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Sufismo

Espírito Santo

Terça-feira Outubro 7, 2025
Estou pensando, em particular, no clímax do capítulo v de nosso Tratado [do Espírito Santo], onde Ruzbehan expõe exatamente como um Simeão, o Novo Teólogo, ou um Máximo, o Confessor, faria, usando atalhos adverbiais, toda a economia divina determinada pelo Espírito Santo (§ 85). Ele mostra como esse divino mestre de almas ensina aos itinerantes do caminho de quem ele vem, quem ele é, em quem e por meio de quem ele habita. A origem, o fim e os meios provêm todos da outorga da terceira hipóstase da Santíssima Trindade que, para o cristão, procede do Pai, no Filho e por meio dele, e conjuntamente com ele (para o filioque latino). A alma cristã está unida ao Espírito Santo por meio da pessoa do Filho (segunda hipóstase), que envia o Espírito Paráclito aos seus discípulos para o batismo de regeneração espiritual. Clemente de Alexandria também compara a função do Verbo como "pedagogo" das almas cristãs, que é semelhante à do guia divino identificado com o Espírito na doutrina do sufismo. (Stephane Ruspoli – Ruzbehan Tratado Espirito Santo)