St. Augustine of Hippo. Homilies on the Gospel of St. John
A narrativa é um sermão sobre a passagem bíblica do milagre do paralítico de Betesda, focando em suas camadas de significado teológico e simbólico. O autor, provavelmente um padre ou bispo, utiliza a exegese para explicar a profundidade do texto de João.
O Milagre e Seu Propósito
- O milagre de Jesus, curando um único homem entre uma multidão, não deve ser visto como uma demonstração limitada de poder, mas como um ato simbólico com um propósito maior: a salvação da alma.
- Jesus veio para curar as "faltas das almas" e usou a cura dos corpos como um meio visível para que as pessoas, com seus olhos "corpóreos", pudessem reconhecê-Lo como o Divino. A cura física é temporária, ao passo que a fé na Verdade de Cristo leva à vida eterna.
O Simbolismo do Tanque e os Cinco Pórticos
- O tanque de Betesda e os cinco pórticos representam o povo judeu e a lei mosaica, contida nos cinco livros de Moisés.
- Assim como os pórticos "continham" os doentes sem curá-los, a lei apenas "condenava" os pecadores, não os absolvia. A lei, por si só, não dava vida. Ela serviu para mostrar o pecado, para que a promessa da fé em Jesus Cristo pudesse ser dada aos que creem.
- O ato de o anjo agitar a água, permitindo que apenas um se curasse, simboliza a vinda de Cristo ao povo judeu. A água agitada representa o tumulto causado por Sua presença e morte, e o fato de que "não O conhecendo, teriam eles crucificado o Senhor da glória."
- A cura de apenas um doente simboliza a unidade da Igreja. Apenas aqueles que se unem a Cristo, que crêem em Sua morte e ressurreição, podem ser curados espiritualmente.
A Simbologia dos Trinta e Oito Anos de Enfermidade
- O número de 38 anos de enfermidade do paralítico é explicado simbolicamente, representando a "falta" de dois anos para atingir o número perfeito 40.
- O número quarenta é visto como a perfeição das boas obras e o cumprimento da lei. É um número recorrente na Bíblia, presente nos jejuns de Moisés, Elias e Jesus, e está associado à abstenção dos prazeres mundanos e iniquidades. O número 40 também pode ser associado à lei de 10 mandamentos, levada aos quatro cantos da Terra.
- A lei é cumprida através do amor, que é um dom de Deus, derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. O amor, por sua vez, se manifesta em dois preceitos fundamentais: amar a Deus e amar o próximo.
- Assim, o homem paralítico, por estar enfermo por 38 anos, simboliza aquele que "carecia de dois" para alcançar a perfeição do amor, ou seja, aquele que ainda não cumpria os dois mandamentos do amor.
O Significado dos Comandos de Jesus
- Jesus, o "mediador entre Deus e os homens", é quem cura o paralítico e lhe dá os dois mandamentos que preenchem a sua falta.
- Os comandos "Levanta-te, toma o teu leito, e anda" não são meras ordens de trabalho, mas a operação da cura. O ato de levantar o leito simboliza o cumprimento do segundo mandamento do amor.
- A "cama" representa o nosso próximo. Quando está-se enfermo, o próximo carrega-o (simbolizado pelo homem que é levado em seu leito). Ao ser curado, ele deve "carregar a sua cama", ou seja, "suportar as cargas uns dos outros" e amar o seu próximo.
- O ato de "andar" representa o caminho para Deus, o primeiro mandamento. Ao amar e cuidar do próximo, o homem se move em direção a Deus, a quem ainda não vê, mas para quem purifica seus olhos através do amor ao próximo. O leito não deve ser deixado para trás, pois o próximo está sempre conosco no caminho para Deus.
A Reação dos Judeus e a Resposta de Jesus
- Os judeus se escandalizaram não pela cura, mas pelo fato do homem carregar a cama no sábado. Sua mente está presa à letra da lei, não a seu espírito.
- A resposta de Jesus, "Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também", é uma revelação. Moisés disse que Deus descansou no sétimo dia, mas Jesus explica que este descanso não foi o de um ser cansado.
- Esse "descanso" de Deus no sétimo dia simboliza o próprio Cristo, que, após completar a obra da criação e da redenção (na cruz, no sexto dia), "descansou no sepulcro" no sábado. Jesus é Deus e, como tal, continua a operar, governando o mundo.
