René Guénon: ENXOFRE MERCÚRIO SAL En cuanto al Mercurio, su pasividad, correlativamente a la actividad del Azufre, hace que se le mire como un principio húmedo1 ; y que se le considere como reaccionando desde el exterior, de suerte que desempeña a este respecto el papel de una fuerza centrípeta y compresiva, que se opone a la acción centrífuga y expansiva del Azufre y que la limita en cierto modo. Por todos estos caracteres respectivamente complementarios, actividad y pasividad, «interioridad» y «exterioridad», expansión y compresión, se ve que, para volver al lenguaje extremo oriental, el Azufre es yang y el Mercurio es yin, y que, si el primero es referido al orden de las influencias celestes, el segundo debe serlo al orden de las influencias terrestres. No obstante, es menester tener en cuenta que el Mercurio no se sitúa en el dominio corporal, sino más bien en el dominio sutil o «anímico»: en razón de su carácter de «exterioridad», se le puede considerar como representando el «ambiente», y éste debe ser concebido entonces como constituido por el conjunto de las corrientes de la doble fuerza cósmica de la que hemos hablado precedentemente2 . Por lo demás, es en razón de la doble naturaleza o del doble aspecto que presenta esta fuerza, y que es como un carácter inherente a todo lo que pertenece al «mundo intermediario», por lo que el Mercurio, aunque se considera principalmente como un principio húmedo así como acabamos de decirlo, no obstante a veces es descrito como un «agua ígnea» (e inclusive alternativamente como un «fuego líquido»)3 , y eso sobre todo en tanto que sufre la acción del Azufre, que «vigoriza» esta doble naturaleza y la hace pasar de la potencia al acto4 .
Julius Evola: Tradição Hermética
Assim, o Mercúrio hermético, «Basilisco Filosófico», que actua como um raio (recorde-se o raio que abateu os titãs), corresponde ao prâna, à força de vida que na tradição hindu se chama também «causa suprema de estremecimento» (it. spavento) e «raio controlado» que, no entanto, «torna imortal quem o conhece».
Na mitologia assíria, o deus Merodak (Marduk) tem raios em ambas as mãos quando combate contra o monstro do Caos, Tiamat. Este combate simbólico conduz-nos à fase seguinte, a da «separação».
Este mercúrio ☿ não se deve naturalmente confundir com o Mercúrio Originário; esse em que falámos acima, esse que não é o Originário, é já impuro, «terrestre». O seu signo ☿ exprime o estado dos elementos + numa natureza ÅŽ que se sujeita à lei lunar das transformações (posição superior da Lua em relação ao signo da substância indiferenciada Ο).
Alquimicamente, o Espírito é Mercúrio. Assim, também no signo desta substância simbólica encontraremos uma duplicação. «O segundo destes signos corresponde ao Mercúrio Duplo, ou Andrógino, que tem natureza de Água ignificada» ou «Ardente» expressões que demonstram a sua unidade com o princípio Fogo ou Alma. E de fato o seu signo é obtido do Mercúrio comum ☿ com a substituição do signo do Carneiro ou Áries ♈, o Enxofre em estado puro, pelo da Lua em ascendência. Trata-se, portanto, de forças de vida penetradas por uma qualidade viril espiritual, que revela o ascendente do ☉, o Ouro ou Alma. Posto isto, a quadripartição (v. Quatro) pode ser exposta.
NOTAS: