Escritor, filósofo e reitor, denominado "príncipe dos oradores africanos", nasceu na colônia romana de Madaura, em 114, no final do reino de Trajano. Bem afortunado por parte de pai, recebeu a instrução das escolas públicas de Cartago, "instruidora de todas as províncias". Percorreu a Itália, a Grécia e o Oriente e se fez iniciar em cerimônias mágicas e religiosas, por "amor da verdade e por dever para com os deuses". Praticou numerosos malefícios, encantamentos, operações que todos qualificariam da mais alta superstição. de Roma, em 136, partiu para a Alexandria onde o museu e a biblioteca estavam repletos de tesouros do passado. Com trinta e três anos esposou a mãe de um amigo, sendo então acusado de sedução e corrupção, se defendeu a si próprio, o que lhe valeu o renome de orador. Em Cartago veio a se tornar encarregado de importantes funções sacerdotais.
Sua obra escrita é imensa, sendo sua curiosidade sobre diversos temas um estímulo para novas produções literárias. Poucas obras chegaram a nós, dentre as quais destacam-se: As Metamorfoses, As Floridas, O Demônio de Sócrates, o Dogma de Platão, O Tratado do Mundo, A Apologia diante de Claudius Maximus.
De inspiração platônica sua obra não funda um sistema de pensamento coerente, reproduzindo mais das vezes as ideias de Sócrates, Platão ou Aristóteles. Os Padres da Igreja foram aqueles que mais o disseminaram.
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