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ruya

Sufismo Termos – RUYA = VISÃO


VIDE: Visio; gnose

O ato visual é aqui tomado como o símbolo do Conhecimento em sua natureza universal. (Titus Burckhardt)

ABRAHAMOV, Binyamin. Divine love in Islamic mysticism: the teachings of al-Ghazâlî and al-Dabbâgh. London ; New York: RoutledgeCurzon, 2003

A base da discussão de al-Ghazali sobre ver Deus é a distinção que ele faz entre dois tipos de coisas percebidas: a. coisas percebidas (mudrakät) pela imaginação (khayäl), como os entes de qualquer tipo; e b. coisas que não são percebidas pela imaginação, ou seja, aquelas que não são entes, como Deus e Seus atributos de conhecimento, poder, vontade e assim por diante. Os entes podem ser percebidos tanto pela visão quanto pela imaginação. Por exemplo, um homem vê outro homem e, depois, pode fechar os olhos e ver a forma desse homem em sua imaginação. A diferença entre as duas percepções não está em uma distinção de formas, pois a forma vista é a forma imaginada, mas sim no estado de clareza. A forma vista parece mais clara do que a forma imaginada. Do ponto de vista da revelação (kashf) e da clareza, a primeira fase da percepção é a imaginação e o que a torna perfeita é a visão (ru'ya). Ruya é assim chamado porque é o grau máximo de revelação, não porque está fixado nos olhos.


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