διακονέω (diakoneó), “servir”, “apoiar”, “servir como diácono”; δνακονώ, (diakonia), “serviço”, “cargo”, “ajuda”, “sustento”, “distribuição” (de esmolas, etc.), “cargo de diácono”; διάκονος (diakonos), “servo”, “diácono”; υπηρέτῆς (hypéretès), “servo”, “ajudante”, “assistente”; ύπηρετέω (hypèreteõ), “servir”, “prestar serviços”, “ser útil”.
O subs. derivado diakonia expressa as ocupações subentendidas pelo vb. e significa “serviço”, “cargo”. O segundo subs. derivado diakonos denota a pessoa que leva a efeito a tarefa. Logo, o significado primário no Gr. secular era um “garçom”, e assim é usado mais tarde com referência às refeições rituais. (COENEN, Lothar; BEYREUTHER, Erich; BIETENHARD, Hans. Diccionario teologico del Nuevo Testamento. 6a ed ed. Salamanca: Ediciones Sigueme, 2004.)
Trabalho ou serviço particular encarregado à alguém no interior de uma comunidade. Philocalie
Servir — 2, Ministro, Servidor, Ministério (diakonein, díakonos, diakonia)
Diakonein significa “prestar um serviço (em particular, servir à mesa), cumprir um ofício”. O nome diakonia traduz-se habitualmente por “ministério”. Mas seus numerosos empregos nos escritos paulinos revelam uma evolução de sentido que vai para um uso cada vez mais preciso, que traduzimos com uma palavra portuguesa criada para a circunstância: “diaconia”.
Pode-se distinguir:
1. “Ministério de”: neste uso é indispensável um complemento para caracterizar o serviço. Pode ser aquele que o inspira: ministro de Deus (Rom 13,4-7), de Cristo (2 Cor 11,23; Col 1,7), inclusive de Satanás (2 Cor 11,15); podem ser também os beneficiários do mesmo: os santos (1 Cor 16,15), “vós” (2 Cor 11,8); pode ser finalmente seu objeto: ministro do Espírito Santo, da morte, da condenação, da justificação, de uma aliança nova, da reconciliação (isto sobretudo em 2 Cor 3,5, já que se 1 Cor é a epístola da comunidade, 2 Cor é a do ministério). Encontra-se inclusive uma afirmação irreal: Será acaso Cristo ministro do pecado? (Gál 2,17). Pelo que se refere ao apóstolo mesmo, recorde-se que, se Cristo foi o ministro dos circuncisos (Rom 15,8), Paulo vê em seu próprio apostolado entre os pagãos a glória de seu ministério (Rom 11,13; veja-se Ef 3,7, onde Paulo é ministro dos pagãos).
2. “O ministério”: o termo toma um sentido privilegiado para designar em geral uma função exercida no seio da Igreja, com vistas ao evangelho (2 Cor 6,3). 1 Cor 12,5 sublinha a diversidade destas funções, sob a direção de um só Senhor. O ministério pode ser o do conjunto da Igreja (Ef 4,12), mas as epístolas falam também do ministério de tal pessoa em concreto, que é a que o exerce (Paulo, Tíquico, Epafras, etc.) ou, às vezes, o de sua especialidade (Timóteo como “evangelista” em 2 Tim 4,5).
3. “O ministério diaconal” (uma tautologia: o serviço que consiste em servir). Em Rom 12,7, “o carisma do serviço” (diakonia) aparece no meio dos outros dons (profecia, exortação, etc.). E Paulo convida aquele que o recebeu a ... servir! A diaconia constitui-se como tarefa de ajuda mútua na comunidade, onde a assistência dos recursos não se separa nunca de uma assistência espiritual (cf. Estéfanas, entregue à diaconia dos santos em 1 Cor 16,15, e Febe, diaconisa da Igreja de Cencreas em Rom 16,1). Este ministério adquire uma dimensão eclesial e até escatológica através da coleta organizada por Paulo entre as Igrejas da Grécia em favor da Igreja-mãe. Ele mesmo irá levá-la a Jerusalém em um gesto simbólico que sela a unidade do cristianismo, ainda que aquela seja logo a ocasião de sua prisão (Rom 15,25.31; 2 Cor 8-9; etc.).
A menção de um grupo de “diáconos” aparece em Flp 1,1 e sobretudo nas epístolas tardias, como em 1 Tim 3,8-13, onde se diz tudo sobre seu recrutamento. O mesmo Timóteo é convidado a ser um bom diácono de Cristo Jesus, alimentado das palavras da fé (1 Tim 4,6). O diácono começa então a designar uma função precisa na comunidade.
(Vocabulario de las epístolas paulinas. EDITORIAL VERBO DIVINO)