentido de "ação de graças".
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Os três ritos restantes (Batismo, Crisma e Câmara Nupcial) são mais proeminentes, sendo que o Batismo (ou "descer à água") parece ter sido por imersão (aforismos 59, 101, 109; compare com 120. 30).
- No Batismo, esperava-se que o verdadeiro crente recebesse o Espírito Santo (aforismo 59), conferindo um caráter indelével (aforismo 43), e quem não o recebesse apenas tomava o nome de cristão "emprestado".
- O Batismo em água é ligado ao batismo em luz (aforismo 75), sendo este identificado com o crisma.
- O texto menospreza o Batismo (aforismo 90), afirmando que o crisma é superior (aforismo 95), e o crisma é identificado com o fogo (por exemplo, aforismo 25), utilizando óleo de oliva (aforismo 92).
- A etimologia que liga o nome Cristão ao rito do crisma era conhecida também por Teófilo (aforismo 95), e aquele que é ungido "possui todas as coisas", o que o Pai lhe deu na câmara nupcial (aforismo 122. 21-22).
- Para os Marcosianos, o Batismo era meramente psíquico, e a apolytrosis era o principal sacramento.
- A etimologia que liga o nome Cristão ao rito do crisma era conhecida também por Teófilo (aforismo 95), e aquele que é ungido "possui todas as coisas", o que o Pai lhe deu na câmara nupcial (aforismo 122. 21-22).
- O texto menospreza o Batismo (aforismo 90), afirmando que o crisma é superior (aforismo 95), e o crisma é identificado com o fogo (por exemplo, aforismo 25), utilizando óleo de oliva (aforismo 92).
- O Batismo em água é ligado ao batismo em luz (aforismo 75), sendo este identificado com o crisma.
- No Batismo, esperava-se que o verdadeiro crente recebesse o Espírito Santo (aforismo 59), conferindo um caráter indelével (aforismo 43), e quem não o recebesse apenas tomava o nome de cristão "emprestado".
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A imagística da câmara nupcial tem um fundo bíblico, e nas teorias gnósticas (especialmente dos Valentinianos) ela representa um "mistério".
- Dr. Schenke notou que o Evangelho de Filipe contém a doutrina especificamente valentiniana do Salvador como noivo da Sofia inferior, e seus anjos como noivos da "semente" dela (compare com 106. 11-14 e aforismos 61 e 67), o que comprova a origem valentiniana.
- Segundo Irineu (i. 2. 6), o Salvador é o fruto perfeito do Pleroma, enviado a Sofia-Acamote (i. 4. 5), que engravida de um embrião espiritual que é semeado nas almas e corpos criados pelo Demiurgo (i. 5. 6), e que se torna os "espirituais", destinados a ser as noivas dos anjos do Salvador (i. 7. 1, 5).
- O "noivo" é o Salvador, Sofia é a "noiva", e o Pleroma é a câmara nupcial arquetípica, sendo o casamento terreno sua contraparte.
- Segundo Irineu (i. 2. 6), o Salvador é o fruto perfeito do Pleroma, enviado a Sofia-Acamote (i. 4. 5), que engravida de um embrião espiritual que é semeado nas almas e corpos criados pelo Demiurgo (i. 5. 6), e que se torna os "espirituais", destinados a ser as noivas dos anjos do Salvador (i. 7. 1, 5).
- Dr. Schenke notou que o Evangelho de Filipe contém a doutrina especificamente valentiniana do Salvador como noivo da Sofia inferior, e seus anjos como noivos da "semente" dela (compare com 106. 11-14 e aforismos 61 e 67), o que comprova a origem valentiniana.
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A incerteza quanto à natureza exata da câmara nupcial (arquétipo, contraparte ou sacramento distinto) levanta a questão das acusações de imoralidade feitas contra os cristãos.
- Embora Irineu (i. 6. 3) tenha descrito o rito como não muito espiritual, e Bousset e Foerster tenham questionado as alegações, o Evangelho de Filipe fornece uma base para a calúnia ao descrever uma cerimônia com homens e mulheres e ao afirmar que os "perfeitos" concebem através de um beijo e dão à luz (aforismo 31).
- A promiscuidade era uma das três acusações comuns contra os cristãos, e é possível que as práticas de algum grupo gnóstico tenham motivado a calúnia generalizada.
- Clemente de Alexandria atribui a culpa aos Carpocratianos, mas a calúnia pode ser anterior, embora ele também mencione que os Valentinianos falavam em "atos de união espiritual".
- A promiscuidade era uma das três acusações comuns contra os cristãos, e é possível que as práticas de algum grupo gnóstico tenham motivado a calúnia generalizada.
- Embora Irineu (i. 6. 3) tenha descrito o rito como não muito espiritual, e Bousset e Foerster tenham questionado as alegações, o Evangelho de Filipe fornece uma base para a calúnia ao descrever uma cerimônia com homens e mulheres e ao afirmar que os "perfeitos" concebem através de um beijo e dão à luz (aforismo 31).
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O Evangelho de Filipe é gnóstico, pertencente à escola valentiniana, com afinidades com os Marcosianos e os Excerpta ex Theodoto.
- As diferenças entre os ramos (em detalhes do mito ou ênfase em cerimônias) sugerem que Filipe pertence a um estágio avançado na história do Valentinismo.
- O texto deve ser posicionado posteriormente ao Evangelho da Verdade, e sua relação com o Evangelho de Tomé (que parece ser de um grupo gnóstico diferente) é difícil de avaliar.
- As diferenças entre os ramos (em detalhes do mito ou ênfase em cerimônias) sugerem que Filipe pertence a um estágio avançado na história do Valentinismo.
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O documento não deve ser considerado coerente ou uma mera coleção de "aforismos", sendo que a análise pode, futuramente, isolar blocos de material de fontes anteriores (como foi feito com os Excerpta).
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Grant aponta que Filipe e Tomé demonstram o interesse contínuo dos Gnósticos pelo Judaísmo, e em ir além dele.
- Filipe vê o Judaísmo como um estágio passado, afirmando que ele e seus leitores foram hebreus e agora são cristãos.
- O elemento "judaico" ou "judaico-cristão" é possivelmente forte em Filipe, mas seu conhecimento parece ser indireto ou superficial, como sugerem suas referências às três câmaras no Templo (aforismo 76) ou ao amigo e filhos do noivo (aforismo 122).
- A visão de um movimento do Judaísmo para o Cristianismo e para o Gnosticismo é consistente com a descrição de Burkitt de que os Gnósticos tentavam "expor a essência viva de sua Religião numa forma não contaminada pelo invólucro judaico no qual a haviam recebido".
- O elemento "judaico" ou "judaico-cristão" é possivelmente forte em Filipe, mas seu conhecimento parece ser indireto ou superficial, como sugerem suas referências às três câmaras no Templo (aforismo 76) ou ao amigo e filhos do noivo (aforismo 122).
- Filipe vê o Judaísmo como um estágio passado, afirmando que ele e seus leitores foram hebreus e agora são cristãos.
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O Gnosticismo era uma religião para o autor de Filipe.
- Embora possa ser visto como um declínio em comparação com a fé de Paulo e possa ser condenado como falso na história cristã, as conclusões dos aforismos 125 e 127 demonstram que esta era uma fé que fornecia significado para a vida do autor.