Spiritual Authority and Temporal Power in the Indian Theory of Government
Pode-se dizer que toda a teoria política indiana está implícita e subsumida nas palavras da fórmula matrimonial: «Eu sou Isso, tu és Isto, eu sou o Céu, tu és a Terra» etc., dirigidas pelo Sacerdote Brâmane, o Purohita, ao Rei em AB. VIII.27. Dado que assim é, e como se pretendeu que essas palavras fossem dirigidas pelo rei ao Sacerdote, torna-se desejável, se se há de compreender a teoria, estabelecer de uma vez por todas que, como Sayana o afirma explicitamente, é o Purohita quem as pronuncia. Certamente, um estudo comparativo de muitos outros contextos mostrará que é inconcebível que tais palavras tenham sido proferidas pelo Rei, que é, indubitavelmente, a parte «feminina» no «matrimônio» do Sacerdotium (brahma) e do Regnum (kshatra).