Cabala Cristã
Qual é exatamente o sentido profundo de toda virgindade? Está oculto nestas palavras: “Eis a Serva do Senhor, que me seja feito segundo tua palavra”. Serva, em hebreu, se diz Emmah e isso significa igualmente “Mãe oculta”. A serva faz a vontade de seu mestre. Maria, dizendo: “Eis a Serva do Senhor”, está submissa à Vontade de Deus. Há ainda muitos que pensam que a vontade de Deus é uma vontade de poder, um pouco como aquela de um tirano ou de um ditador. A vontade de Deus é essencialmente uma vontade de Amor. Fazer a vontade de Deus não consiste em uma obediência cega e temerosa. É responder ao Amor pelo amor. É por isso que à demanda da oração dominical (Pai Nosso): “que tua vontade seja feita na terra como no céu” (o que quer dizer que toda coisa seja invadida pelo Amor divino), se opõe “perdoai nossas ofensas”, pois o pecado é uma recusa do Amor. Pelo pecado, o homem opões sua vontade própria à vontade divina.
A fecundidade espiritual encontra sua raiz em certa união perfeita no Amor e é essa a essência da Virgindade. Aí onde, de alguma maneira que seja, há união da vontade do homem à vontade divina, há um grau de Virgindade. A Virgindade exterior não tem sentido a não ser na medida onde é Testemunha desta Virgindade interior.
João Cassiano: DOS OITO VÍCIOS
É bom lembrar os ditos dos Padres assim como as passagens da Santa Escritura citadas acima. Por exemplo, São Basílio, Bispo de Cesareia na Capadócia, diz: "Não conheci uma mulher e no entanto não sou virgem". Ele reconhece que o dom da virgindade é alcançado não tanto pela abstenção de relações com mulheres como pela santidade e pureza da alma, que por sua vez é alcançada através do temor (phobos) a Deus. Os Padres também dizem que não podemos adquirir a virtude (arete) da pureza (katharotes) a não ser que tenhamos adquirido a humildade (tapeinophrosyne) real do coração (kardia). E não receberemos o conhecimento espiritual (gnosis) verdadeiro enquanto a paixão (pathos) da não castidade (hagneia) permanece oculta nas profundezas de nossas almas.
(l9) Ahora Bien, la “Esposa de Cristo es una virgen”. Esto es sumamente extraño, pues como dice Teofilacto según S. Juan Crisóstomo: “Las esposas no permanecen vírgenes después del matrimonio. Pero las esposas de Cristo, del mismo modo que antes del matrimonio no eran vírgenes, así después del matrimonio devienen vírgenes, purísimas en la fe, enteras, e incorruptas en vida” (citado por Cornelius Lapide). Como dice S. Agustín, “La virginidad del alma consiste en una fe perfecta, en una esperanza bien fundamentada y en un amor sin fisuras” (Tract. XIII sobre S. Juan). Es significativo que la Fiesta del Santo Nombre de Jesús esté establecida en el segundo Domingo después de Epifanía, el cual recuerda la Boda de Caná. Esto se debe a que “es en el día de la boda cuando el Novio da su Nombre a la esposa, y eso es un signo de que, desde ese día en adelante, ella Le pertenece a Él sólo” (Gueranguer, el Año Litúrgico). Como dice Cornelius Lapide: “aquellos cuyas almas arden de la caridad, y que siempre están dándose a ella, saborean la beatitud de los esponsales con Dios y la posesión de Sus dones nupciales plenos de alegrías divinas. Pues la caridad es una unión matrimonial, la fusión de dos voluntades, la Divina y la humana, en una sola, en donde Dios y el hombre concuerdan mutuamente en todas las cosas”. “Seamos virginizados”, entonces, como dice Santa Teresa de Lisieux en una carta a Celine, a fin de que podamos devenir en estado de preñez. “Yo no soy casta a menos de que Tu me raptes” (John Donne)
...De las Vírgenes puras ninguna
Se ve más hermosa,
Que María Magdalena
Salvo una. John Cordelier.