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id da página: 8639 Sinceridade

Sinceridade

VIRTUDE — SINCERIDADE


PERENIALISTAS
Julius Evola: HONESTIDADE

Frithjof Schuon: O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA

Esta virtude da sinceridade coloca o problema da linha de demarcação entre o que é obrigatório e o que não o é. Aqui, surge a distinção entre a verdade absoluta e as verdades relativas, por um lado e, por outro, entre o bem absoluto e os bens relativos. Trata-se de não confundir a verdade relativa com o erro, nem o bem relativo com o mal; não se trata, de forma alguma, de tomar o erro ou o pecado por bens relativos. É preciso compreender que o homem sincero ou o homem verídico tem direito a ser humano: por definição, tem direito às relatividades intelectuais e morais de que tem necessidade para viver, com a condição de que esteja de acordo com o que pode e deve apreender do Absoluto, intelectual e moralmente. Por um lado, nada se assemelha ao Princípio transcendente e, se existisse apenas esse aspecto da verdade total, o homem deveria renunciar a tudo. Mas sua própria existência prova que a verdade comporta um outro aspecto, o da participação, o que nos permite acrescentar: por outro lado, tudo manifesta o Princípio — que é imanente, permanecendo transcendente — sem o qual nada existiria. Consequentemente, se por um lado existe a opacidade das coisas que nos obriga a procurar Deus além delas, por outro existe a sua transparência, que nos permite aceitá-las procurando Deus; aceitá-las precisamente na medida em que são objetiva e subjetivamente transparentes e não de outra forma. Isto significa que o homem que ama a Deus com sinceridade tem, contudo, o direito de amar uma criatura "em Deus", não contra ele. Ser humano e viver na relatividade não é trair a sinceridade que devemos ao Absoluto. (VEJA TAMBÉM: SINCERIDADE, SEGUNDO SCHUON)

Ananda Coomaraswamy: ADORNO