- Os judeus entendem que Jesus, ao dizer isso, estava "fazendo-se igual a Deus", o que os enfureceu, pois eles não entenderam a divindade de Jesus. O autor ressalta a ironia de que os judeus, cegos, entendem que Jesus se proclama igual a Deus, enquanto os arianos, que negam a divindade de Cristo, não o compreendem.
São João Crisóstomo, HOMILIAS SOBRE O EVANGELHO DE SÃO JOÃO
HOMILIA XXXVI (XXXV): O Segundo Milagre e a Piscina de Betesda (Jo 4:54; 5:1-4)
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A Importância de Cada Detalhe das Escrituras:
- Assim como um perito em minas não despreza nenhuma veia de prata, por menor que seja, pois dela podem surgir grandes riquezas, nas Divinas Escrituras não se pode passar levianamente sobre nenhum ápice ou til, pois tudo foi proferido pelo Espírito Santo e nada é supérfluo.
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O "Segundo Milagre" e a Dureza dos Galileus:
- A menção de que este foi o "segundo milagre" não é sem motivo; serve para ligar este milagre ao realizado entre os samaritanos (a cura do filho do funcionário real), mostrando que os galileus, mesmo com este segundo sinal, não se elevaram à mesma fé que os samaritanos, que nada miraculoso haviam visto.
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A Festa e a Subida a Jerusalém:
- A festa mencionada é provavelmente a de Pentecostes. Jesus ia frequentemente a Jerusalém para as festas para mostrar que as celebrava com os judeus e para atrair a multidão de gente simples, que eram os que mais concorriam a tais festividades.
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A Piscina de Betesda como Figura do Batismo:
- A piscina de Betesda, com seus cinco pórticos e a multidão de enfermos, é uma figura e imagem do futuro, preparando a fé para algo grandioso e inexplicável que aconteceria sem aviso.
- A água que purificava as impurezas corporais na Antiga Lei (em funerais, lepra, etc.) era uma sombra da realidade futura.
- O dom do Batismo, cheio de virtude e graça suprema, que lava todos os pecados e devolve os mortos à vida, é o que aqui se prefigura.
- As figuras que já se aproximam da realidade figurada (como o Batismo e a Paixão) são mais claras que as antigas.
- A piscina de Betesda, com seus cinco pórticos e a multidão de enfermos, é uma figura e imagem do futuro, preparando a fé para algo grandioso e inexplicável que aconteceria sem aviso.
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O Anjo e a Água vs. O Espírito Santo e o Batismo:
- Assim como na piscina não era a natureza da água que curava, mas a virtude do anjo que a movia, no Batismo não é a água que opera por si, mas só após receber a virtude do Espírito Santo é que perdoa os pecados.
- Contrastes entre a piscina e o Batismo:
- Na piscina, a doença impedia o acesso; no Batismo, todos têm faculdade de se aproximar.
- Na piscina, um anjo movia a água ocasionalmente; no Batismo, é o Senhor dos anjos quem tudo opera.
- Na piscina, havia concorrência ("enquanto eu vou, outro desce antes de mim"); no Batismo, a graça é inesgotável, como os raios solares que iluminam a todos sem se consumir.
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A Perseverança do Paralítico e a Nossa Desídia:
- Jesus se aproxima daquele que estava doente há 38 anos para manifestar a sua perseverança e nos dar uma lição.
- A perseverança do homem é admirável: esperou 38 anos sem se apartar, apesar das decepções e impossibilidades.
- Exortação e Admoestação: Devemos nos envergonhar de nossa imensa preguiça espiritual. Este homem perseverou 38 anos sem alcançar o que queria. Nós, se orarmos por dez dias sem ser atendidos, nos cansamos. Empregamos longo tempo em negócios humanos (milícia, desabafos, serviços servis) e muitas vezes saímos defraudados, mas com nosso Senhor, onde se obtém uma recompensa imensamente superior, não perseveramos com o devido empenho.
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A Necessidade do Trabalho e do Esforço na Virtude:
- A oração contínua pode parecer laboriosa, mas tudo na virtude exige trabalho.
- Por que a virtude é laboriosa e a maldade é prazerosa? No princípio, Deus nos deu uma vida sem molestias, mas abusamos desse dom. Privados dele por nossa desídia, perdemos o paraíso. Por isso, Deus tornou a vida laboriosa para nos conter no dever.
