Para alguns, este livro de Schuon pode não atrair por tratar aparentemente, conforme seu título, de uma tradição específica que não eventualmente não desperte interesse de conhecer. No entanto, a grande virtude do livro não está em somente apresentar a tradição islâmica com todo o domínio que dela tem o autor, mas na sua perspectiva tradicionalista e na sua abordagem metódica, que por si só justificam a leitura.
Temas do livro segundo suas seções (traduzido de Comprendre l’Islam)
- Definição geral do Islã
- Importância da verdade do Absoluto
- A ideia de predestinação não abole a de liberdade
- O Islã confronta o que há de imutável em Deus com o que há de permanente no homem
- Islã e Cristianismo
- No Islã, o homem é a inteligência, daí os dois testemunhos de fé
- Da oração canônica e da “menção de Deus”
- Qual é a originalidade do Islã?
- A religião da certeza, do equilíbrio e da oração
- Explicação dos dois Testemunhos de fé
- Verdades metafísicas no primeiro testemunho
- Verdades escatológicas no segundo testemunho
- Qual é a causa da incompreensão fundamental entre Cristãos e Muçulmanos?
- Do caráter não-histórico do Islã
- A diferença fundamental entre as duas religiões aparece sobretudo no que cada uma detesta na outra
- Explicação mais detalhada das diferenças ao nível dos dogmas
- A questão da moral muçulmana
- Da separação nítida, no Islã, entre o homem como tal e o homem coletivo, e, no entanto, há solidariedade
- Por que o muçulmano não abandona, como o fazem o hindu e o budista, os ritos exteriores em função de tal método espiritual que possa compensá-los?
- Do caráter meritório da sexualidade no Islã
- A persuasão desempenhou um papel maior que a guerra na expansão do Islã
- Equilíbrio e união no Islã
- O Islã é um “espaço” e não um “tempo”
- A norma humana para toda civilização tradicional não é o homem afundado na ilusão, mas o santo desapegado do mundo e apegado a Deus
- Das duas “metades” da vida de um povo
- O que se esquece quando se compara a civilização moderna e as civilizações tradicionais
- Em que base uma civilização tem valor?
- Distinção entre derrocada, decadência, degenerescência e desvio
- O que significa, hoje em dia, a exigência de que a religião deve orientar-se para o social?
- “A lentidão é de Deus, e a pressa de Satanás”, consideração sobre o ritmo de vida imposto pelas máquinas
- Da relação entre o turbante e o Islã
- Algumas palavras sobre o véu da mulher
- Diferenças de temperamento e de gosto entre os mundos tradicionais
- Da hipérbole simbolista
- Os pilares do Islã
- Dos caracteres essenciais do Islã, resumo
- O fundamento da ascensão espiritual, é que Deus é puro Espírito, e que o homem se assemelha fundamentalmente a Ele pela inteligência
- “Deus não criou nada mais nobre que a inteligência, e sua ira recai sobre quem a despreza”
- “Deus é belo, e ele ama a beleza”
- O Corão, grande teofania do Islã
- Forma do Corão
- O Corão, modelo por excelência da perfeição da linguagem
- Razões das elipses audaciosas e das superposições de sentido no Corão
- Aspecto mosaico de um texto sagrado
- Importância dos comentários
- O que é o sagrado?
- Para compreender todo o alcance do Corão
- O milagre de sua expansão
- Magia divina e língua árabe
- Unidade e multiplicidade do Corão
- Da astúcia divina
- Do simbolismo do livro
- Metafísica da “Palavra” divina
- Livro e criação de um mundo
- Chaves de compreensão dos símbolos do Corão
- Das suras apocalípticas e escatológicas
- O Corão apresenta, por suas “superfícies”, uma cosmologia que trata dos fenômenos e de sua finalidade, e, por suas “arestas”, uma metafísica do Real e do irreal
- Da imagética de luta
- Da negação da Trindade cristã no Corão
- Dos “infiéis”, de quem se trata?
- Dos “povos do Livro”
- Corão incriado e Corão terrestre
- Do simbolismo do ar e do éter
- Da respiração e da lembrança de Deus
- O Islã, um “alargamento do peito”
- Da “respiração universal”
- Das razões pelas quais os Ocidentais têm dificuldade em apreciar o Corão
- Os versículos do Corão transmitem seres, potências, talismãs
- Do sentido da palavra “ilah” no primeiro Testemunho de fé
- Da Basmalah
- Da segunda Shahadah (Segundo Testemunho)
- Inter-relação entre estas fórmulas
- Rahman e Rahim
- Do nome Allah
- Análise metafísica e espiritual da Fatihah
- Do papel das fórmulas no Islã, Louvor a Deus, Deus é maior, Se Deus quiser, Estava escrito, O que Deus quis
- Do tecido de símbolos no qual vive o muçulmano
- Da doutrina da Onipotência no Corão
- Da predestinação
- Qual é a grande contradição do homem?
