Análise das causas profundas, das raízes ao mesmo tempo psicológicas e metafísicas do fenômeno sectário, na ordem do dia. Pois se o final do último século consagrou a morte das ideologias, suscitou em revanche uma verdadeira ressurreição dos mitos. Dentre os quais o da “conspiração mundial”, das sociedades que nos bastidores da história, “manipula os fios”.
Mas o diabo não é lá onde alguns querem que ele esteja... Jean Robin salienta os perigos bem reais, de um certo milenarismo, nos fazendo assistir a irrupção, sobre a cena meta-política, de tradições multi-seculares demandando um chefe carismático: «Imperador adormecido» germânico, «Grande Mornarca» francês ou «Mahdi» islâmico — esperado ardentemente pelas populações do Oriente Próximo.
Resumo
- Introdução
- René Guénon faz uma distinção entre «sociedade secreta» e «organização iniciática», atribuindo unicamente a esta última o poder de não ser destruída a partir do exterior, “posto que a qualidade de seus membro” não pode jamais se perder nem seu ser retirado” (Apreciações sobre a Iniciação)
- A concepção guenoniana da iniciação e da transmissão iniciática postula a existência de um misterioso «centro supremo», perdurando idêntico a ele mesmo além das grandes fases da evolução histórica e que, guardião da «Tradição primordial» e depositário exclusivo das «influências espirituais» — dispensadas a nossa terra por uma Providência atenta e ecônoma — garante exclusivamente a regularidade iniciática; as sociedades secretas com pretensões iniciáticas só dispensam simulacros...
- Especulações e controversas sobre Agartha, retomadas enquanto mito de «centro do mundo», «terra pura», «paraíso terrestre», por Guénon
- Centro tornou-se subterrâneo, oculto, o que aporta uma segunda indicação capital sobre a natureza e o propósito que Guénon atribui às organizações iniciáticas, e sua capilaridade
- O papel das organizações iniciáticas e sociedades secretas seria duplo: restaurar para cada indivíduo «qualificado», o nível de consciência original, designado como estado primordial ou adâmico; acelerar em modo «subversivo» o processo de decadência coletiva que permitirá o advento de um novo ciclo, iniciado pelo «Grande Monarca» francês, o «Imperador Adormecido» germânico ou o «Mahdi» muçulmano.
- Razão porque denunciando a decadência, Guénon fala de «contra-iniciação», deixando à iniciação o cuidado das almas, uma «Renovatio»
- Assim organizações iniciáticas e contra-iniciáticas se enfrentarão em um antagonismo dialético muito sutil; onde “o verdadeiro esoterismo está além das oposições que se afirmam nos movimentos exteriores que agitam o mundo profano, e se estes movimentos são por vezes suscitados ou dirigidos invisivelmente por poderosas organizações iniciáticas, pode-se dizer que estas as dominam sem se misturar, de maneira a exercer igualmente sua influência sobre cada uma das partes contrárias” (René Guénon, O Esoterismo de Dante)
- A Contra-iniciação ou Satã, motor da história
- Felix Culpa ou o fim do maniqueismo
- Seth, o deus incompreendido
- Janus, o “Mestre das duas Vias”
- Os pelo do bisão e o sonho de Nabucodonosor
- O Cantor, a Morte e o Diabo
- As sociedades secretas católicas, ou quando o Diabo munda de campo
- Léo Taxil e o crocodilo amoroso
- Os Iluminados de Baviera ou o sonho partido de um pedagogo
- Nascimento de um mito, ou a Revolução explicada
- A Sinarquia ou para cada um seu complô
- Os Polares e o telégrafo da Agartha
- À sobra da “cruz de garras”
- Do Imperador Adormecido ao Rei Perdido: perenidade de um mito escatológico
- O Rei do Graal
- Os «Fiéis do Amor» e a Grande Prostitua
- O Mahdi ou o ódio do Ocidente
- O Século de Ouro e a «Monarquia Gálica»
- Onde se encontra as tribos perdidas de Israel
- Em busca da pedra oculta
- O Anjo do Bizarro
- Os «Companheiros secretos» ous as metamorfoses do gaulismo
- Assunção do mito: OVNI e intra-terrestres
- Anexo