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id da página: 4616 José Carpinteiro Árabe

José Carpinteiro Árabe

Apócrifos – José Carpinteiro Árabe

VISITE: José Carpinteiro, Árabe

Causa pena vermos tanta tinta gasta na imprensa, por ocasião das festas da Páscoa e do Natal, sobretudo, para determinar "como era” Cristo, como seria seu pai, o José Carpinteiro, qual a cor dos cabelos de Maria, se Cristo de fato passou por aqui ou por ali. Se chegássemos para algum desses escribas que corporificaram os textos dos evangelistas e exigíssemos deles um depoimento sobre os “fatos”, no sentido do nosso jornalismo contemporâneo, eles certamente fugiriam com repugnância e desdém.

Sua matéria não era os “fatos”, mas a doutrina; seu estro era traduzir em imagens convincentes para seus contemporâneos, numa língua didaticamente inteligível, os ensinamentos do Messias que viera redimir o mundo. A vida atribuída a esse Messias era parte desse ensinamento. Sua vida era uma trajetória. Por isso, ele deveria percorrer determinados passos; deveria executar certos milagres, passar por certas tentações, senão não seria o Messias esperado. Mais ainda: sua vida teria de ser uma tradução das imagens que o anunciavam no Velho Testamento. (Flávio Aguiar, pósfacio a "O Código dos Códigos" de Northrop Frye)


Existe uma grande quantidade de evidências da existência de muitas dessas tradições no segundo século, embora não seja possível afirmar que algum desses livros existisse em sua forma atual naquela época. A maioria das autoridades no assunto, no entanto, parece concordar em atribuir aos primeiros quatro séculos da era cristã os seguintes cinco livros: (1) O Protoevangelho de Tiago; (2) O Evangelho do Pseudo-Mateus; (4) A História de José o Carpinteiro; (5) O Evangelho de Tomé; (9) O Evangelho de Nicodemos.

A História de José o Carpinteiro.– A língua original dessa história é o Copta. Do Copta foi traduzida para o Árabe. A versão em Árabe foi publicada por Wallin em 1722, com uma tradução para o Latim e notas abundantes. A versão de Wallin foi republicada por Fabricius, e mais tarde em uma forma um pouco corrigida por Thilo. Essa forma corrigida da versão de Wallin é o texto adotado por Tischendorf. Os capítulos xiv-xxiii foram publicados no texto saídico por Zoega em 1810 com uma tradução para o Latim, e de forma mais correta por Dulaurier em 1835 com uma tradução para o Francês.

O autor foi provavelmente um judeu helenístico convertido ao cristianismo, ou, como Tischendorf e Maury concluem, um cristão imbuído de crenças judaicas e gnósticas. A língua original foi provavelmente o Grego, embora, como no caso do Pseudo-Mateus, a História de José o Carpinteiro, etc., a língua original seja, em muitos dos prefácios, declarada como sendo o Hebraico. Alguns pensam que o Latim foi a língua original, com base no argumento de que Pilatos faria seu relatório ao Imperador nessa, a língua oficial. O texto em Latim que se tem, no entanto, é obviamente uma tradução, feita, além disso, por um homem para quem o Grego não era muito familiar, como é óbvio a partir de vários exemplos especificados em nossas notas ao texto.

ANF08. The Twelve Patriarchs, Excerpts and Epistles, The Clementia, Apocrypha, Decretals, Memoirs of Edessa and Syriac Documents, Remains of the First Age Creator(s): Schaff, Philip Print Basis: Edinburgh: T&T Clark