Imitação, expressão e participação
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A crítica à visão moderna de que "a arte é expressão" e a sua relação com a doutrina tradicional da imitação
- A constatação de que a teoria expressionista nada acrescenta à doutrina antiga e universal de que "a arte é imitação"
- A tradução da noção de "imitação", nascida do realismo filosófico, para a linguagem do nominalismo metafísico
- A privação da beleza de qualquer significado cognitivo como primeira tendência da teoria moderna
- A menção a Iredell Jenkins como autor que apontou esta relação
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A doutrina tradicional sobre a obra de arte, a beleza e a virtude intelectual
- A concepção da obra de arte como demonstração da forma invisível que permanece no artista, humano ou divino
- A relação da beleza com a cognição
- A definição da arte como uma virtude intelectual
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A proposta de uma visão católica e integradora da arte
- A intenção de demonstrar que, na visão católica, imitação, expressão e participação são três predicações da natureza essencial da arte
- A concepção destes três termos não como definições diferentes ou conflitantes, mas como interpenetrantes e coincidentes
- A definição da arte como estes três em um
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A noção de "imitação" e a sua familiaridade nos estudos artísticos
- O reconhecimento da familiaridade da noção de "imitação" para todo o estudioso de arte
- A referência aos termos mimesis, anukṛti e pratima como equivalentes
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A definição filosófica de imitação e a sua relação com a forma ideal
- A exclusão do significado de "contrafação" para a imitação no contexto filosófico
- A definição de imitação como "a relação de um objeto sensível com a sua ideia" e "a incorporação imaginativa da forma ideal"
- A definição de forma como "a natureza essencial de uma coisa" e "o princípio formativo ou causa formal"
- A concepção da imaginação como a concepção da ideia sob uma forma imitável
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A necessidade de um paradigma divino para a criação
- A impossibilidade de fazer algo sem um paradigma, exceto por mero acaso
- A citação da instrução a Moisés: "Faz todas as coisas segundo o modelo que te foi mostrado no monte"
- A assunção de que uma bela imitação só pode provir de um belo paradigma
- A doutrina de que Deus formou primeiro o mundo inteligível como paradigma divino e incorpóreo para a criação do mundo visível
- A citação da vontade de Deus que, contemplando o mundo belo, o imitou
- A menção a Fílon de Alexandria e a Platão como fontes desta doutrina
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A localização interior do paradigma e o seu papel como padrão de julgamento
- A afirmação de que o paradigma está "dentro de ti", quando não se fazem "cópias de cópias"
- A permanência do paradigma interior como padrão pelo qual a "imitação" deve ser julgada
- A menção a Platão, Fílon de Alexandria, Santo Agostinho e Mestre Eckhart como proponentes desta ideia
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A universalidade da imitação em todas as artes, segundo Platão
- A afirmação de que, para Platão, todas as artes sem exceção são "imitativas"
- A inclusão das artes de governo e caça, juntamente com a pintura e a escultura, no âmbito da imitação
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A verdadeira imitação como analogia e simbolismo adequado
- A definição da verdadeira imitação não como semelhança ilusória, mas como proporção, analogia verdadeira ou adequação
- A função da imitação em lembrar o referente pretendido
- A concepção da imitação como uma questão de "simbolismo adequado"
- O reconhecimento de que a obra de arte e o seu arquétipo são coisas diferentes, unidas por uma qualidade comum
- A menção a Platão e a definição de semelhança como "posse de muitas qualidades comuns por coisas diferentes"
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A tipologia tríplice da semelhança
- A identificação de três tipos de semelhança: absoluta, imitativa ou analógica, e expressiva
- A impossibilidade da semelhança absoluta na natureza ou na arte, pois equivaleria à identidade
- A definição da semelhança imitativa como analógica, mutatis mutandis, e julgada por comparação
- A definição da semelhança expressiva como símbolo adequado e lembrete do que representa, julgada pela sua verdade ou precisão
- A exemplificação da semelhança expressiva com as palavras que são "imagens" das coisas
- A menção a São Boaventura como base desta análise
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A inseparabilidade da imitação e da expressão
- A não exclusividade mútua das categorias imitativa e expressiva
- A concepção de ambas como imagens e expressivas por tornarem conhecido o seu modelo
- A observação de São Boaventura de que a fala nunca expressa exceto por meio de uma semelhança
- A afirmação de que, em toda a comunicação séria, as figuras de linguagem são figuras de pensamento
- A aplicação deste princípio à iconografia visível, onde a precisão não deve estar subordinada ao gosto
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A reserva crucial sobre o que é expresso e a condenação da imitação indiscriminada
- A necessidade de uma reserva importante ao dizer-se com São Boaventura que a arte é expressiva
- A analogia com a questão fundamental de Platão: "sobre quê o sofista nos faria tão eloquentes?"
