Termos afins: apóstolo / ἀπόστολος / missus / διακονία / diakonia / ministerium / diaconus / απεσταλμένα / prophetes / προφήτης / profeta / hegeomai / ἡγέομαι / guiar / ἡγεμών / guia / direção / ἡγούμενος / hegoumenos / líder / imam / imame / walî / nabî / wali / nabi / pîr
Superior de um monastério ortodoxo ou católico de rito oriental. Termo equivalente no Ocidente é abade.
Para cada nabi, a walayah é a pressuposição de seu carisma profético, já que sem ela não haveria razões para ver nele uma manifestação do Homem Perfeito. É em virtude desta walayah que seu herdeiro e sucessor, o Imã, pode ser considerado por sua vez uma manifestação do Homem Perfeito, e é igualmente a intervenção da walayah que marca a diferença entre a concepção xiita e a sunita do Imã. A ideia do Imã (o "Guia" ou hegoumenos) compreende eo ipso a de Califa (khalifah, um vigário, sucessor). Esta palavra pode ser entendida como significando uma sucessão do Profeta de acordo com uma ordem que é puramente exotérica. Neste caso, a missão do Califa é essencialmente a social e política de um líder temporal, e exclui qualquer noção da walayah. Esta é a concepção sunita. É também possível, no entanto, entender a função do Califa de acordo com o sentido em que se diz que o Homem, o anthropos, é o Califa de Deus na Terra. Assim foi para os sete grandes profetas legislativos, de Adão a Muhammad, e assim foi, também, para os Imãs de cada um dos períodos do ciclo profético. A função de califado, sendo o resultado da walayah divina, é totalmente independente da escolha dos homens, e como tal ela investe o Imã com uma função sacra, metafísica, que é recapitulada na ideia do "polo". Portanto, cada Imã, como o Profeta de quem é sucessor, deve ser impecável e imaculado (uma noção que corresponde à ideia do anamartetos na profetologia judaico-cristã). Esta é a concepção xiita. (Henry Corbin Templo e Contemplação)