“Mas o que há de mais concreto do que a Realidade-Eu?” Concreto.
“Cada um de nós pode ter experiência direta dela a qualquer momento.” Cada um de nós.
“Além disso, a Realidade-Eu é a única coisa que nos é indubitavelmente conhecida.” A única coisa. (The Maharshi, Études, p. 127)
Ele também nos ensina que a realidade dos objetos não é representada pela forma que lhes dá o artesão ou o artista, mas sim pelo material (ouro ou argila, por exemplo) de que são feitos; e que o princípio de realidade não reside no desenho do pintor, mas na tela sobre a qual é pintado — não nas imagens aparentemente móveis do cinema, mas na superfície sobre a qual são projetadas. O que é puro Vedanta e, creio, puro Zen.
A realidade poderia, talvez, ser considerada como nossa textura — não em um sentido material, mas antes como ser consciente — e sua realização, como consciência do ser.
Poderia a verdade ser sugerida de forma mais luminosa através de nosso meio dualístico de palavras? Não são estas os dedos que apontam diretamente para o Homem na Lua?
Afinal, nossa textura é Consciência Pura — que é uma definição da própria Realidade.