DA SABEDORIA DA PROFECIA (al-hikmat an-nubuwiyah) NO VERBO DE JESUS (’AISSA)
- Da sabedoria de Jesus no Verbo de Jesus
- O espírito de Jesus Cristo e sua manifestação
- A manifestação do espírito (ar-ruh) de Cristo e sua relação com a água de Maria e o sopro de Gabriel, sob a forma de homem feito de argila, em um corpo purificado da natureza corruptível.
- O corpo de Jesus como uma "prisão" (sijin) e a permanência de seu espírito nele por mais de mil anos.
- Jesus como um "espírito de Deus" (ar-ruh Allah), único e com poder para ressuscitar os mortos e criar o pássaro de argila.
- Sua relação com o Senhor permitindo sua ação nos mundos superiores e inferiores.
- Deus purificando seu corpo, elevando-o em espírito e fazendo dele o símbolo de Seu ato criador.
- A virtude dos espíritos e a origem da vida
- A virtude dos espíritos de comunicar a vida a tudo o que tocam.
- Ação de as-Samiri, que pegou poeira dos traços do enviado Gabriel, um espírito, e a jogou no bezerro de ouro, que "mugiu".
- A vida infundida nas coisas, chamada lahut (natureza divina), e o recipiente vivificado, chamado nasut (natureza humana).
- O nasut considerado um espírito por aquilo que o mantém em existência.
- A concepção de Jesus e a sabedoria da natureza humana e divina
- A aparição de Gabriel a Maria sob a forma de um homem harmonioso.
- A reação de Maria, que procurou refúgio em Deus, e seu estado perfeito de presença divina.
- A intenção de Gabriel de lhe dar um filho puro e a subsequente inspiração do espírito de Jesus.
- Gabriel como veículo da palavra divina para Maria.
- A palavra corânica: "Jesus era Sua palavra que ele projetou sobre Maria e espírito d'Ele".
- A constituição do corpo de Jesus a partir da "água" de Maria e da "água" puramente imaginária de Gabriel, transmitida pela umidade inerente ao sopro.
- A natureza humana de Jesus devido a sua mãe e a aparição de Gabriel como homem.
- O mistério dos atos de Jesus e a dualidade de sua natureza
- A ressurreição dos mortos como um ato de Jesus, por emanar de seu sopro, e como um ato divino essencial.
- Jesus unindo essas duas realidades em sua constituição, oriunda de semente imaginária e real.
- Os dois aspectos dos atos de Jesus: efetivo e suposto.
- A palavra corânica que atribui a Jesus a ação de "vivificar os mortos".
- A palavra corânica que atribui a Jesus a ação de soprar no pássaro de argila e ele se tornar um pássaro, "pela permissão de Deus".
- A dupla atribuição dos atos miraculosos de Jesus, por sua ação e pela "permissão de Deus".
- A permissão de Deus referindo-se ao insuflamento ou à transformação.
- A humildade de Jesus e a natureza da submissão
- Jesus manifestando humildade ao ordenar à sua comunidade que dessem o dízimo humilhando-se.
- A recomendação de Jesus de estender a outra face quando se é batido.
- O poder vivificante e curador de Jesus proveniente do sopro de Gabriel, o que lhe permitiu vivificar os mortos.
- A confusão na percepção dos milagres e a descrença
- A consternação dos espectadores ao verem uma pessoa humana vivificar os mortos.
- A confusão que levou alguns a postular a "localização" (hulul) de Deus na natureza humana de Jesus.
- A atribuição do "kufr" (descrença) a essas pessoas no Corão, porque eles "velam" Deus pela forma humana de Jesus.
- A palavra corânica: "Aqueles são descrentes que disseram: em verdade, Deus é Ele mesmo o Messias, filho de Maria".
- A identificação da Ipseidade (al-huwiyah) divina com a forma humana, distinta do princípio da manifestação.
- A identidade de Jesus e a visão das comunidades
- A contradição das comunidades religiosas sobre a identidade de Jesus.
- A visão de Jesus como filho de Maria, ligado a Gabriel ou ligado a Deus pelo Espírito.
- Jesus sendo para cada espectador o que se impõe a esse espectador: o Verbo de Deus, o Espírito de Deus, e o servidor de Deus.
- A distinção de Jesus dos outros homens pela preparação de seu corpo e sua forma, implicada no sopro espiritual.
- A existência de todas as coisas como as "palavras de Deus que não se esgotam jamais", sendo a palavra "seja!" (kun).
- O mistério da criação e a ação divina e humana
- A questão da ligação da Palavra a Deus em seu estado principial ou da descida de Deus à forma daquele que diz "seja".
- A intuição como o único meio de sondar essa questão.
- O exemplo de Abu Yazid, que soprou e reviveu uma formiga, sabendo por quem soprava e que era por Ele que soprava.
- A vivificação pelo conhecimento como a "vida divina, essencial, superior, luminosa".
- A palavra corânica: "...ou bem aquele que estava morto e que Nós vivificamos, dando-lhe uma luz pela qual ele caminha entre as pessoas...".
- Aquele que vivifica uma alma morta pelo conhecimento a vivifica de verdade, e essa luz é para a alma como uma guia.
- A não existência de nada sem o princípio ativo e os receptáculos.
- A adoração do Ser divino e a própria ipseidade (aynuh) do homem.
- A dualidade de ser Deus em essência e criatura em forma.
- A dispensa da misericórdia de Deus pelo homem.
