BALSEKAR, Ramesh S. Explorations into the eternal: forays into the teaching of Nisargadatta Maharaj. Durham, N.C: Acorn Press, 1989.
- Indagação fundamental de Nisargadatta Maharaj sobre a eficácia da meditação prolongada sem a compreensão da raiz do sofrimento no estado de espaço-tempo.
- Impossibilidade científica de reduzir a vida à matéria inanimada
- Esperança frustrada da ciência em criar uma célula protoplasmática viva a partir de materiais inanimados.
- Persistência do abismo intransponível entre o vivente e o não vivente, entre o senciente e o insenciente.
- Analogia do seixo e da castanha para ilustrar a diferença fundamental entre a matéria inanimada e o potencial vital.
- Interpretação de Nisargadatta Maharaj da diferença como simbólica da distinção entre o universo como totalidade material e o universo em sua inteireza.
- Limites da ciência na explicação dos processos mentais profundos
- Constatação de que o sistema nervoso opera por meio de leis e processos mecânicos e elétricos mensuráveis.
- Limitação dessas descobertas à superfície do mecanismo da percepção, sem penetrar na interpretação dos dados sensoriais ou na geração de novos pensamentos.
- Incapacidade da ciência de replicar ou explicar a germinação de um grão de trigo ou os processos de reflexão e decisão.
- Conclusão do Professor Eccles de que o comportamento das partículas no córtex cerebral está "fora da física".
- Perene questão de Aristóteles sobre a conexão entre a mente e o corpo, ainda sem resposta ou ponto de partida científico.
- Paradoxo intrínseco da investigação da natureza do pensamento
- Premissa potencialmente equivocada de que o sujeito que pensa pode investigar o próprio pensamento como um objeto separado.
- Impossibilidade de um relacionamento sujeito-objeto na busca pela própria consciência.
- Analogia da incapacidade do olho de ver a si mesmo sem um espelho.
- Desenvolvimento do ser humano a partir de uma força vital inerente
- Fascinante evolução de uma única célula até uma personalidade humana completa durante a gestação e após o nascimento.
- Continuação automática do processo de desenvolvimento através de uma energia inerente contida na célula original.
- Propriedades autorreguladoras da força vital que asseguram um produto final conforme a norma.
- Ênfase de Nisargadatta Maharaj no papel dos cromossomos do óvulo fertilizado na determinação do potencial do novo indivíduo.
- Desconstrução científica da solidez aparente do corpo físico
- Identificação condicionada do ser com o corpo nomeado e formado.
- Revelação do microscópio eletrônico que mostra o corpo como uma fantasia ou paisagem marinha, não como um objeto sólido.
- Projeção inteligente que dissolve a carne sólida em vapor condensado, mostrando a matéria como padrões rítmicos de energia em vastos vazios.
- Inelutável conclusão de que não existe solidez no nível mais sublime do corpo ou do universo.
- Assertiva de Nisargadatta Maharaj de que os personagens de um sonho aparecem igualmente sólidos.
- Compreensão do universo como padrão dinâmico de energia e consciência
- Nucleo atômico como padrão dinâmico de energia concentrada, uma frenética Dança de Shiva.
- Conclusão de Sir James Jeans de que o universo é mental ao invés de material.
- Termos sânscritos utilizados por Nisargadatta Maharaj: chittamatra (apenas matéria mental) e vijnaptimatra (apenas representação).
- Transparência final de objetos aparentemente sólidos, ilustrada pela passagem de galáxias umas através das outras.
- Corpo humano como campo eletromagnético afetado por pulsações cósmicas distantes.
- Visão do místico oriental de que cada ser está em relação direta ou indireta com tudo que existe.
- Paradoxo da identidade pessoal dentro da unidade fundamental
- Implicação aparente de que não pode existir uma identidade pessoal separada se cada corpo é um vazio padronizado.
- Contrição da natureza (nisarga) para garantir uma característica distintiva essencial para cada identidade.
- Identidade pessoal como base do relacionamento humano, evidenciada por variações únicas em folhas, impressões digitais, padrões de ondas cerebrais, marcas vocais e padrões respiratórios de bebês.
- Processo evolutivo assegurando variações individuais através de uma série de funções de ondas rítmicas.
- Pulso interno personalizado e sua sincronicidade com outros como produtor de atração, repulsão ou indiferença.
- Unidade fundamental de toda a existência conforme a física quântica e o misticismo
- Aceitação científica moderna da unidade total, confrontada com aparentes absurdos na teoria quântica.
- Teorema de Bell enfatizando a interconexão de eventos espacialmente separados.
- Implicação de que cada partícula subatômica está em contato com todo o Ser.
