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id da página: 10615 André Padoux – Compreender o Tantrismo – Mantras

Mantras

André Padoux – Compreender o Tantrismo – Mantras


PADOUX, André. Comprendre le tantrisme: les sources hindoues. Paris: Albin Michel, 2010

Mantras


Em contexto tântrico, os mantras merecem por si só um capítulo, tamanha é a sua importância. Certamente, os mantras existem desde o Veda, onde o termo possui, na verdade, um sentido particular, pois designa os « hinos ». A forma e os usos dos mantras evoluíram posteriormente, passando mantra a ter então o sentido que conhecemos de fórmula ritual estereotipada, geralmente breve, carregada de eficácia, servindo antes de tudo para evocar ou invocar uma divindade, mas tendo também usos diversos, utilitários, mágicos. É contudo no hinduísmo (e no budismo) tântricos que eles proliferaram, tornando-se esses curtos enunciados, na maior parte das vezes desprovidos de sentido mas carregados de potência, povoando de tal modo o espaço ritual que se pode dizer que este não é doravante senão o lugar onde atuam os mantras. Também aqui, de um assunto imenso, não se pode dar senão um breve apanhado.

A forma dos mantras


Note-se primeiro que os mantras estão em sânscrito, nunca noutra língua. São fórmulas convencionais, fixas, transmitidas pela tradição: recebe-se um mantra, não se o improvisa. Isto sendo, os mantras tântricos são de formas diversas. Têm frequentemente (sobretudo quando evocam ou invocam uma deidade) a forma corrente no hinduísmo ortodoxo OM, depois o nome do ser invocado, em dativo, seguido de uma exclamação final, a jati, da qual existem seis formas: namah, svaha, vashat ou vaushat, HUM e PHAT (terminações de origem védica, aliás). Ter-se-á assim mantras tais como OM Shivaya namah, ou OM HAUM Shivaya namah, para invocar Shiva, as fórmulas dessa sorte possuindo um sentido: Shivaya namah significa « homemagem a Shiva ».

Certos mantras – sobretudo se são de origem védica – podem incluir ou consistir numa frase, breve ou longa, dotada de sentido. Mas os monossílabos ou grupos de sílabas tenderam não só a enquadrar a fórmula central mas, mais ainda, a substituí-la, formando portanto todo o mantra. Assim OM será utilizado sozinho; mas reencontra-se à cabeça de quase todos os mantras e mesmo antes de um bija, antes de SAUH, o mantra da deusa suprema do Trika, por exemplo. Os monossílabos tais como HRIM, KLIM, SHRIM, HAIM, etc., são utilizados isoladamente ou em grupo. O mantra do Olho de Shiva, o netramantra, é assim OM JUM SAH; o da deusa Tripurasundari, a shrividya, é, sob sua forma mais corrente, formado por quinze sílabas repartidas em três grupos: HA SA KA LA HRIM HA SA KA HA LA HRIM SA KA LA HRIM. O mantra denominado vidyaraja, ele, é um conjunto de nove grupos de nove sílabas, o que faz oitenta e uma (repartidas num diagrama). Esses conjuntos silábicos não têm evidentemente em si mesmos nenhum sentido. O grupo de fonemas constituindo um mantra pode mesmo ser impronunciável. É o caso, por exemplo, do pindanatha, o mantra shaivita da resolução cósmica KHPHREM ou HSHPHREM, ou aquele do navatmamantra do qual uma forma é: HSKSMLRYUM, etc. O conjunto do alfabeto sânscrito (que se denomina então matrika), assim como cada um de seus cinquenta fonemas, pode igualmente ser considerado e utilizado como um mantra (nos nyasa nomeadamente), cada fonema correspondendo a uma divindade. O bhutalipimantra, mantra da escrita dos elementos, é um mantra alfabético de quarenta e dois fonemas, de A a SA, repartidos em nove grupos. Há « divindades alfabéticas » (das varnadevata), de corpo feito de letras – é o caso, por exemplo, da deusa Sarasvati-Vagishi.

