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Pistis e Gnosis

Gnose - Termos – Pistis e Gnosis


No Evangelho da Verdade, diz-se que a fé eliminou a divisão e trouxe a plenitude do amor. No Tratado sobre a Ressurreição, diz-se que a ressurreição é para aqueles que creem. Neste último texto, comparando 46, 21 com 46, 23-24, vê-se que aqueles que creem são os mesmos que conhecem. No que diz respeito ao Tratado Tripartite, contentar-me-ei em citar a nota dos primeiros editores desta obra sobre a passagem 128, 2-17. Sobre 128, 2-5: O termo 'aqueles que creem' parece aplicar-se aos pneumáticos. Sobre 128, 9: Não há ambiguidade: a fé é gnosis. Sobre 128, 17: A fé (linha 17) corresponde à gnosis (linha 19). Vê-se que aqui fé e gnosis são uma e a mesma coisa. Nos fragmentos de Heracleão preservados por Orígenes, o pneumático é mais de uma vez descrito como aquele que crê. Nos Extratos de Teodoto a fé é frequentemente representada como o caminho da salvação, não apenas para os psíquicos mas também para os pneumáticos. Por exemplo, em 42, 1, a cruz é "limite", pois separa os apistoi (não-crentes) dos pistoi (crentes), assim como o "limite" separa o mundo da plenitude. Em 61, 8, os elementos pneumáticos, aqueles que creram, obtêm uma salvação que está acima da dos psíquicos. Em 67, 2, o nascimento é necessário por causa da salvação dos crentes (ton pisteuonton). (O que se segue mostra que estes crentes são os elementos pneumáticos semeados no mundo por Sophia.) Em 74, 2, o Senhor desceu à terra para transferir do Destino para a Providência aqueles que creram em Cristo. No texto valentiniano citado por Epifânio, a Fé (Pistis) é encontrada entre os éons. No Evangelho de Filipe aqueles que têm fé encontraram a Vida; fé e amor são igualmente necessários; Deus faz seu reino frutificar por meio de quatro virtudes, que são fé, esperança, amor e conhecimento. Nesta última passagem, fé e conhecimento são distinguidos um do outro, mas a fé é nomeada primeiro e de forma alguma é inferior ao conhecimento. (PÉTREMENT, Simone. A separate god: the Christian origins of gnosticism. San Francisco: Harper, 1984)