FINAMORE, John F. Iamblichus and the theory of the vehicle of the soul. Chico, Calif: Scholars press, 1985
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A Doutrina da Alma segundo Jâmblico e sua Controvérsia com Plotino, Porfírio e Amélio
- A crítica específica de Jâmblico à doutrina de Plotino, Porfírio e Amélio.
- A rejeição da tese de que as almas "fazem as almas entrar igualmente em corpos a partir da Alma Hipercosmica".
- A concordância com o primeiro ponto da doutrina, que estabelece que as almas humanas se originam da Alma Hipercosmica.
- A discordância fundamental com o segundo ponto, que postula a igualdade de todas as almas ao entrarem nos corpos.
- A afirmação de que as diferentes classes de almas procedem em rangos diferentes e desiguais da Alma Hipercosmica.
- A defesa de que a alma humana é distinta da Alma do Todo, do Intelecto e dos gêneros superiores.
- A crítica específica de Jâmblico à doutrina de Plotino, Porfírio e Amélio.
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A Exegese do Timeu de Platão: A Geração e a Descida da Alma
- O resumo da visão do Timeu conforme apresentado por Jâmblico no "De Anima".
- A interpretação de que "o Timeu parece fazer a primeira geração das almas de modo muito diferente".
- A descrição do ato do Demiurgo como "semear as almas em torno de todos os gêneros superiores, por todo o céu e em todos os elementos do universo".
- A divisão da "sementeira demiúrgica das almas ao redor das criações divinas".
- O estabelecimento da "primeira processão das almas" que coexiste com a sementeira.
- A hierarquia dos lugares que recebem as almas, conforme a primeira processão.
- A atribuição à Alma do Todo do cosmos inteiro como seu domínio.
- A atribuição às almas dos deuses visíveis das esferas celestes.
- A atribuição às almas dos elementos dos próprios elementos.
- O sorteio cósmico e a descida subsequente.
- A doutrina de que as almas são "concedidas por sorteio em cada tal sorte".
- A explicação de que "a partir destes [sortes] ocorrem as descidas das almas, algumas almas a partir de alguns sorteios e outras a partir de outros".
- A afirmação de que esta "disposição do Timeu claramente intenta mostrar" tal mecanismo.
- O resumo da visão do Timeu conforme apresentado por Jâmblico no "De Anima".
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A Reconstrução da Interpretação de Jâmblico e sua Relação com a de Proclo
- A base do "De Anima" no comentário perdido de Jâmblico sobre o Timeu.
- A concordância entre Jâmblico e Proclo em certas questões sobre a descida da alma.
- A existência de diferenças significativas nas interpretações de Jâmblico e Proclo sobre Platão.
- A necessidade de examinar a exegese de Proclo em extensão para reconstruir a de Jâmblico.
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Os Estágios da Descida da Alma: da Hipóstase Hipercósmica à Geração
- A "primeira hipóstase" da alma.
- A definição como a geração ou subsistência primordial da alma, separada do cosmos.
- O estado da alma como sobrenatural, hipercósmica e acima do destino.
- O Semeamento Dimiúrgico como a "Primeira Gênese".
- A identificação jambliqueana da "primeira gênese" de Timeu 41e3 com o "semeamento dos veículos".
- A clarificação de que o semeamento não é da alma no veículo, mas da alma junto com seu veículo ao redor dos deuses.
- O propósito soteriológico do semeamento: garantir a cada alma um deus líder como "salvador de seu vagar em torno da geração" e "patrono".
- A conexão estabelecida entre a alma humana e seu deus cósmico como meio para a salvação.
- A base desta concepção no mito da alma do "Fedro" de Platão.
- A Descida propriamente dita.
- O movimento da alma e de seu veículo a partir de seu lote celestial para o reino da geração e da matéria.
- A "primeira hipóstase" da alma.
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A Abrangência Cósmica do Semeamento: Deuses, Gêneros Superiores e Elementos
- O semeamento não apenas de almas humanas, mas também dos gêneros superiores.
- A visão de que cada deus possui um séquito de anjos, demônios, heróis e almas humanas.
- A conexão hierárquica das almas humanas com os gêneros superiores que podem auxiliá-las na reascensão.
- A interpretação dos elementos como regiões e divindades sublunares.
- A rejeição da interpretação de Festugière de que "elementos" significa "planetas".
- A confirmação de que o semeamento ocorre "em todos os elementos do universo", referindo-se às regiões sublunares.