Poder-se-ia citar mil exemplos. Mas seja qual for a forma fonético-linguística dos mantras, ela é essencial e deve ser estritamente respeitada. Um mantra pode não ter sentido, mas tem sempre uma função que não pode preencher senão se for bem enunciado e nas condições autorizadas, essa ação realizando-se pela potência das sílabas que o compõem. Se um mantra não é exata e convenientemente enunciado, é ineficaz e pode ser perigoso para aquele que o utiliza. Mesmo se é impronunciável, é enquanto formado de sons (vocais ou mentalmente evocados) que ele atua. Um mantra escrito é letra morta: é ineficaz – pelo menos em princípio.

Mas a que se reconhece um mantra? Haverá um critério geralmente válido de « mantricidade »? Não realmente. Diz-se por vezes que um mantra se reconhece por certos traços fonéticos ou linguísticos, por sua terminação em M, por exemplo. Mas esse não é o caso: há mantras de forma e de terminação diversas. Na realidade é mantra, numa tradição, o que essa apresenta e trata como tal. Cada tradição tem os seus. Há também, pouco numerosos, mantras de uso universal, utilizados em todas as tradições, o mais conhecido sendo OM. É tradicionalmente afirmado que há setenta milhões de mantras – mas ninguém os contou jamais. Sem atingir esse número, mesmo de longe, são certamente muito numerosos.

Note-se enfim que há classificações dos mantras. Eles repartem-se assim em masculinos se se referem a deuses ou entidades masculinas, e em femininos se são os de deusas ou entidades femininas, os mantras femininos sendo denominados vidya (sabedoria). Os mantras monossilábicos são chamados bija (ou bijamantra), isto é, « germes » ou « sementes »: uma divindade pode ser invocada por um mantra inteiro, mais ou menos longo, ou mais brevemente por seu bija. Classificam-se também segundo sua longitude.

Os mantras conferidos na iniciação e os servindo ao culto de uma divindade ou a alguma ação ritual ou mágica e que deverão ser dominados por uma prática ritual particular são em princípio secretos e transmitidos de boca a ouvido: um tal mantra, se é lido, ouvido por acaso ou encontrado num livro, é ineficaz. Essa regra não atua todavia para os mantras utilizados correntemente nos ritos.

Da natureza dos mantras


A natureza dessa forma e desse emprego particular do material da língua que é o mantra foi objeto de diversas teorias e de número de discussões na Índia tradicional como no Ocidente. Para nós, os mantras são evidentemente simples abracadabras, exemplos, especialmente marcantes por seu número e sua sistematização, da universal e supersticiosa crença na eficácia mágica da palavra. Mas do ponto de vista indiano – e mais particularmente o dos textos tântricos –, a natureza dos mantras coloca problema pelo fato de serem considerados como sendo em essência formas da vac, da Palavra primeira, força transcendente, imortal, onipresente e toda-poderosa, ao passo que são também enunciados linguísticos perceptíveis, de empregos específicos e de eficácia enquadrada por regras precisas – dos rule-governed utterances existindo no plano da vida quotidiana dos homens –, portanto bastante longe da potência absoluta e ilimitada da vac. Esse problema foi aliás colocado, na Índia, desde a época pós-védica e não apenas na literatura tântrica.

Nesse domínio, os mantras são, diz-se, a forma fônica, a natureza essencial, das divindades. Representam-nas no uso prático pois é por eles que se as invoca, ou que se as coloca sobre si ou sobre um suporte – ou que se as manipula com fins diversos.

Quando se utiliza ritualmente um mantra, é preciso na maior parte das vezes representá-lo mentalmente; ora o que se « visualiza » assim, é a divindade da qual ele é a essência. Mantra e divindade são portanto idênticos: os tantras dizem-no por vezes explicitamente, nomeadamente quando não apresentam as divindades senão por seu mantra. Os versos descrevendo o aspecto das divindades que é preciso representar (os dhyanashloka) são frequentemente dados em repertórios de mantras. Tem-se portanto podido dizer que os panteões tântricos são na realidade panteões de mantras.

