Skip to main content

Nuvem

NUVEM

No singular ou no plural é um símbolo com diferentes sentidos, que respondem, no entanto, a “coisa em si” enquanto algo que impede a clara visão ou acesso direto o que se encontra além dela. Dentre os sentidos aplicados destacamos alguns que nos interessam, de acordo com os textos apresentados neste site. Assim temos a "nuvem" do próprio título do tratado místico medieval "Nuvem do Desconhecido", onde o sentido é de figuração da Divindade, de seu Mistério, do Caminho para alcançar a União.

Roberto Pla, na exegese do Evangelho de Tomé - Logion 101, nos oferece uma breve interpretação da expressão "entre nuvens", em certas descrições apocalípticas do Evangelho de Jesus, como na VINDA DO FILHO DO HOMEM.

Convém dizer que a nuvens entre as quais “vem” o Filho do Homem, como se se dissesse que se move atrás de uma persiana, não são nuvens porque ele as leva, senão a última e sutil veladura que a consciência interpõe entre o Filho e ela mesma. Por isso pode se dizer que são essas nuvens as que impedem o cumprimento do mandato maior da Lei: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo teu coração...”.

As nuvens são, com efeito, a barreira fronteiriça que o falso pai e a mãe “natural” (v. Evangelho de Tomé - Logion 101 não podem salvar para que o mandamento maior se cumpra no sentido absoluto, unitário, que Jesus explica: “O Pai e eu somos uma só coisa”.

O falso pai e a mãe natural são separativos e jamais serão nem permitirão que o homem seja “uma só coisa”, até o ponto de unidade com o Pai (vide Discórdia).

Desta unidade, além das nuvens, ou véus criados pela consciência, falamos agora (vide Unidade), porque essa unidade é a que pede Jesus a todo o que quer ser seu discípulo: “que sejam perfeitamente uno”.


Mestre Eckhart

Para esto se presta, acaso, otro símil más: El sol brilla sin cesar; sin embargo, cuando hay una nube o niebla por entre nosotros y el sol, no percibimos el brillo. Igualmente, cuando la vista está enferma en sí misma y achacosa o nublada, el brillo no le resulta perceptible. Además, he expuesto en una que otra ocasión un símil bien evidente: Cuando un maestro hace una imagen de madera o de piedra, no hace que la imagen entre en la madera, sino que va sacando las astillas que tenían escondida y encubierta a la imagen; no le da nada a la madera, sino que le quita y expurga la cobertura y le saca el moho y entonces resplandece lo que yacía escondido por debajo. Éste es el tesoro que yacía escondido en el campo, según dice nuestro Señor en el Evangelio (Mateo 13, 44). 360 ECKHART: TRATADOS DEL HOMBRE NOBLE 3

Nuvem do Desconhecido