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id da página: 7061 Tao Te Ching 39 Lao-Tzu

Tao Te Ching 39


VEJA: TAO TE CHING XXXIX

Em harmonia com o Tao,
o céu é claro e espaçoso,
a terra é clara e plena,
todas as criaturas florescem juntas,
contentes com a maneira que são,
infinitamente repetindo-se a si mesmas,
infinitamente renovadas.
Quando homem interfere com o Tao,
o céu se torna imundo,
a terra se torna desprovida,
o equilíbrio desmorona,
as criaturas se tornam extintas.
O Mestre vê as partes com compaixão,
porque compreende o todo.
Sua constante prática é a humildade.
Ele não brilha como uma jóia
mas se deixa ser dado forma pelo Tao,
tão áspero e comum como uma pedra.


Léon Wieger (tr. Antonio Carneiro)

A. Eis os seres que participam à simplicidade primitiva. O céu, que deve à esta simplicidade sua luminosidade. A terra, que lhe deve sua estabilidade. A ação geradora universal, que lhe deve sua atividade. O espaço mediano, que lhe deve sua fecundidade. A vida comum à todos os seres. O poder do imperador e dos príncipes. (Vida e poder sendo emanações do Princípio).

B. O que os faz tais, é a simplicidade (primitiva) a qual participam. Se o céu viesse à perder, ele cairia. Se a terra viesse a perdê-la, ela vacilaria. Se a ação geradora a perdesse, ela cessaria. Se o espaço mediano a perdesse, ele se esgotaria. Se a vida a perdesse, todos os seres desapareceriam. Se o imperador e os príncipes a perdessem, isso seria o fim de sua dignidade.

C. Toda elevação, toda nobreza, está assentada sobre o abaixamento e a simplicidade (caracteres próprios do Princípio). Também é com razão, que o imperador e os príncipes, os mais exaltados dos homens, se designam pelos termos, só, único, incapaz, e isso sem se aviltar.

D. (Aplicando o mesmo princípio da simplicidade em seu governo), que eles reduzam as multidões de seus súditos à unidade, os considerando como uma massa indivisa com uma imparcialidade serena, não estimando uns preciosos como jade e outros vis como seixo.


Quem guarda a retidão ganha a unidade ou perfeição. O céu, por perfeição, tem a pureza. A terra, por perfeição, tem a paz. A alma, por perfeição, tem o conhecimento sobrenatural. O vazio, por perfeição, tem a plenitude. Os dez mil seres, por perfeição, têm o nascimento (a vida). Os reis, por perfeição, têm os homens retos. Ora, tudo isto é justamente a unidade. Se o céu não estivesse em pureza, ele se comoveria de sua ruína. Se a terra não estivesse em paz, ela se comoveria de seu desmoronamento. Se a alma não estivesse em conhecimento sobrenatural, ela se comoveria de sua desaparição. Se o vazio não estivesse em plenitude, ele se comoveria de sua negação. Se os dez mil seres não estivessem em vida, eles se comoveriam de seu fim. Se os reis e os grandes não fossem retos, eles se comoveriam de sua deposição. Eis porque os grandes veem a prata (o que é falso) como o remédio do mal. Os príncipes têm os pequenos como ajudantes, e assim os reis agem sem hipocrisia. Certamente, é a prata que faz os ladrões: não é verdade? Aquilo que é justo não é o Justo. Logo quem não quer que a felicidade, semelhante ao diamante, lhe caia do céu como seixos?

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