- “E Ele é poderoso sobre toda coisa”
- Da questão do castigo divino
- A propósito de críticas sobre o temor a Deus
- Do julgamento de Deus no fim de nossa vida: na verdade é o homem que se condena a si mesmo
- Do problema da culpabilidade
- Da ideia de um inferno “eterno”
- Do problema da sobrevivência após a morte
- Do relato esotérico do encontro entre Moisés e El-Khidr no Corão
- Do papel do upaiya
- Do simbolismo da teia de aranha
- Das calamidades deste mundo e da morte, por que sua existência?
- Nunca se perguntar por que as desgraças se abatem sobre inocentes
- Da justiça niveladora da morte
- Uma das provas de nossa imortalidade
- O Corão, como toda Revelação, é uma expressão fulgurante e cristalina do que é “sobrenaturalmente natural”
- Da Prática do Profeta (Sunna)
- De suas diversas dimensões
- Da Sunna espiritual, concernente à “lembrança de Deus”
- Das atitudes espirituais e das virtudes que se relacionam à Fitrah
- Do objetivo da Sunna moral ou social
- Questão da Sunna e da Religião Perennis
- Uma longa citação de Niffari, que encarna o esoterismo propriamente dito
- Do adab, a polidez tradicional
- De uma palavra do Xeque Darqawi a propósito de uma certa Sunna
- Relatividade de uma certa Sunna
- Comparação com outras tradições (amidismo, japa-yoga)
- Por que o Profeta não é tão convincente quanto o Cristo ou o Buda para o Ocidental?
- A vida de Maomé: piedade, combatividade, magnanimidade
- Ausência total, nele, de ambição
- “Quem me viu viu Deus” ou da natureza “avatarica” do Profeta
- O Profeta é a norma humana
- Serenidade, generosidade, força
- Força viril e pureza virginal
- Do que implica a imitação do Profeta
- Maomé é a forma humana orientada para a Essência divina
- Do fundamento escritural da “Oração sobre o Profeta”
- Da intenção iniciática desta mesma oração
- O Profeta, o homem total e o homem “antigo” ou “primordial”
- O sufi, à semelhança do Profeta, não quer nem “ser Deus” nem ser “outro que Deus”
- Grande diferença com o culto cristão ou budista do Homem-Deus
- Considerar a “via” (o sufismo) em sua realidade universal
- Metafísica subjacente aos dois Testemunhos
- Exoterismo e esoterismo
- Digressão sobre a juventude atual que não quer mais ouvir falar de religião, nem de filosofia, nem de qualquer doutrina
- Do abuso que é feito da noção de inteligência
- A ciência demonstrou há muito tempo a inconsistência das Revelações?
- O significado que damos à palavra “gnose”
- Gnose cristã e gnose sufista
- Amor de Deus (Cristianismo) e sinceridade da fé (Islã)
- Sobre a prioridade da contemplação
- O “ponto de vista metafísico” é sinônimo de interioridade
- Do Corão como sacramento
- Da concentração contemplativa
- Do “dhikr”
- A “lembrança de Deus” é ao mesmo tempo o esquecimento de si
- Do Nome Allah
- Dos Nomes divinos
- Da oração sob o ângulo mais geral
- Não há nenhum egoísmo na oração pura
- Da necessidade de uma garantia tradicional e da virtude
- É verdade que a verdade não precisa do Deus “pessoal”?
- O que é uma virtude apofática?
- Do simbolismo na arte sacra e na natureza virgem
- O que é a arte sacra?
- Do simbolismo primordial da natureza virgem
- A sabedoria da natureza muitas vezes afirmada no Corão
- Ortodoxia e esoterismo
- O esoterismo mais puro comporta a verdade total
- Da questão da origem do sufismo
- Qual é a perfeição ou a santidade para as três religiões monoteístas?
- Da causa da diversidade das religiões
- Uma religião é uma forma — logo um limite — que “contém” o Ilimitado, se este paradoxo é permitido
- O que é Evidência in divinis se torna Fenômeno sagrado em tal ordem
- Da prova da transcendência cognitiva do intelecto
- Do simbolismo da teia de aranha
- De uma censura feita à gnose
- Da censura de orgulho na gnose
- Das duas sabedorias, metafísica e mística
- Das duas dimensões, ascendente e descendente, da metafísica
- De uma interpretação espiritual da noção de subconsciente
- Do homem primordial antes da queda
- Da inocência; O sufi é “filho do momento”
- Resumo sucinto da Via no Islã
- A quintessência da adoração; a quintessência da verdade