VIDE
François Chenique
SARÇA ARDENTE
Na Apresentação, a alma enebriada pela Graça permanece consciente de seus limites de criatura, e como tal, permanece submetida à Lei exterior. Ela continua no entanto a se purificar pelos ritos e a oferecer ao Pai o Germe divino que porta nela, isto por um sacrifício que oferece no "altar do coração", fogo divino que exala a invocação do Nome e destrói as espécies eucarísticas. A alma que toda sua vida buscou e desejou Deus o receberá nos braços da Inteligência e da Vontade como o velho Simeão, quando depois de ter cantado seu «Nunc dimittis», ela irá contemplar a "luz incriada" que os apóstolos viram sobre o monte Tabor (liturgia romana para a festa da Purificação (2 de fevereiro).