A existência dessas estâncias e a de repertórios de mantras que cada um pode consultar parece contradizer o caráter secreto geralmente atribuído aos mantras. Mas como se disse, são secretos e reservados àqueles que são dignos apenas os mantras permitindo evocar efetivamente as deidades e agir sobre elas ou com elas. Esses últimos, ou os de uso mágico, devem ser dominados pelo adepto iniciado ao realizar um conjunto de ritos, um mantrasadhana, longo e complicado, antes de poder servir-se deles. Os textos apresentando os mantras salvaguardam aliás também o seu segredo ao dar sua composição silábica de modo indireto e convencionado, por vezes servindo-se de diagramas onde são dispostas as letras do sânscrito entre as quais é preciso, ritualmente, reencontrar aquelas que compõem o mantra – diagramas que apenas os iniciados podem decifrar.

Os mantras, enfim, não são apenas os de divindades: os membros, rostos ou atributos das divindades têm (ou são) também mantras, os quais estão igualmente presentes em diversas entidades sobrenaturais, ou em aspectos ou divisões do cosmos, elementos com os quais não se pode exatamente identificá-los (mesmo se os representam no uso ritual). Quanto à sua natureza, são (na maior parte das vezes, na prática) enunciados « performativos », « que fazem o que dizem », que, nos ritos, realizam certas ações. Assim, corta-se ou separa-se ritualmente dois elementos com o mantra astra (gládio), protege-se ou cerca-se uma área ritual com o mantra kavaca (couraça), etc. Sob esse aspecto os mantras estão constantemente presentes nos ritos (e a magia). Não são então exatamente divindades, mas não deixam de ser divinos na sua natureza: é por isso que são ritualmente – dir-se-ia: simbolicamente – eficazes. Têm além disso uma forma humana ou escrita que se pode representar.

Usos dos mantras, práticas mantricas


Ver-se-á melhor, com seus usos e a maneira como são postos em obra, a onipresença, na visão de um universo nascido da palavra, dos mantras no corpo como na vida espiritual do ser humano e enfim (talvez sobretudo) nos ritos.

Os mantras, sendo em essência entidades de natureza fônica, estão naturalmente ligados ao sopro, o sopro vital (prana) sobretudo, mas também respiratório, donde uma presença natural no corpo. Um corpo vivo é um corpo que respira e essa respiração pode ser habitada por mantras. O enunciado de um mantra diz-se em sânscrito uccara, o que significa « enunciação », mas também « subida, impulso ascensional ». O uccara, o enunciado mental interior, vivido de um mantra é concebido como uma subida interiorizada desse mantra no corpo imaginário do praticante seguindo o trajeto da sushumna, que é aquele mesmo da kundalini em seu movimento ascendente, o qual, viu-se, termina para além do corpo: os mantras são orientados por natureza para o além.

Uma prática tântrica shaivita mostra bem essa natureza e esse funcionamento dos mantra (ligados nesse caso ao sopro respiratório): a do ajapajapa, a « recitação da não-recitação », onde é a respiração mesma que é recitada ou antes « não recitada », pois lá nenhuma palavra é enunciada. Encontra-se mencionada em número de textos, nomeadamente em certas Upanishads tântricas (Dhyanabindu, Hamsa, Yogashikha, etc.). Considera-se com efeito que com o sopro respiratório se enuncia o mantra hamsa, formado dos dois sons HA e SA encarados como produzidos naturalmente pela respiração e compreendidos como aham sah, « eu sou Ele » e, inversamente, so‘ham, « Ele é eu », duas sílabas associadas respectivamente à inspiração e à expiração. A só respiração torna-se dessa maneira a repetição de uma fórmula de identificação a Shiva, repetida vinte e uma mil vezes por vinte e quatro horas. Assim, um movimento corporal, uma função fisiológica é sentida como um movimento salvador da palavra. Apenas respirando e concentrando-se sobre seu sopro, o adepto se vive como animado de um movimento de união fusional com a divindade. Inútil dizer que essa simples prática, sendo tântrica, acompanha-se por vezes de especulações teológicas e de visualizações intensas e complexas.

