Poderia então se voltar para o mental, esta força misteriosa que reside no Si Mesmo e que produz todos os pensamentos, que, por outro lado, é feita deles e logo de mesma natureza (Who am I, n. 8). Mas aí ainda,em contemplando a atividade normal, cotidiana do homem, o primeiro pensamento a ponderar será aquele do "eu" (do egotismo). Há portanto lugar de busca então de onde este provém.
Abandonai todos os pensamentos tocando o corpo ou o universo fenomenal. Não procures descobrir porque ou como estes fenômenos aparecem. Buscai sempre a não desvelar senão a natureza real de vosso si mesmo. O Si Mesmo ou Consciência pode ser realizado pela interrogação no mental: "Quem sou eu?" Deixe o corpo permanecer inerte como um cadáver, sem mesmo pronunciar a palavra "eu". É a este momento que uma iluminação silenciosa da forma de um "eu-eu" poderia brilhar no Coração (centro do homem). Isto é dizer que, uma vez desaparecidos os pensamentos contingentes e limitados, a consciência pura, que é Una e não limitada, pode brilhar de seu próprio brilho. (Self Inquiry n. 3).
Permanecendo tranquilo e sem abandonar este exercício, que deve se fazer continuamente e sem interrupção, o egotismo, o pensamento que sou o corpo, vai se destruir completamente e, para concluir, mesmo o pensamento "quem sou eu" vai se extinguir como a cânfora que o fogo queima sem deixar cinzas. Este é o momento que a realização do Si Mesmo terá lugar (Self Inquiry n. 3). É pela investigação de "quem sou eu? " que o pensamento mesmo de "quem sou eu?" vai destruir todos os outros. E ao final ele vai se extinguir ele mesmo, como a vara que se emprega para mexer o fogo da lareira queimando (Quem sou eu, n. 10).