- A identificação dos deuses sublunares, como Forcis, Cronos e Reia, que presidem sobre esses elementos.
- A extensão do semeamento ao céu estrelado.
- A possibilidade, mantida aberta pela frase "por todo o céu", de que as almas também sejam semeadas ao redor das estrelas.
- A relação com a doutrina neoplatônica da "distribuição" das almas.
- O semeamento não apenas de almas humanas, mas também dos gêneros superiores.
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A Doutrina da Distribuição das Almas e sua Relação com o Semeamento
- A origem da doutrina em Timeu 41d8-e1: "dividiu as almas igualmente em número às estrelas, e distribuiu cada alma a cada estrela".
- A hierarquia dos eventos no "De Anima" de Jâmblico: as descidas da alma envolvem os "sortes demiúrgicos", as "divisões entre os gêneros superiores" e as "distribuições no universo".
- A sequência estabelecida por Proclo, provavelmente refletindo Jâmblico: primeiro as almas subsistem, depois são distribuídas e, por fim, são montadas em veículos.
- A distinção fundamental entre Distribuição e Semeamento.
- A argumentação de Proclo de que a distribuição é das almas (incorpóreas), enquanto o semeamento é dos veículos (corpóreos).
- A conclusão de que a distribuição é um evento mais divino e incorpóreo, e o semeamento é inferior por envolver corpos.
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As Fontes de Diferença entre as Almas Humanas
- A posição de Jâmblico: o semeamento torna as almas iguais na medida em que todas recebem um deus líder, mas também é causa de diferenças devido à influência diversa de cada divindade.
- A elaboração de Proclo sobre três fontes de diferença, possivelmente de origem jambliqueana.
- A diferença proveniente da "liderança de um deus".
- A diferença proveniente das "projeções de razões".
- A explicação como a escolha de um tipo de vida pela alma antes da encarnação.
- A possibilidade de a alma projetar uma vida apropriada ou inapropriada ao seu deus líder.
- A divisão dos poderes de um deus (ex.: poder médico e teléstico do sol), permitindo variações na projeção de vida.
- A diferença proveniente das "escolhas deliberativas".
- A preservação do livre-arbítrio da alma para viver sua vida bem ou mal.
- A evidência da crença de Jâmblico na projeção de uma vida.
- A passagem do "De Mysteriis" onde se afirma: "Pois tal é a vida que a alma projetou antes de entrar no corpo humano e tal a forma que preparou para si mesma, assim também é o corpo orgânico que mantém unido a si".
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A Exegese de Timeu 41c6-d1: O "Semeando e Começando" do Demiurgo
- As três teorias apresentadas por Proclo sobre o que o Demiurge "semeia".
- A visão de "muitos dos platônicos" que identificam o semeamento com a distribuição das almas ao redor das estrelas.
- A segunda visão, atribuível a Jâmblico, que postula um "semeamento duplo, um ao redor dos deuses e outro ao redor da geração".
- A terceira visão, de Siriano, que introduz um semeamento triplo, incluindo a própria geração da alma.
- A interpretação do termo "começando".
- A interpretação de Proclo: o Demiurgo "começa" gerando o veículo primordial da alma.
- A interpretação de Jâmblico: o "começo" refere-se à geração do veículo único e imortal pelo Demiurgo.
- A questão do que é "tecido" pelos deuses jovens.
- A interpretação de Jâmblico: os deuses jovens tecem "o mortal ao imortal", ou seja, a vida irracional e corpórea ao veículo e à alma racional.
- A interpretação de Proclo: os deuses jovens tecem um segundo veículo mortal ao primeiro veículo imortal.
- As três teorias apresentadas por Proclo sobre o que o Demiurge "semeia".
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Síntese Final da Doutrina de Jâmblico no "De Anima"
- A "primeira hipóstase" representa a vida racional da alma separada do cosmos.
- O "semeamento demiúrgico" representa a vida da alma junto com seu veículo no reino cósmico, sob a tutela de um deus líder e de gêneros superiores.
- A "primeira processão" das almas existe junto com o semeamento, estabelecendo a hierarquia cósmica de cada alma de acordo com seu rango.
- As "descidas" das almas ocorrem a partir dos sortes celestiais atribuídos, marcando a entrada da alma na geração corpórea.
- A ênfase geral na existência de diferentes classes e hierarquias entre as almas e no papel intermediário dos gêneros superiores.