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id da página: 7165 Gnose Conhecimento Perfeito

Gnose Conhecimento Perfeito

GNOSE — CONHECIMENTO PEREFEITO


Clemente de Alexandria: OS FILÓSOFOS E O CONHECIMENTO DE DEUS


Gnosticismo

Henri-Charles Puech: Excertos do Prefácio de "Em Demanda da Gnose"


Martinismo

Robert Amadou: R. Amadou, "Teses para a gnose", Bulletin martiniste, n" 5, Ed. Cariscript, julho de 1984, p. 3.

1. A gnose não é uma maneira de apreender o fato religioso: não é uma mentalidade nem uma atitude de espírito; não é pura especulação ou ciência, na acepção contemporânea desses termos.

2. A gnose é um conhecimento porque é o ato de se dispor à adequação do objeto (conhecido) e do intelecto (conhecente), pelo qual a verdade é definida; depois obtida.

3. A gnose é um conhecimento perfeito, porque em sua plenitude realiza essa adequação, aniquila, de fato, depois que a teoria recusou a noção, o conteúdo como objeto, e porque contém não somente o intelecto com todas as suas faculdades hierarquizadas — observação, reflexão, raciocínio, intuição, meditação, contemplação, de diversos tipos —, mas também todos os poderes do homem, e os exerce, necessariamente associados, em um contexto existencial análogo ao processo de aspecto teórico que exclui toda limitação. Esse conhecimento se completa na unidade de um diálogo permanente.

4. Pode-se nomear esse conhecimento perfeito — processo e produto — gnose, de um dos nomes gregos do saber, e mesmo lhe reservar esse vocábulo.

5. Tanto os autores antigos como os modernos utilizam a palavra gnose no sentido de um conhecimento perfeito, mas restringindo-o e imputando o monopólio desse conhecimento a uma doutrina específica de onde advém que a gnose, especial em sua generalidade, perde sua identidade, e sua perfeição, falha de tal ou tal característica de sua essência. É um abuso de linguagem.

6. O conhecimento do gênero gnose apresenta quatro característica essenciais e correlativas: é religioso, tradicional, iniciático, universal.