- Compreensão intuitiva do místico: a Energia primária é Consciência, que produz a matéria mental do universo (chittamatra) como uma mera representação (vijnaptimatra).
- Cerne do ensinamento de Nisargadatta: Tudo que existe é Consciência, e no caso dos seres sencientes, esta pode ser chamada de Senciência.
- Definição do ser senciente como Senciência, e não como o ser fenomênico
- Questão sobre a natureza do "ser senciente" quando o ser físico é vazio.
- Conclusão de que o ser sensorialmente perceptível é mera aparência, como um miragem, restando apenas a Senciência.
- Ilustração do conto de Chuang-tzu sobre a porca morta e os leitões, mostrando que o corpo inanimado perdeu o ânimo.
- Definição do ânimo como a Senciência no corpo, considerada pelo místico oriental como a Consciência universal e impessoal.
- Ser senciente como sendo, em sua realidade, a Consciência universal.
- Processo de manifestação e o conceito do "eu" como origem do cativeiro
- Consciência impessoal em seu estado estático como Absoluto não manifesto e sujeito puro.
- Surgimento do movimento na consciência, gerando a autoconsciência "Eu Sou" e a objetificação da pura subjetividade.
- Sorriso de compreensão do místico ante a teoria do "big bang" do astrônomo físico.
- Identificação da consciência com cada objeto, dando origem ao conceito egoísta de "mim".
- Objetificação da pura subjetividade criando a aparente separação entre "mim" e o "outro".
- Conceito de "mim" ou ego como o "cativeiro" do qual se busca "libertação".
- Natureza ilusória da ação e da existência fenomênica do ser senciente
- Ações de um ser senciente como meramente conceituais, pois o ser objetivo é uma aparência, uma figura de sonho ilusória.
- Ações no espaço-tempo sonhadas por um sonhador sem existência objetiva: a consciência universal em movimento.
- Seres sencientes como partes integrantes do vazio hipotético do universo, sem autonomia causal real.
- Consciência universal produzindo dentro de si a totalidade da manifestação.
- Ser senciente como "nada" do ponto de vista fenomênico e "tudo" do ponto de vista numênico.
- Sonhador como aspecto subjetivo da consciência e toda manifestação como seu aspecto objetivo.
- Conto Sufi que ilustra a verdadeira natureza do ser senciente como o Nada numênico
- Banquete em honra do Rei com um lugar vazio.
- Sufi vestido com trapos ocupa a cadeira reservada ao Rei.
- Diálogo entre o Sufi e o ministro-chefe sobre a identidade do Sufi.
- Respostas do Sufi: não é um ministro importante, não é o Rei, não é o Profeta, não é Deus, é mais que Deus.
- Horror do ministro-chefe ao afirmar que não existe nada mais que Deus.
- Resposta final do Sufi: "Sou aquele Nada".
- Existência fenomênica como correlação entre cognoscente e cognoscível na consciência
- Surgimento do ser senciente na manifestação através de um processo de objetificação que necessita da dualidade sujeito-objeto.
- Existência fenomênica como a correlação entre aquele que cognosce e aquilo que é cognoscível.
- Impossibilidade de existência independente para ambos os elementos da dualidade.
- Ambos existindo apenas na consciência onde a objetificação ocorre.
- Consciência como aquilo que todos são, não como objetos sencientes individuais.
- Cognoscente considerando-se sujeito, mas sendo, na verdade, um objeto na totalidade da manifestação.
- Equívoco da atribuição da senciência ao centro operacional psico-mental
- Atribuição equivocada da senciência, que representa o que se é numenicamente, ao centro operacional psíquico.
- Centro operacional como parte do aparato psicossomático, sem maior autonomia ou volição que qualquer órgão físico.
- Função do centro operacional como elemento "subjetivo" dentro do objeto psicossomático, direcionando o funcionamento através dos sentidos.
- Compreensão clara de que este "elemento subjetivo" não pode ser nada além de um objeto.
- Centro operacional como mecanismo de comunicação e controle, uma simples central de ligação e não a usina de energia.
- Condicionamento do senso de entidade independente e a relação inversa com a senciência
- Condicionamento para pensar em si mesmo como uma entidade independente com volição.
- Crença equivocada de que se possui ou se experimenta a senciência.
- Fato de a senciência não ser um "algo" que possa ser possuído ou experienciado por um "nós".
- Senciência como uma manifestação daquilo que se é numenicamente.
- Assertiva de Nisargadatta Maharaj: se é preciso pensar em posse, é a senciência (aquilo-que-se-é) que possui o corpo físico (aquilo-que-se-pensa-ser).