Prefácio
A Suprema Ilusão
I
Quem poderia ser para ser nascido, ser vivido, ser morto?
O que poderia ser para ser trazido à existência ou ser levada para fora da existência?
Onde poderia ser um ‘espaço’ no qual a existência objetiva poderia ser estendida?
Onde poderia ser um ‘tempo’ no qual a existência objetiva poderia ser estendida?
Estas noções, assim questionadas, pertencem a quem quer que não tenha profundamente considerado estes pressupostos fáceis e condicionados, pois todas são imagens conceituais na mente, a facticidade suposta que é tão imaginária como qualquer miragem, alucinação, ou sonho, e tudo que é experimentado tanto como factual e atual.
Mas a suprema ilusão não é aquela da incidência de 'nascimento', 'vida', e 'morte' como tal, mas aquela de haver qualquer entidade objetiva para experimentar estas ocorrências conceituais.
A ilusão acessória é que a extensão espacial e temporal sujeita à qual a ilusão suprema de entidade é tornada possível e sem o qual nenhuma ‘entidade’ poderia aparecer para sofrer qualquer experiência que seja.