É preciso evitar associar a Mãe de Deus como Esposa divina não a Cristo, mas ao Espírito Santo, que seria então considerado o pai do filho gerado. Essa tendência errônea, própria da teologia católica, às vezes contamina a ortodoxa. Além da passagem já citada de “A Rocha da Fé”, de Stéphane Javorsky, encontramos um exemplo marcante em S. Dimitri de Rostov, em seu Sermão para a festa do Véu da Mãe de Deus em Grandeza da Mãe de Deus, op. cit, p. 246): “Em uma única pessoa, vejo três ordens particulares da obra manifestada de Deus; pois Deus Pai agiu especialmente, e da mesma forma Deus Filho e Deus Espírito Santo. Na verdade, ela era filha para Deus Pai, que lhe disse: Escuta, minha filha, e vê (Sl. XLIV, 12); Mãe para Deus Filho; Jovem noiva de Deus Espírito Santo”. Uma ideia análoga é exposta em Ditos sobre a vida terrena..., op. cit., T ed., Moscou, 1897, p. 9: “Ela é chamada Esposa em relação ao Espírito Santo, e Solteira, em relação aos homens, como não casada”. (BOULGAKOV, LE BUISSON ARDENT)
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