- O ato de nutrir a criação por Deus.
- O homem como um "repouso libertador e um perfume de vida" (rawhan wa raihan).
- A atuação recíproca na qual o homem dá a Deus o porquê Ele se manifesta no homem e Deus dá o Ser ao homem.
- Aquele que conhece pelo coração, no momento em que Deus dá a vida, vivifica pelo conhecimento.
- A persistência de estados de contemplação e seu papel na vivificação.
- O Expiro de Clemência e o mundo como Materia prima
- O Expiro de Clemência (an-nafas ar-rahmani) como corroboração da ação do Sopro espiritual através da forma humana.
- A atribuição de uma qualidade carreando tudo o que o simbolismo dela comporta.
- O Expiro divino englobando todas as formas do mundo, sendo para elas como a Materia prima (al-jawhar al-hayulani).
- A determinação primeira da Natureza universal (at-tabiah).
- A constituição do mundo pela Natureza universal, incluindo os quatro elementos e os espíritos superiores.
- A polarização na Natureza, que faz os Nomes divinos se oporem, enquanto a Essência (adh-dhat) é independente dos mundos.
- O mundo como uma produção na forma de seu princípio manifestante.
- As qualidades elementares e a natureza da criação
- O Expiro divino se elevando pelo calor, descendo pelo frio e umidade e se fixando pela secura.
- A precipitação do mundo grosseiro vindo do frio e da umidade.
- O ato de Deus amassar a argila do homem "com Suas duas mãos", opostas uma à outra.
- A natureza que comporta a oposição é regida por aquilo que lhe corresponde.
- O termo bashar para o homem, fazendo alusão à "ternura" (al-mubasharah) das duas Mãos divinas que o modelaram.
- O diálogo de Deus com aquele que recusou prostrar-se diante de Adão, "O que o impede de se prostrar diante do que Eu criei com Minhas duas mãos? É você orgulhoso ... ou é você um dos seres superiores (al-'alin)".
- A superioridade do homem sobre outras espécies elementares por ser amassado pelas "duas Mãos" divinas.
- A superioridade dos Anjos superiores sobre o gênero humano.
- O conhecimento do Expiro divino e o movimento da existência
- O mundo como o objeto a ser considerado para conhecer o Expiro (nafas) divino.
- A palavra do Profeta: "aquele que conhece sua alma (nafsahu), conhece seu Senhor".
- O mundo manifestando-se no Expiro do Clemente, que "dilatou" (naffasa) as possibilidades, aliviando-as da contração.
- A primeira ação do Expiro divino afirmada nesse ato.
- O ato divino descendo gradualmente pelo "alívio (tanfis) das angústias" até a última manifestação.
- A totalidade do Expiro divino contendo tudo como o dia no crepúsculo da manhã.
- A natureza da Conhecimento transmitido por demonstração como a aurora para aquele que cochila.
- A revelação de Deus sob a forma de fogo a Moisés, que procurava fogo.
- A Divindade no objeto de desejo de Moisés.
- As palavras de Jesus e a polaridade divina e humana
- A sabedoria na resposta de Jesus à pergunta de Deus: "Você disse às pessoas que elas tomassem você e sua mãe por divindades ao lado de Deus?".
- A exaltação de Deus por Jesus: "Exaltado seja Você, não me cabe dizer o que não me cabe segundo a verdade".
- A demonstração de Jesus de que Deus era quem falava: "se eu o disse, Você o soube", "Você sabe o que está em mim, e eu não sei o que está em Você".
- Jesus como a língua pela qual Deus fala, segundo o ensinamento do Enviado de Deus.
- A afirmação da unicidade de Deus e da multiplicidade que ela implica.
- O uso do nome "Deus" (Allah) por Jesus para se referir à diversidade de cultos e adoradores.
- A distinção entre "meu Senhor e seu Senhor".
- Jesus descrevendo-se como quem sofre a Ordem (al-amr), correspondendo a seu estado de servidor.
- A correspondência entre o que Deus exige do adorador e o que o adorador pede de Deus, de modo que toda prece é atendida.
- A testemunha e o observador
- Jesus como testemunha de sua comunidade, e Deus como o observador deles.
- A consciência que o homem tem de si mesmo como a consciência de Deus a seu respeito.
- O nome de observador (ar-raqib) para Deus, enquanto Jesus se designa como testemunha (ash-shahid).
- O nome de Testemunha também pertencendo a Deus, que contempla a realidade própria e essencial de todas as coisas.
- A oração do Profeta Maomé e a paciência
- A palavra de Jesus, repetida por Maomé por uma noite inteira: "Se Você os castiga, eles são Seus servidores; e se Você os perdoa, é Você o Poderoso, o Sábio".
- Jesus reconhecendo a exclusividade da Senhoria de Deus e a humilhação do servidor.
- Maomé, ao repetir o versículo, implorando uma resposta.
- Deus, por amor, diferindo o atendimento da prece de um servidor, para que ele a repita.
- Jesus mencionando o nome O Sábio (al-hakim), que põe cada coisa em seu lugar e conhece a ordem das coisas.
- A prece como uma forma de contemplar o vasto conhecimento que Deus deu ao Profeta.
- A obrigação de Deus de atender a uma prece persistente, mostrando Sua bondade.
- A distinção entre a resposta que se ouve pela orelha (prece da língua) e a que se ouve pela audição (prece do espírito).
- O espírito de Jesus Cristo e sua manifestação