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id da página: 7493 Henry Corbin – Sohravardi – Livro da Teosofia Oriental – Liberdade

Jambet Teosofia Oriental Liberdade

Teosofia Oriental – Liberdade Christian Jambet

  • O núcleo da obra de Sohravardi e a tensão filosófica fundamental

    • A importância central do esquema de uma filosofia gnóstica voltada para a salvação da alma pelo conhecimento das Luzes puras.
    • Sohravardi como pensador submetido a duas exigências extremas no universo das religiões do Livro.
    • A exigência de uma ontologia fundamentada no princípio da "possibilidade preeminente" ou "possibilidade preeminente" aviceniana.
      • A fidelidade ao princípio de que nada pode provir do real sem a existência de um ser de grau imediatamente superior.
      • A função do princípio como sutura da cadeia do ser, evitando soluções de continuidade do Uno ao múltiplo.
    • O compromisso igualmente firme com a manutenção de uma cisão ou ruptura no seio das coisas.
      • O despertar da metafísica helenizante de seu "sono dogmático" ou "sono peripatético".
      • A problematização do ser, que deixa de ser o fundamento óbvio, exigindo que o Ser necessário justifique o que lhe é mais estranho e contrário.
  • A liberdade como problema central e sua natureza específica em Sohravardi

    • A tensão ontológica como origem de uma forma transistórica de liberdade.
    • O sentido específico da liberdade em Sohravardi, distinto das concepções pós-renascentistas.
      • A ausência dos significados modernos de liberdade civil, natural ou política.
      • O uso de conceitos como "autarcia" e "causalidade por si" em vez de "autonomia".
      • A centralidade do tema do salvação.
    • A definição da filosofia de Sohravardi como uma filosofia "saisa pela liberdade" e não uma "filosofia da liberdade".
    • A contribuição para salvar o real e Deus de um determinismo integral no pensamento islâmico.
      • A superação do chamado fatum mahometanum.
      • A construção de uma imagem do universo que impede qualquer fatum de eximir Deus ou o homem do dever de ser livre.
  • A liberdade como crise do Princípio e a arquitetura dos mundos de Luz

    • A liberdade como faculdade interior ao Próprio Princípio fundante.
      • A Luz das Luzes não é apenas princípio de liberdade, mas é afetada por sua própria infinitude.
      • A incapacidade da Luz das Luzes de se fixar no ser e o excesso em relação às suas determinações.
      • A meditação de um mundo onde o infinito transparece sob a aparência dos astros e corpos terrestres.
    • A intuição do movimento onde o existente experimenta coincidentemente a autonomia e o vínculo amoroso.
      • A arquitetura dos mundos de Luz construída em torno de duas intuições fundamentais.
        • A inerência do querer livre em toda vida que procede da Luz e tem autoconhecimento.
        • A identidade entre o princípio de liberdade e as figuras do Outro.
      • A função do Outro como libertador, e não como opressor.
        • A superação da identidade aparente pelo Outro.
        • A instabilidade conferida a toda Luz singular, liberta de si mesma para encontrar seu verdadeiro ser.
    • A presença de um gênio dialético na obra de Sohravardi.
  • A liberdade em Deus e a dialética da incompatibilidade

    • A liberdade originária para o bem e para o mal como atributo da própria Luz das Luzes.
      • A introdução do problema da liberdade em Deus, antecipando Schelling ou Hegel.
      • O surgimento de determinações contrárias do existente a partir do fundo infinito, manifestando a liberdade primeira insondável.
    • A natureza de uma dialética corrigida por teses estoicas e transposta em um espírito platônico.
      • A recusa de uma reconciliação final dos contrários.
      • Deus como o lugar do enfrentamento da incompatibilidade entre noite e Luz, e não de sua troca de sinais.
  • A contemporaneidade de Sohravardi e a objeção da ilegibilidade

    • A refutação da objeção que considera Sohravardi um documento da história morta do espírito.
      • A rejeição da ideia de um "retorno" a Sohravardi como tarefa vã e absurda.
    • A compreensão da presença ativa de Sohravardi na cultura filosófica do Oriente.
      • A manutenção de um modo de abordagem do real que molda sua própria história.
      • A investigação sobre a verdade de sua permanência secreta.
        • A liberdade como forma capaz de inclinar o curso do tempo e fundamento de sua dignidade filosófica.
  • A relação com a revolução científica moderna e a imagem galilaica do verdadeiro

