Skip to main content
id da página: 10850 Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche

FILOSOFIA MODERNA – FRIEDRICH NIETZSCHE (1844-1900)


VISITE DE E SOBRE NIETZSCHE

Foi Nietzsche um dos filósofos do século passado século XIX de maior nomeada e de pior sorte intelectual. Durante dezenas de anos falou-se dele longamente, foi lido e comentado e mal compreendido; no geral, costumou-se abordá-lo pela superfície, pelo mais brilhante e atrativo de sua obra,. o que nela era literatura — na verdade excelente —, inclusive por seus erros mais graves, porém não se soube desprender de tudo isso o fundo de autêntica filosofia que seus livros encerram. Por esse motivo, ainda hoje, depois de tantos anos de inquieto rumor em torno a sua figura, Nietzsche reclama uma compreensão adequada e filosófica de seu pensamento.

Seu curriculum vitae é bem conhecido: nasce em 1844, estuda filologia em Bonn e Leipzig; em 1869 é professor dessa disciplina em Basileia, onde se intensifica seu contato com Erwin Rohde e Burckhardt; em 1879, sua má saúde obriga-o a deixar sua cátedra e dedicar-se somente a seu trabalho de escritor; dez anos depois perde a razão, e morre sem recobrá-la, com o século, em 1900. Sua obra — aforística e dispersa — acusa a influência de Schopenhauer e de Wagner, e ressente-se de imprecisão, de predomínio artístico sobre o conceitual e sistemático, de arrebatamentos apaixonados que frequentemente o impelem para o erro; como um exemplo, quando se refere ao cristianismo, que interpretou sempre de um modo torcido, sem sequer suspeitar que algumas de suas ideias mais valiosas guardavam uma filiação cristã indubitável.

Ocupou-se Nietzsche longamente do tema da vida, e suas descobertas nesse campo, embora ainda não utilizadas com precisão suficiente, foram decisivas. Entre Kierkegaard e a suma maturidade de Dilthey, Nietzsche preenche um lugar insubstituível na história da conquista da realidade vital, e é isto o que atualmente mais interessa nele.

A bibliografia sobre Nietzsche, apesar de deficiente, é extremamente copiosa; baste citar algumas obras: R. Richter: Nietzsche, sein Leben und sein Werk (1903); A. Drews: Nietzsches Philosophie (1904); G. Simmel: Schopenhauer und Nietzsche (1907); E. Bertram: Nietzsche (1920); L. Klages: Die psychologischen. Errungenschaften Friedrich Nietzsches (1926); A Pfänder: Nietzsche (tr esp., 1925); A. Vetter: Nietzsche (1928); K. Löwith: Nietzsches Philosophie der ewigen Wiederkunft des Gleichen (1935); K. Jaspers: Nietzsche (1936). Os fragmentos que seguem foram tomados da tradução espanhola de E, Ovejero. Julián Marías