- A virtude exige esforço para que seja digna de recompensa. A castidade, por exemplo, é uma temperança e batalha para superar os prazeres; onde os combates são maiores, obtêm-se os troféus mais excelsos.
- A ociosidade perverte. Nossa natureza não suporta a inação e se inclina facilmente para o perverso.
- Quem é bom por natureza não merece o mesmo louvor que quem vence a si mesmo pela determinação da vontade.
- O trabalho na virtude, na verdade, nos perde menos e nos acarreta menos trabalho do que a desídia indolente. Uma vida de puros prazeres e ócio é a mais miserável.
- No princípio, o homem podia trabalhar sem fadiga (cultivar o paraíso), mas a fadiga foi acrescentada como castigo após o pecado.
HOMILIA XXXVII (XXXVI): O Diálogo com o Paralítico e a Cura (Jo 5:6-9)
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A Utilidade das Escrituras:
- As Escrituras são um tesouro de todos os remédios, úteis para extinguir a arrogância, a concupiscência, o amor ao dinheiro, para desprezar a dor, ter ânimo forte, fortificar a paciência. A história deste paralítico é um grande consolo para quem luta com a pobreza ou doenças prolongadas.
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A Resposta Mansa do Paralítico:
- Sua resposta a Jesus ("Sim, Senhor, mas não tenho ninguém...") mostra uma alma agobiada, mas sem blasfêmia, maldição ou indignação. Ele responde com mansidão e modéstia, simplesmente relatando sua doença, talvez esperando que Jesus o ajudasse a descer à água.
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O Poder da Palavra de Cristo:
- Jesus demonstra que pode tudo com sua palavra: "Levanta-te, toma o teu leito e anda".
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Diferenciação do Paralítico de Mateus:
- Este não é o mesmo paralítico de Mt 9:1-8. Argumentos:
- Este não tinha quem o cuidasse; aquele era carregado por muitos.
- Este dá conta de sua situação; aquele nada disse.
- O tempo e o lugar são diferentes (cura em sábado, à beira da piscina vs. em casa, noutro dia).
- O modo de cura é distinto: aquele recebe primeiro o perdão dos pecados; este é curado primeiro e depois advertido sobre a alma.
- As acusações dos judeus são diferentes: aqui, acusam-no de curar em sábado; ali, de blasfemar.
- Este não é o mesmo paralítico de Mt 9:1-8. Argumentos:
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A Sabedoria de Cristo na Cura:
- Jesus primeiro se faz amigo perguntando, preparando o caminho para a fé.
- Ordena que carregue o leito para acrescentar fé ao milagre e eliminar qualquer suspeita de ilusão ou fantasmagoria (se seus membros não estivessem firmes, não poderia carregá-lo). Age assim para calar a boca dos caluniadores, como fez com os restos dos pães na multiplicação, com o leproso apresentado ao sacerdote ou com o vinho enviado ao mestre-sala.
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A Fé Imediata do Paralítico:
- Ao ouvir "Toma o teu leito e anda", não zombou nem questionou como um simples homem podia fazer mais que um anjo. Imediatamente obedeceu e se levantou.
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A Coragem do Homem Curado perante os Judeus:
- Mais admirável que acreditar inicialmente foi a sua coragem depois, quando os judeus o cercaram e acusaram de carregar o leito em sábado. Ele não os desprezou apenas, mas com grande confiança, no meio do ajuntamento, enalteceu Jesus como benfeitor: "Aquele que me curou, esse me disse: Toma o teu leito e anda". Poderia tê-lo ocultado, mas confessou claramente o benefício.
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A Malícia e a Inveja dos Judeus:
- Os judeus, de forma vil e malévola, ignoraram a cura e focaram-se apenas na suposta transgressão do sábado. A inveja cega e leva à ruína. É pior que a feras (que atacam por necessidade) e semelhante aos demônios.
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Por que Jesus se Escondeu?
- Para que o testemunho do paralítico, estando Ele ausente, ficasse livre de toda a suspeita (aquele que se sentia são era digno de fé).
- Para não incendiar ainda mais a chama da inveja nos judeus, pois a presença do invejado costuma suscitar grande ira no invejoso.
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A Inveja: Um Vício Pior que Outros:
- A inveja é um pecado sem perdão, pois não pode alegar força da concupiscência, pobreza ou ira como desculpa. Só pode alegar malícia crescida.
