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id da página: 13579 Chuang Tzu – Elorduy – Tao Infinito

Chuang Tzu Tao Infinito Elorduy

TaoChuang TzuElorduy – Tao Infinito

ELORDUY, Carmelo. Chuang- Tzu. Análisis y traducción Carmelo Elorduy. Caracas: Monte Avila Editores, 1991

Outro atributo que distingue o Tao do mundo limitado e contingente dos seres é sua infinitude, como já foi dito:

“As coisas têm seus limites... mas os limites do Tao são o ilimitado de seus limites. Pode-se entrar em seu reino, mas não encontrar-lhe termo” c. 22 p. 158,10. “Não tem começo nem fim” c. 23 p. 169,12; c. 32 p. 238,5.


No c. 13 p. 96,10:

“O Tao é infinito em sua grandeza; em sua pequenez nada lhe escapa. Por isso os dez mil seres são perfeitos. Amplíssimo, nele cabem todas as coisas. É abismo insondável.”


No c. 11 p. 75,7:

“É um ser infinito e os homens creem que tem termo. É um ser insondável e os homens creem que tem fim... Despeço-me para entrar pela porta da Infinitude.”


No c. 17 p. 118,7:

“Vasto, não tem limite em seus quatro lados. Não conhece fronteiras. Abrange todos os dez mil seres... O Tao é um ser sem começo nem fim.”


Infinito em sua grandeza, é eterno em sua duração. Chama-se-lhe o antigo Tao: “Antes que existissem o Céu e a Terra, sua existência estava solidamente estabelecida” c. 6 p. 46. Um pouco mais adiante: “Não se conhece nem seu princípio nem seu fim.”

São Gregório de Nissa afirma que a alma, tendo saboreado Deus, sente o anseio de alcançar, na busca de Deus, o termo de sua viagem para repousar ali, até que se convence — pela experiência — de que gozar de Deus não tem fim. É um progredir contínuo no gozo de seu conhecimento e de seu amor sempre novos. É uma satisfação perpétua de desejos que abre e desperta novos desejos e anseios, que por sua vez serão satisfeitos para dar lugar a outros novos (Daniélou, J., Platonisme et théologie mystique, p. 302 e segs.).

Algo disso vislumbrou Chuang Tzu ao dizer que se pode entrar naquele reino, mas que não se pode chegar a seu termo. No hino Hsien Chih de Huang Ti, c. 14 p. 100,4, citado acima, diz que a alma, lançada na busca do Tao, fica desalentada na encruzilhada do ilimitado vazio. Em Chuang Tzu, essa busca do Tao não parece ser o mesmo que a experiência vivida pelo místico cristão. É um anseio pelo conhecimento conceitual da verdade, mais que o gozo na posse de um Deus pessoal sentido em contato vital pela alma.