A viagem é uma ruptura que permite ao homem escapar ao destino de seu cotidiano. O longe de antão é hoje o acessível em algumas horas de avião e a imagem do perigo de uma travessia por mar é apagada pelo conforto dos transatlânticos. E no entanto, o convite à viagem nunca foi tão vivo. O viajante moderno busca, como o primeiro dos cruzados, os mistérios das terras desconhecidas, o sopro dos grandes espaços, o maravilhoso de uma cidade enfim ideal.
Adaptados às técnicas modernas, os símbolos associados à viagem nada perderam de sua vitalidade. Nova York guarda o eco de Babilônia, o cruzeiro no Mediterrâneo figura a Odisseia, e o Telêmaco do século XX tem a atitude e os gestos eternos do viajante: o apelo, a partida, a passagem, o encontro, o guia, o retorno e a lembrança de tão bela paisagem...
O professor da École pratique des hautes études, e e pesquisador do CNRS, Jean-Pierre Laurant, autor de várias obras sobre o esoterismo ocidental, e estudos especializados sobre o pensamento de René Guénon e Matgioi, nos oferece uma estudo sobre o simbolismo da viagem, na coleção "Les symboles", da Editora Philippe Lebaud.
Tópicos
Introdução
Encontrar a saída
- Um sinal dos deuses
- A doçura do exílio
- Romper
- Dar uma forma ao sonho
- A grande saída
Os Desafios
- Os guardiões do portal
- A doença
- O desafio do tempo
- Mais estações
- Se medir aos elementos
- Os combates
Seguir o guia
- Os animais guias
- O guia com forma humana
- O mapa
- O guia divino
Poeiras do caminho, poeira do tempo
- A pérola perdida e a pilhagem do tesouro
- A fadiga do viajante
- A viagem armadilha
- A lembrança de viagem
Conclusão
Excertos
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