Essa sabedoria profética, descrita como a "linguagem dos pássaros" (Mantiq al-tayr), parece ser essencialmente da mesma natureza que o "conhecimento inato" ('ilm ladunî) possuído por Khadir, de acordo com Qor. 18,65. Ambos os relatos destacam um conhecimento superior que deve ser adquirido para ser transmitido. A narração do episódio dos pássaros na "Sura das Formigas" (27, 16-30) procede da seguinte forma. O rei Salomão analisa seu exército, composto de gênios, homens e pássaros, dispostos em ordem de batalha. Então, o medo surge no vale das formigas, que temem ser esmagadas por seu exército. Então, o rei percebe que a poupa (hudhud) está faltando no bando de pássaros e finge estar com raiva. Mas a poupa, que já viajou muito, sabe muito e traz ao rei informações valiosas da distante terra da Rainha de Sabá, o que intriga o rei Salomão. A partir de então, a poupa atuou como embaixadora do rei e porta-voz da rainha de Sabá, até que ela decidiu visitá-lo e passou a admirar seu palácio e seu grandioso trono. (Stephane Ruspoli – Ruzbehan Tratado Espirito Santo)