    • O reconhecimento do caráter fundante da ruptura galilaica e da teoria cartesiana do sujeito da ciência.
    • A impossibilidade de leitura de Sohravardi como rival da descrição científica dos fenômenos.
      • A ausência de um território comum entre a gnose de Sohravardi e as ciências modernas.
      • A diferença radical de problemas, conceitos e objetos, impossibilitando qualquer concorrência.
    • A localização do objeto de Sohravardi no mundo numênico, e não no mundo fenomênico.
      • A exploração da realidade numênica como condição para pensar a cisão interna do ser do ente.
      • A descrição da realidade numênica, e não sua mera postulação.
      • A cosmologia, a botânica e a psicologia como aproximações da liberdade do Princípio, e não como uma física da natureza.
  • Os efeitos da obra de Sohravardi na compreensão da história da ciência

    • A capacidade do pensamento de Sohravardi de agir sobre a cultura que o abandonou.
      • A definição do mesmo pelo seu afastamento do outro.
    • O contraste entre o sujeito da ciência moderna e o universo de Sohravardi.
      • O mundo correlato à ciência moderna como aquele onde desapareceram os anjos, as Almas celestes e a corporalidade espiritual.
      • A exclusão do poder formativo e criador da Imaginação divina pelos modos de conhecimento modernos.
    • O questionamento sobre o lugar de Sohravardi na história dessa ruptura.
  • A hipótese arqueológica de Henry Corbin sobre as rupturas fundadoras

    • A análise de Henry Corbin como ferramenta para situar a questão.
    • A constatação da ruptura radical operada por Galileu e Descartes, conforme demonstrado por Alexandre Koyré.
      • A distribuição da realidade entre substância extensa, pensamento e Deus garantidor da necessidade.
    • O questionamento sobre o caráter da revolução científica.
      • A primeira hipótese: uma revolução sem precedentes e sem resto, defendida por Koyré e Jean Cavaillès.
        • A primazia do formalismo e a ausência de uma pré-história significativa na ciência axiomática.
      • A segunda hipótese: uma revolução precedida por uma mutação decisiva, explorada por Pierre Duhem e Henry Corbin.
    • A hipótese de Corbin sobre uma ruptura anterior: o triunfo do averroísmo.
      • O papel de Averróis ao tornar supérfluas as Almas celestes, o destino singular das almas terrestres e o mundo intermediário da Imaginação.
      • A preparação de um mundo puramente material e fenomênico, relegando o numênico ao suprassensível inconhecível.
      • A leitura averroísta de Aristóteles, sua refutação de Avicena e a caricatura da "dupla verdade" como condições para a aventura da ciência moderna.
    • O avicenismo iraniano de Sohravardi como o "grande Outro" da cultura moderna de fundação.
      • A dignidade da linhagem de pensamento da qual o averroísmo nos afastou.
  • A inscrição do programa corbiniano na fenomenologia e a unidade do ser do ente

    • A vinculação da hipótese arqueológica de Corbin ao programa husserliano da Krisis.
      • O objetivo de reavivar a cadeia de pensadores e exercer uma crítica responsável.
    • A reunião dos interesses da razão pelo estudo de Sohravardi.
      • A relevância arqueológica de Sohravardi para a questão da unidade ou dualidade do ser do ente.
    • A existência de uma história original das filosofias dedicadas às realidades numênicas.
      • A manutenção do interesse pelas realidades numênicas paralelamente ao progresso do conhecimento fenomênico.
    • O apelo final do Livro cinco como expressão da essência do mundo.
      • A prece de Sohravardi aos anjos para intercederem junto a Deus pela humanidade em desordem.
        • A citação: «Há gente que chama... há gente que chama no segredo dos Teus santuários...».
      • A fundação da percepção messiânica do mundo e a expressão de uma essência inacessível ao conhecimento fenomênico.
      • A presença constante dessa essência em todo presente, colorindo toda a história e assegurando ou ameaçando toda liberdade.
    • A definição das obras de Sohravardi como momentos da história da liberdade.
      • A liberdade como "vontade de revelação" anterior ao direito ou à moral.
      • A citação que descreve a liberdade como "força eternamente em luta, mas nunca vencida, sempre inexpugnável, e que ela mesma não cessa de devorar cada forma na qual está encerrada, surgindo renovada de cada uma delas, transfigurando-se como a Fênix nas chamas da pira".