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id da página: 7415 Mistérios de Cibele

Mistérios de Cibele

MISTÉRIOS DE CIBELE

Magna Mater, Meter, Deusa-Mãe, Kybele
VIDE: Mãe

Mitologia Grega

Walter Burkert: ANTIGOS CULTOS DE MISTÉRIO
Hoje em dia, a Deusa-Mãe da Ásia Menor costuma ser chamada de Magna Mater, embora num latim correto o nome seja Mater Magna ou, segundo seu título completo, Mater Deum Magna Idaea. Talvez seja melhor chamá-la apenas de Meter, como faziam os gregos. Pode-se remontar o culto de uma Deusa-Mãe na Anatólia a uma época muito anterior à invenção da escrita, até o período neolítico. Seu nome frígio, Matar Kubileya, teve uma grande influência entre os gregos. Chamavam-na de Kybeleia ou Kybele em grego, mas em geral referiam-se a ela apenas como "Mãe da Montanha", às vezes acrescentando o nome de uma montanha em particular: Meter Idaia, Meter Dindymene1 . O que mais despertava atenção e temor neste culto era a instituição dos sacerdotes eunucos, os galloi, que castravam a si mesmos e se concentravam principalmente em Pessinus; seu representante mítico é Átis, o paredros e amante da Mãe, que é castrado e morre sob um pinheiro. Este culto foi levado a Roma em 204 a.C., durante a guerra de Aníbal, por ordem dos oráculos, e mais tarde se difundiu a partir dessa região. Existiam nos cultos de Meter várias formas de ritos pessoais e secretos, teletai e mysteria. A forma mais impressionante era o taurobóleo, que se sabe ter existido desde o século II d.C., onde o iniciante, agachando-se numa cova coberta por vigas de madeira em cima da qual matava-se um touro, ficava empapado com as golfadas de sangue do animal.


NOTAS:

1 O velho clássico é Graillot 1912; CCCA está longe de ser completo; um levantamento cuidadoso é apresentado por Thomas 1984; ver também Vermaseren 1977; para o desenvolvimento histórico do culto, ver S&H 102-122, GR 177-179; para a interpretação de matar kubileya em frígio, ver C. Brixhe, Die Sprache 25 (1979), pp. 40-45.