Há outras formas de presença dos mantras no corpo, por exemplo nos chakra, onde serão despertados e tornados ativos quando a kundalini perfura esses centros. Mas vêem-se também circular, por exemplo subir do muladhara até ao brahmarandhra ou ao dvadashanta arrastando do mesmo movimento o espírito do adepto para a divindade. Viu-se isso com o japa da Shrividya. Mas isso ocorre também, mais geralmente, com o mantra OM que se encara então como se subdividindo em seus elementos constitutivos. Compõe-se assim de A, U e M, letra cujo enunciado se prolonga sob a forma mais sutil do bindu (o anusvara, a nasalização que segue a vogal), que continua ele mesmo em oito estados sucessivos (denominados kala, « porções ») cada vez mais imateriais da vibração fônica: ardhachandra (meia-lua), nada, nadanta, etc., até unmana, a « transmental », onde a vibração, doravante imperceptível, se dissolve na fonte da palavra, o silêncio do absoluto. Essa ascensão mántrica cada vez mais sutil pode ser vivida de modo puramente mental ou ser imaginada (assim no caso da Shrividya) como se fazendo seguindo o movimento ascensional da kundalini no corpo. Esse enunciado ascensional de OM, mental e corporalmente vivido, é uma prática muito geral e fortemente importante.

Os mantras podem também circular nos vasos do corpo imaginário, as nadi, como uma espécie de fluido, espalhando por toda a parte sua potência. Assim, no Netratantra (capítulo 7), o mantra do Olho de Shiva sobe com o sopro vital ascendente, põe-se a vibrar, perfura os chakra escalonados ao longo da sushumna, depois centros secundários, para atingir o dvadashanta de onde desce até ao chakra do coração do adepto que se enche então de elixir da vida (amrita) o qual, difundindo-se por todo o corpo, o tornará imortal.

Japa


É sobretudo pela repetição ritual, o japa, que os mantras são postos em obra: é preciso por vezes repeti-los milhões de vezes. Essa recitação repetitiva, extremamente corrente e que se faz geralmente com um rosário (akshamala), remonta à época védica e não é própria do tantrismo, mas este a marcou ao acrescentar à repetição do mantra elementos adicionais tais como mudra, ao ligá-lo ao sopro (acaba de ver-se com o ajapajapa), assim como a visualizações e a ritos destinados a dar-lhe uma maior eficácia religiosa ou espiritual. O rosário mesmo tende a ser tratado como um ícone (tem seu mantra próprio) carregado de potência. Sua confeção, depois sua consagração, sem a qual é ineficaz, faz-se ritualmente.

O japa pratica-se em número de ocasiões: no culto (onde forma normalmente a porção final da puja), na iniciação, etc. O japa intervém igualmente nos ritos mágicos cuja eficácia deve-se evidentemente à da palavra. Mas é ou pode ser também um puro ato de devoção à divindade, uma « oração do coração ». É o que ele é no uso geral dos hindus, os ritos de que se cerca em contexto tântrico acrescentando apenas sua eficácia própria ao movimento (sempre incerto…) para Deus da oração. Traduzir japa por « oração », como se faz por vezes, seria todavia pouco exato.

Pode ocorrer também, e é próprio ao domínio tântrico, que um mantra não seja utilizado do modo mais corrente (isto é, como um enunciado eficaz por si mesmo, atuando de um modo um pouco mágico pelo só fato da potência da palavra), mas como levando à libertação por uma espécie de penetração intuitiva nos planos metafísicos que simbolizam os fonemas que o constituem. Esses fonemas são certamente poderosos por si mesmos, mas nesse caso enquanto são concebidos como portadores de uma realidade de ordem metafísica, cuja realização (ao mesmo tempo intelectual e mística) leva à salvação.

Tomemos assim o caso da meditação do bijamantra SAUH, o « germe do Coração » (hridayabija), símbolo da energia emissora divina tomada em sua fonte, germe do universo que ela detém em si, tal como a descreve um antigo texto shaivita, a Paratrimshika, ou bem o Tantraloka. SAUH é composto dos três fonemas S, AU e H. S é compreendido como sat, o « ser » (é o sentido de sat em sânscrito), o Ser absoluto, o brahman, que recobre nele, em germe, toda a manifestação. AU é, no sistema (que entreviu-se) da emanação fonemática, a conjunção das três energias de base de Shiva; simboliza portanto aqui a energia cósmica animando a manifestação. H, ele, é o visarga (emissão), símbolo da potência emissora cósmica de Shiva. Tem-se portanto com SAUH, segundo a fórmula de Abhinavagupta, « o universo (S), que graças à tomada de consciência das três energias (AU), tornou-se germe e vai ser emitido (H) no seio de Bhairava ». SAUH simboliza assim a manifestação presente em Shiva assim como a total inerência de Shiva ao mundo. Deus empenhado do universo, o universo in statu nascendi em Deus: é nesse sentido que SAUH é o « germe do Coração »: o bijamantra de Shiva, coração, centro e origem de tudo.

Mas ainda é preciso que o adepto torne sua, viva espiritualmente a verdade metafísica simbolizada por SAUH – pois é aí a razão de ser desse mantra –, o que supõe uma experiência vivida da subida nele da energia (a kundalini) ao associar-lhe o movimento ao dos fonemas de SAUH. Os textos variam no detalhe da procedura a seguir. Essa consiste todavia sempre numa prática de kundalini-yoga onde o yogin, ao mesmo tempo que enuncia os três fonemas do mantra, associa a enunciação – que é um uccara, um impulso ascensional – ao trajeto ascendente da energia de seu sopro vital que se eleva até ao dvadashanta, ponto de fusão com a divindade suprema que detém nela toda a manifestação. Donde uma experiência cósmica salvífica onde se combinam, de modo muito tântrico, identificação vivida à palavra em sua potência corporal e cósmica e apreensão intelectual, senão de uma realidade, pelo menos de uma construção metafísica.


Antes de terminar com os mantras tântricos, é preciso ainda mencionar um ponto, em verdade preliminar, que é o da escolha da constituição fonética, depois da posta em eficácia de um mantra, que são ocasião de tantos atos rituais dos quais é preciso dizer algumas palavras aqui, pois são operações que sublinham o caráter particular dos mantras tântricos. Com efeito, quando um mantra deve servir a um adepto iniciado, um sadhaka, para atingir um fim particular de ordem mundano ou espiritual, é preciso que lhe seja perfeitamente adaptado. Donde ritos utilizando diagramas alfabéticos para comparar as letras do mantra e as do nome do adepto, que devem ser compatíveis. Se não o são, ritos complementares (culto da divindade, oferendas – dentre as quais a de carne humana nos casos mais difíceis…) podem ajudar. Mas o mantra uma vez fixado e ritualmente conferido, não basta possuí-lo: é preciso ainda que o adepto dele se torne senhor, pois é uma potência, uma força de natureza sobrenatural pouco fácil de controlar. Donde uma ascese particular, o mantrasadhana, absorvente e difícil, que se mencionou acima, que pode durar meses. Os mantras tântricos, vê-se lá ainda, são potências divinas que é preciso saber dominar.

Mas mais que no yoga, a meditação ou a ascese, é nos ritos que os mantras estão presentes – onipresentes, mesmo. Estão-no no culto das divindades, nos ritos iniciáticos, calendários, mortuários ou mágicos, na instalação dos templos, a animação das imagens, etc.