- É a mãe dos assassinatos (Caim, perseguição a Jacob, José, etc.). O invejoso luta contra Deus quando se entristece com o bem do irmão.
- Quem dá esmola, celebra vigílias ou jejua, mas inveja o irmão, será sempre malvado. A inveja é mais forte que outros vícios e não se cura facilmente.
- Exortação: Arranquemos a inveja de raiz, alegrando-nos com o bem alheio, assim como ofendemos a Deus invejando-o.
HOMILIA XXXVIII (XXXVII): O Encontro no Templo e a Advertência (Jo 5:14)
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A Gravidade do Pecado e sua Relação com a Doença:
- O pecado é grave e é a ruína da alma, frequentemente redundando em dano do corpo. Como não sentimos dor quando a alma adoece, Deus castiga no corpo os pecados da alma, para que o castigo da parte inferior engendre a saúde na superior. Cristo age como um médico que, não bastando remédios internos, recorre ao cautério exterior.
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Lições da Advertência de Jesus:
- "Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda coisa pior."
- 1. A doença teve origem no pecado.
- 2. Existe com certeza a Geena (Inferno).
- 3. O castigo nela é perpétuo e sem fim.
- Deus não mede os pecados pela duração do ato, mas pela sua natureza e gravidade.
- Quem não melhora com o castigo, sofrerá penas maiores, pois provoca a si mesmo a imposição de um castigo mais severo.
- "Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda coisa pior."
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Por que nem Todos são Castigados Aqui?
- Muitos criminosos gozam de saúde e prosperidade. Isso não é motivo de confiança, mas de lástima. Se aqui nada padecem, é uma espécie de viático que os conserva para maiores suplícios futuros (cf. 1 Cor 11:32 - para não sermos condenados com o mundo). Aqui é a admoestação; lá, o castigo.
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Origem das Doenças:
- Nem todas as doenças vêm de pecados, mas a maioria. Algumas nascem da gula, embriaguez e preguiça. Outras são enviadas por Deus para castigo de pecados (como a praga de Uzias) ou para provação (como com Jó).
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Por que Jesus Menciona Pecados com Paralíticos?
- Porque no caso deles, a doença vinha em castigo de pecados (como no paralítico de Mateus). Em outros, como coxos ou mutilados, a doença podia vir de debilidade corporal.
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A Piedade do Homem Curado:
- Tê-lo encontrado no Templo é sinal de que era piedoso, não buscava prazeres mundanos. Jesus não o acusa de tê-Lo denunciado aos judeus, apenas o torna mais cauteloso para o futuro.
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A Modéstia de Jesus e a Revelação de Sua Divindade:
- Jesus não diz "Eu te curei", mas "já estás são", mostrando que a saúde foi restituída por graça e favor, não por merecimentos.
- Ao dizer "não peques mais", significou que conhecia todos os pecados que ele anteriormente cometera, revelando assim sua divindade.
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A Gratidão do Homem vs. A Malícia dos Judeus:
- O homem foi dizer aos judeus que Jesus o curara por gratidão, não por traição. Ele exaltava o benefício, como o cego de nascença. Se quisesse caluniar, acusaria apenas a transgressão da lei, sem mencionar a cura.
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A Defesa de Jesus: A Igualdade com o Pai (Jo 5:17)
- Jesus defende-se apelando para o Pai: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também."
- Esta defesa, longe de ser uma blasfêmia, declara sua igualdade com o Pai. Se não fosse verdadeiro Filho, esta defesa seria pior que a acusação (como um prefeito que quebranta uma lei real não se defende dizendo que o rei também a quebranta).
- O Pai "trabalha" no sentido de conservar e governar a criação (faz nascer o sol, chover, etc.).
- Jesus justifica-se aqui como Deus, mostrando que é superior ao sábado. Umas vezes fala como homem, outras como Deus, para que se creia na humildade da Encarnação e na dignidade da divindade.
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A Reação dos Judeus e a Prova pelas Obras:
- Os judeus procuravam matá-Lo não só por violar o sábado, mas por chamar a Deus seu Pai, fazendo-se igual a Deus. Ele demonstrou esta igualdade não só com palavras, mas sobretudo com as obras, cuja verdade não podiam negar.
CURA DO PARALÍTICO DE BETHESDA