Apresentação da edição italiana do clássico de Gilson, "La philosophie au moyen âge"
Para o pensamento ocidental, ignorar a Idade Média é ignorar a si mesmo. Dizer que esses séculos estão próximos de nós é dizer pouco: eles estão em nós." Em 1922, Étienne Gilson, historiador filosófico e filósofo francês, publicou Filosofia na Idade Média, uma obra que se tornou um ponto de referência indispensável para refazer os estágios que marcaram o desenvolvimento da filosofia medieval.
O admirável relato de Gilson, de fato, restaura a vivacidade cultural - nascida do encontro entre o mundo grego, a revelação cristã e as influências árabes e judaicas - que formou os mais importantes intelectuais da Idade Média: de Ambrósio a Boécio, de Tomás de Aquino a Alberto Magno, de João Duns Scotus a Guilherme de Ockham. Pensadores cujas reflexões profundamente modernas o grande estudioso ilumina e explora com um frescor expositivo sem igual.
O resultado é um retrato de um período injustamente definido como "sombrio", mas rico em fermento e humanidade: quatorze séculos de ideias fundamentais que moldam a maneira como vemos e interpretamos o mundo hoje.
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