BARET, Éric. De l’abandon. Paris: les Deux océans, 2004
É possível discernir os momentos propícios para mudar uma situação, quando se pensa poder melhorá-la, ou é preciso deixar acontecer, deixar vir sem agir. Podemos trabalhar nisso?
Podemos nos dar conta de que agir ou nos tornarmos disponíveis à situação não é de nossa alçada. Às vezes teremos a capacidade de escutar uma situação: nos encontraremos então livres para agir ou não, a situação será a ação. Outras vezes poderemos apenas constatar nossa falta de escuta, o comentário ideológico que sobrepomos à situação: pretendemos saber o que é melhor, essa pretensão é uma ação.
Não podemos decidir reagir ou escutar. A vida não nos concede tal liberdade. Constatamos os momentos de escuta assim como os momentos de reação.
A ideia de uma autonomia pessoal que nos faria agir ou não não passa de um conto de fadas.