ELORDUY, Carmelo. Chuang- Tzu. Análisis y traducción Carmelo Elorduy. Caracas: Monte Avila Editores, 1991
Outro atributo que distingue o Tao do mundo limitado e contingente dos seres é sua infinitude, como já foi dito:
No c. 13 p. 96,10:
No c. 11 p. 75,7:
No c. 17 p. 118,7:
Infinito em sua grandeza, é eterno em sua duração. Chama-se-lhe o antigo Tao: “Antes que existissem o Céu e a Terra, sua existência estava solidamente estabelecida” c. 6 p. 46. Um pouco mais adiante: “Não se conhece nem seu princípio nem seu fim.”
São Gregório de Nissa afirma que a alma, tendo saboreado Deus, sente o anseio de alcançar, na busca de Deus, o termo de sua viagem para repousar ali, até que se convence — pela experiência — de que gozar de Deus não tem fim. É um progredir contínuo no gozo de seu conhecimento e de seu amor sempre novos. É uma satisfação perpétua de desejos que abre e desperta novos desejos e anseios, que por sua vez serão satisfeitos para dar lugar a outros novos (Daniélou, J., Platonisme et théologie mystique, p. 302 e segs.).
Algo disso vislumbrou Chuang Tzu ao dizer que se pode entrar naquele reino, mas que não se pode chegar a seu termo. No hino Hsien Chih de Huang Ti, c. 14 p. 100,4, citado acima, diz que a alma, lançada na busca do Tao, fica desalentada na encruzilhada do ilimitado vazio. Em Chuang Tzu, essa busca do Tao não parece ser o mesmo que a experiência vivida pelo místico cristão. É um anseio pelo conhecimento conceitual da verdade, mais que o gozo na posse de um Deus pessoal sentido em contato vital pela alma.