Contribuição de Antonio Carneiro
A) — Filosofia em Portugal
I. Época Medieval
- I.1. O Período anterior à formação da nacionalidade
- I.1.1 Paulo Orósio
- I.1.2 S. Martinho de Dume
- I.2. O ciclo franciscano
- I.2.1 Sto. António de Lisboa (c.1195 – 1231)
- I.2.2. Frei Álvaro Pais
- I.2.3. Frei André do Prado
- I.3. A Geração de Avis
- “na literatura portuguesa as obras dos Príncipes de Avis têm a apresentação formal de tratados filosófico-morais, com interesse literário” (Antônio Moniz e Olegário Paz)
- I.3.1. D. Duarte (1391 – 1438), cognominado “o Eloquente” ou “o Rei-Filósofo” pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu.
- I.3.2. Infante D. Pedro (1392 – 1449)
- O Livro da virtuosa benfeitoria está repleto de informações sobre a organização da sociedade e do Estado feudais. Desde a ascensão e a cobiça da pequena fidalguia até aos conceitos vários de “benefício” e à hierarquia da pirâmide social, a obra do infante D. Pedro é toda ela um tratado de feudalismo teórico e prático, bem pouco explorado do ponto de vista histórico. (A Literatura Doutrinária na Corte de Avis. Coord. Lênia Márcia Mongelli. São Paulo: Martins Fontes, 2001)
- I.4. Expressões da Filosofia Social e Política
- I.4.1. Pensamento Político de Fernão Lopes
- Fernão Lopes, por exemplo, desde a Crônica de D. Pedro, trabalha a imagem de D. João I como futuro salvador do reino, abençoado por Deus. Esse é um dos pontos da tese de Luís de Sousa Rebelo, em A concepção do poder em Fernão Lopes. Lisboa: Livros Horizonte, 1983. (A Literatura Doutrinária na Corte de Avis. Coord. Lênia Márcia Mongelli. São Paulo: Martins Fontes, 2001)
- I.4.2. Diogo Lopes Rebelo
- De republica gubernanda per regem, de Diogo Lopes Rebelo, do final do século XV, foi publicado em Portugal (A Literatura Doutrinária na Corte de Avis. Coord. Lênia Márcia Mongelli. São Paulo: Martins Fontes, 2001)
- I.4.3. Frei João Sobrinho
- I.4.1. Pensamento Político de Fernão Lopes
- I.5. Filosofia e Espiritualidade nos códices de Alcobaça
- Alguns manuscritos de sua obra [Raimundo Lúlio] figuram em dois importantes centros da cultura portuguesa medieval: a Abadia Cisterciense de Alcobaça e o Mosteiro dos Cônegos Regrantes de Santa Cruz de Coimbra, em códices hoje presentes na Biblioteca Nacional de Lisboa e na Biblioteca Pública Municipal do Porto. (A Literatura Doutrinária na Corte de Avis. Coord. Lênia Márcia Mongelli. São Paulo: Martins Fontes, 2001)
- I.5.1. Frei João Claro (c. 1520)
- I.5.2. Horto do Esposo
- I.5.3. Boosco Deleitoso
- I.6. Lógica e Conhecimento
- I.6.1. Pedro Hispano Portucalense (ou Pedro Julião)
II. Renascimento em Portugal
- II.1. A filosofia Natural: Ciência e Experiência
- II.2. Estética
- II.2.1. Francisco de Holanda
- II.2.2. Félix da Costa
- II.3 Correntes Platonizantes
- II.3.1. Álvaro Gomes
- II.3.2. Isaac Abravanel
- II.3.3. Iehudad Abravanel (Leão Hebreu)
- II.3.4. Isaac Cardoso
- II.3.5. Samuel Usque
- II.3.6. Sebastião Toscano
- II.4 Os Escolásticos
- II.4.1. Pedro da Fonseca e os conimbricenses
- II.4.2. Luis de Molina
- II.4.3. Frei Francisco de Santo Agostinho de Macedo
- II.4.4. Frei João de São Tomás
- II.5 Filosofia Jurídica e Ideologia Imperial
- II.5.1. Frei Serafim de Freitas
- II.6 O Barroco
