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id da página: 8559 Texto Hino da Pérola

Texto Hino da Pérola

Hino de Judas Tomé o Apóstolo no País dos Indianos

Mais conhecido como Hino da Pérola

Quando era um infante muito jovem para falar, no palácio de meu pai,
Repousando na riqueza e no luxo daqueles que me nutriam,
Meu pais equipou-me com suprimentos e enviou-me do Oriente, nosso país, em uma missão.
Da riqueza de seus tesouros me deram uma grande carga,
Que era leve, de modo que poderia carregá-la por mim mesmo —
A carga consistia de ouro das terras altas, prata dos grandes tesouros,
Joias de esmeraldas da Índia e ágatas de Kosan;
E armaram-me com metal (gr. adamas).
Retiraram-me a minha veste cravejada de joias e adornada de ouro
Que, por seu amor, haviam feito para mim, e meu manto púrpura (de cor amarela, em Bentley Layton), confeccionado na minha exata medida.

Fizeram um acordo comigo,
Imprimindo-o em minha mente, de modo que eu não pudesse esquecer, e disseram,
“Se desceres ao Egito e trouxeres de lá a única pérola,
Que reside lá próximo ao dragão devorador,
Porás de novo a veste cravejada de joias e o manto, que gostas;
E serás um arauto para o reino, juntamente como teu bem-lembrado Irmão”.

Assim parti do Oriente, em um difícil e assustador caminho, acompanhado de dois guias;
Pois estava desacostumado de nele viajar.
Atravessei os limites do Mosani, onde há a pousada dos mercadores viajantes orientais;
E alcancei a terra do babilônios.

Do momento que entrei no Egito os guias partiram que viajavam comigo,
E corri diretamente ao dragão e acampei próximo a sua toca,
Dispondo-me em espera de que ele ficasse sonolento e caisse no sono, de modo que pudesse apoderar-me da pérola.
Estando por conta própria, pus um disfarce e teria parecido um estranho até mesmo para meu próprio povo.
Mas lá avistei um Primo meu do Oriente — uma pessoa livre,
Graciosa, simpática, e jovem, um filho de membros da corte:
Que veio e me fez companhia,
E com quem fiz amizade e parceria em minhas viagens; tive como um companheiro constante;
E exortei a guardar-se do egípcios e da interação com suas impurezas.
Então vesti seu estilo de vestimenta, de modo a não poder parecer com alguém que fosse estrangeiro
E viesse de fora para pegar a pérola, evitando que o egípcios incitassem o dragão contra mim.
Mas de alguma maneira eles souberam que eu não era de suas terras.
Deram-me uma mistura de esperteza e malícia, e saboreei seu alimento.
Não mais reconheci que era um filho do Grande Rei, mas ao invés agi como servo a rei deles.
E até mesmo vim à pérola pela qual meus pais me enviaram nesta missão mas afundei em profundo sono sob o peso de seu alimento.

Agora, meus pais também me notaram sofrendo estas coisas, e sofreram por mim.
Então uma proclamação foi anunciada em nosso reino, que todos deveriam estar presentes a nossa corte.
E em seguida os reis de Parthia (gr. parthenia = virgindade), aqueles em ofício, e os líderes do Oriente
Decidiram que em meu caso eu não deveria ser deixado no Egito.
Assim, também, os membros da corte escreveram-me declarando o seguinte:
“De teu pai o Rei dos Reis, tua mãe que rege o Oriente,
E teus Irmãos, que estão em segundo após eles,
A nosso filho no Egito. Paz!
Levante-se, e torne-se sóbrio, fora de teu sono.
Ouça às palavras escritas nesta carta.
Lembre-se que sois filho de reis.
Caíste sob um servil jugo.
Traga à mente tua veste adornada de ouro,
Traga à mente a pérola para a qual foste enviado em missão ao Egito.
Teu nome foi chamado ao livro da vida,
Juntamente com aquele do teu Irmão, que tomaste para ti mesmo, em nosso reino.

Então o rei confirmou-a, como um embaixador,
Por cauda da ameaça dos filhos babilônicos e dos demônios tirânicos do Labirinto.
Mas de minha parte tive um toque quando percebi sua voz.
E tomei-a e beijei-a, e li.
Mas o que lá estava escrito concernia aquilo que estava gravado em meu coração.
E ali mesmo lembrei que era um filho de reis e que meu povo demandava minha liberdade.
Também lembrei-me da pérola pela qual fui enviado em missão ao Egito,
E o fato que vim contra o temível dragão para pilhagem.
E submeti-o pelo apelo ao nome de meu pai.
E arranquei a pérola, e voltei para levá-la a meus pais.
E retirei as roupas sujas e deixei-as para trás na terra deles.
Imediatamente, fui direto para o caminho conduzindo à luz de nossa morada Oriental.
E enquanto no caminho descobri descobri um ser feminino, que me alçou.
Assim me retirou do sono, dando como tal um oráculo por sua voz, com o qual ela guiou-me para a luz;
De fato, as vezes eu tinha a veste real de seda diante de meus olhos;
E como o amor familiar dirigindo-me e atraindo-me, passei pelo Labirinto.
E deixando para trás Babilônia, à esquerda, alcancei Meson, que é uma grande costa,

Mas não podia recordar meu esplendor;
Pois, ainda pouco era uma criança e muito jovem que tinha deixado para trás no palácio de meu pai.
Mas quando subitamente vi minha veste refletida como em um espelho,
Percebi nele a mim mesmo por inteiro,
E através dele reconheci e vi a mim mesmo.
Pois, embora derivamos do uno e mesmo fomos parcialmente divididos; e então de novo somos unos, com uma única forma.
Também os tesoureiros que trouxeram a veste
Eu os vi como dois seres, mas lá existia uma única forma em ambos,
Um único signo real consistindo de duas metades.
E eles tinham meu dinheiro e riqueza em suas mãos, e deram-me minha recompensa.:
A fina veste de brilhantes cores,
Que era cravejada com ouro, pedras preciosas e pérolas para dar uma impressão adequada.
Era fechada na gola,
E a imagem do Rei dos Reis estava tecida através de toda ela;
Pedras de lapis lazuli foram agradavelmente fixadas à gola,

E vi, por sua vez, que os impulsos de apreensão (gnosis) estavam fluindo em ondas através dela,
E que estava pronta para pronunciar um discurso.
Então ouvi-a dizer:
“Sou eu que pertenço ao uno que é mais forte que todos os seres humanos e em benefício dos quais fui designado pelo pai ele mesmo”.
E da minha parte, me dei conta de idade madura.
E todos os impulsos reais repousam em mim, a medida que sua energia crescia:
Lançada pela mão deste ser, agarrou-se àquele que a recebia;
E uma ânsia elevou-se para apressar-se e encontrar aquele ser que a recebia;
Espalhou-se ... de cores ... fui levado de volta.
E vesti-me completamente a mim mesmo em meu manto superior real.

Uma vez o posto, elevei-me ao reino de paz pertencendo à admiração reverencial.
E inclinei minha cabeça e prosternei-me diante do esplendor do pai que me enviou.
Pois, fui eu que cumpri suas ordens,
E da mesma maneira foi ele que manteve sua promessa.
E eu juntei-me às portas de seu prédio real arcaico.
Ele deliciou-se em mim, e recebeu-me com ele no palácio.
E todos os seus súditos estavam cantando hinos com vozes reverentes.
Ele se empenhou para que fosse levado à Corte do Rei em sua companhia:
De modo que com meus dons e a pérola pudesse aparecer diante do rei ele mesmo.