- A repetida condenação por Platão daqueles que imitam "qualquer coisa e tudo"
- A interpretação da expressão em São Boaventura como a exteriorização de uma ideia que se assimilou, não como expressionismo subjectivo
- A distinção entre expressar uma ideia assimilada e o expressionismo moderno, definido como expressão de emoções e sensações interiores
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A dupla natureza imitativa e expressiva da arte e a sua relação com o tema
- A definição da arte como imitativa e expressiva dos seus temas
- A informação da arte pelos seus temas, sem a qual seria informal e, portanto, não arte
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A noção de "participação" e a sua base metafísica e teológica
- A introdução do conceito de "participação" através da crítica a Lévy-Bruhl
- A rejeição da atribuição da noção de "participação mística" exclusivamente à "mentalidade primitiva"
- A afirmação da participação como uma proposição metafísica e teológica
- A menção a Platão como fonte da doutrina da participação
- A citação de São Tomás de Aquino sobre o homem material ser homem por participação no Ser de Deus
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A doutrina platônica da participação na Beleza absoluta
- A afirmação de que uma coisa é bela não pela sua cor ou forma, mas por participar no absoluto, a Beleza
- A concepção da Beleza absoluta como uma presença para a coisa bela, com a qual tem algo em comum
- A extensão da participação à imortalidade, da qual as criaturas participam enquanto vivas
- A consequência de que mesmo uma semelhança imperfeita participa naquilo que se assemelha
- A combinação destas proposições na derivação do ser de todas as coisas da Beleza divina
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A doutrina do exemplarismo e a natureza proteica da forma
- A formulação, na linguagem do exemplarismo, de que a Beleza é "a forma única que é a forma de coisas muito diferentes"
- A concepção de que toda a "forma" é proteica, podendo entrar em inúmeras naturezas
- A menção a Mestre Eckhart como fonte desta formulação
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A compreensão da participação da forma na sua representação
- A exemplificação com uma linha reta, que é uma imagem da distância mais curta, mas não a distância em si
- A coincidência da linha com a distância mais curta, participando assim no seu referente pela sua presença
- A validade da linha reta como símbolo adequado da sua ideia, mesmo num espaço curvo
- A concepção dos símbolos como projeções dos seus referentes, que neles estão presentes
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A presença da forma no retrato pintado e a influência do artista
- A presença da forma no retrato pintado, mas não da natureza, que é de carne e não de pigmento
- A semelhança do retrato com o artista, expressa no dito "Il pittore pinge se stesso"
- A concepção do modelo como a forma concebida pelo artista, pois nada pode ser conhecido exceto no modo do conhecedor
- A diminuição da recognoscibilidade da obra à medida que o artista se aperfeiçoa e se anula
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A natureza dos símbolos como imagens e a importância do seu conteúdo
- A definição dos símbolos como projeções ou sombras das suas formas
- A comparação do corpo como imagem da alma e das palavras como imagens das coisas
- A localização da forma na obra de arte como seu "conteúdo"
- A advertência sobre a possibilidade de perder a forma ao considerar apenas as superfícies estéticas
- O pedido de Dante e Ashvaghosa para admirar a doutrina, e não a sua arte, como o significado dos seus versos
- A definição de quem canta o que não compreende como um animal
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A transubstanciação operativa do símbolo e a crítica à abordagem estética
- A transubstanciação do símbolo, como a linha reta, ao operar com ele como se fosse a forma intelectual que representa
- A concepção do símbolo como suporte de contemplação, cuja elegância meramente sensível o torna um fetiche
- A identificação desta fetichização com a "abordagem estética" às obras de arte
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A noção de transubstanciação no contexto eucarístico e a sua analogia com a arte
- A familiaridade com a noção de transubstanciação no caso da refeição eucarística cristã
- A transformação do pão no corpo de Deus por atos rituais, sem alteração material das propriedades físicas
- A concepção do pão como portador de um significado com o qual se pode comunicar por assimilação
- A alimentação simultânea do corpo e da alma pelo pão transubstanciado
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A função nutridora da obra de arte para o corpo e a alma ao longo da história
- A afirmação de que as obras de arte nutrem, ou deveriam nutrir, o corpo e a alma simultaneamente
- A identificação desta posição como normal desde a Idade da Pedra
- A dotação de significado à utilidade através do ritual ou da ornamentação
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A crítica ao "progresso" como perda de significado e o orgulho da mentalidade "avançada"
- A definição da "mentalidade primitiva" como aquela para a qual o ambiente é ainda significativo
- A pretensão de "progresso" para aqueles para quem a vida perdeu o significado
- A crítica ao orgulho daqueles que, nutrindo-se apenas de "pão", desdenham da minoria que vive num mundo de significados
- A menção a Lévy-Bruhl e Sir James Frazer como influências deste pensamento
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A normalidade metafísica da participação e a síntese de Aristóteles
- A demonstração de que não há nada de extraordinário na noção de que um símbolo participa no seu referente
- A citação de Aristóteles sobre a equivalência entre dizer que as coisas existem "por imitação" ou "por participação"
- A menção à concepção platônica da arte como imitação e à participação nas formas como base da pluralidade
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A conclusão triádica sobre a natureza da arte e a perda na modernidade
- A afirmação de que "a arte é imitação, expressão e participação"
- A interrogação sobre o que foi acrescentado ao entendimento da arte nos tempos modernos
- A presunção de que algo foi subtraído
- A identificação da "estética" e da concepção da arte como um assunto das sensibilidades e emoções como um sinal de ignorância
- A citação de Quintiliano: "Os instruídos compreendem a razão de compor, mas até os indoutos sentem o prazer"