- II.6.1. A mundividência de António Vieira
III. Sob o Signo das Luzes
- III. 1 O Iluminismo em Portugal: tópicos e linhas de desenvolvimento
- III.1.1 Rafael Bluteau
- III.1.2 Martinho de Mendonça de Pina e Proença
- III.1.3 Manuel de Azevedo Fortes
- III.1.4 Manuel Álvares
- III.1.5 Luís António Vernei
- III.1.6 Frei Manuel do Cenáculo
- III.1.7 António Soares Barbosa
- III.1.8 Bento de Sousa Farinha
- III.1.9 Jacob de Castro Sarmento
- III.1.10 António Nunes Ribeiro Sanches
- III.1.11 António Pereira de Figueiredo
- III.1.12 Francisco José de Freire
- III.1.13 Teodoro de Almeida
IV. A Filosofia Portuguesa do Século XIX até à Proclamação da República
- IV.1. Silvestre Pinheiro Ferreira
- IV.2. J. P. de Oliveira Martins
- IV.3. Pedro de Amorim Viana
- IV.4. J. M. Cunha Seixas
- IV.5. Antero de Quental
- IV.6. Teófilo Braga
B) — Filosofia Portuguesa
C) — Filósofos e pensadores em língua portuguesa
- 1. Samuel da Silva (1571 – 1631)
- 2. Uriel da Costa (1585 – 1640) ou Uriel Acosta
- Uriel da Costa: um caso-limite de intolerância
- 3. Sampaio Bruno (1857 – 1915)
- 4. Teixeira Rego (1881 – 1934)
- 5. Leonardo Coimbra (1883 – 1936)
- 6. José Marinho (1904 – 1975)
- 7. Álvaro Ribeiro (1905 – 1981)
- 8. Agostinho da Silva (1906 – 1994)
- 9. Mário Ferreira dos Santos (1907 – 1968)
- 10. Eudoro de Sousa (1911 – 1987)
- Eudoro de Sousa, Mitologia. História e Mito, apresentação de Constança Marcondes César, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2004.
- Paulo Borges, “O Sacrifício que torna o Mundo possível. A essência da manifestação em Eudoro de Sousa”, Revista Portuguesa de Filosofia, XLVIII, Braga, 1992, pp.617-647.
- 11. Heraldo Barbuy (1913 – 1966)
- 12. Dalila Pereira da Costa (1918)
- 13. António Quadros (1923 – 1993)
- Portugal Razão e Mistério, livro I, Lisboa, Guimarães Editores, segunda edição 1999 (©1986), pp.59-60
A espiral, símbolo de energia espiritual, representada muitas vexes pela serpente, está presente desde o longínquo neolítico. Aliás era já muito antigo o culto da serpente na Lusitânia, como demonstrou Mendes Correia no seu trabalho sobre a Serpente, Totem da Lusitânia. À Lusitânia se chamou Ophiussa, a Terra da Serpente.
Como escreveu Pinharanda Gomes, a Serpente é o sinal remoto que nos introduz numa das genealogias a divinis do povo lusitano e dos seus valores religiosos. A Serpente apresenta-se como símbolo de conhecimento global – a serpente enrolada, a boca tocando o rabo, denomina simbolicamente o universo do saber; a unidade do ser (...) A Serpente indica a gravidade e esfericidade do universo, o saber de geonomia e o conhecimento dos elementos, patentes na simbólica da cruz celta.
Nos textos fragmentários que escreveu para o livro, nunca concluído, que se intitularia O Caminho da Serpente, Fernando Pessoa disseque ela (a serpente), liga os contrários verdadeiros, porque, ao passo que os caminhos do mundo são, ou da direita, ou da esquerda, ou do meio, ela segue um caminho que passa por todos e não é nenhum. Ela é, acrescentou num apontamento nebuloso, na ordem material direita Portugal.- 14. António Telmo (1927 – 2010)
- 15. Pinharanda Gomes
- 16. Afonso Botelho
- 17. Orlando Vitorino
- 18. João Bigotte Chorão
- 19. Arcângelo Buzzi