Conhecimento e Conhecedor
- A centralidade do conhecimento no Islã
- A busca pelo conhecimento como um mandamento divino para muçulmanos.
- A ordem de Deus ao Profeta, “Meu Senhor, aumentai-me em conhecimento!”.
- A pergunta do Corão, “Acaso são iguais aqueles que sabem e aqueles que não sabem?”.
- A declaração do Profeta de que “A busca pelo conhecimento é incumbência de todo muçulmano”.
- A forma e o conteúdo do conhecimento islâmico.
- A busca pelo conhecimento como um mandamento divino para muçulmanos.
- A abordagem de Ibn Arabi ao conhecimento
- A diferença da abordagem de Ibn Arabi em relação a outros grupos.
- A ênfase em conhecer a Deus, em contraste com a ênfase no amor de muitos sufis.
- A distinção em relação aos defensores do Kalam e aos filósofos peripatéticos, que empregam a razão como ferramenta primária.
- A visão de Ibn Arabi de que outros tipos de conhecimento são úteis, mas podem se tornar obstruções.
- O conhecimento ensinado pelo próprio Deus.
- O conhecimento como o maior dos bens e o maior dos dons carismáticos.
- A superioridade da ociosidade com conhecimento sobre a ignorância com boas obras.
- A definição de Ibn Arabi do conhecimento como “somente conhecimento de Deus, do próximo mundo, e daquilo que é apropriado para este mundo, em relação àquilo para o qual este mundo foi criado e estabelecido”.
- O conhecimento como um atributo divino de abrangência total, derivado da misericórdia, a partir da passagem do Corão, “...a quem havíamos ensinado conhecimento de nós”.
- O conhecimento como o mais abrangente dos atributos divinos, como evidenciado em “Deus é o conhecedor de todas as coisas”.
- A identidade do conhecimento com a misericórdia, conforme o versículo do Corão, “Tu abranges todas as coisas em misericórdia e conhecimento”.
- A natureza do conhecimento para Ibn Arabi.
- A impossibilidade de definir o conhecimento em seu ser essencial.
- O coração como a sede do conhecimento.
- A definição de Ibn Arabi do conhecimento, “...conhecimento é para o coração adquirir algo como essa coisa é em si mesma...”.
- A distinção entre os termos ‘ilm e ma’rifa.
- O uso predominante de ‘ilm no Corão para Deus, e a raridade de ma’rifa.
- A elevação de ma’rifa a um estágio superior a ‘ilm por muitos sufis, o que a torna equivalente ao conhecimento direto.
- A utilização dos termos ‘ārifūn e ‘ulamā.
- A tradução de ‘ilm como “ciência” e ma’rifa como “ciência gnóstica” no plural.
- A tradução de ‘ilm como “doutrina” para as bem conhecidas doutrinas do Islã ou sufismo.
- A discussão sobre a divergência entre os “companheiros” de Ibn Arabi em relação aos dois termos.
- A declaração de Ibn Arabi sobre a divergência de seus “companheiros”, “Nossos companheiros têm discordado a respeito da estação de ma’rifa e do ‘ārif e da estação de ‘ilm e do ‘ālim...”.
- A relação entre conhecimento e prática.
- A definição de ma’rifa como um conhecimento que só pode ser alcançado através de prática.
- A definição de ma’rifa para a “Tribo”, “...qualquer conhecimento que pode ser atualizado somente através da prática, da temência a Deus, e da peregrinação é ma’rifa, pois deriva de um desvelamento verificado...”.
- A resposta de Junayd sobre a gnose e o gnóstico, “A água assume a cor de sua taça”.
- A explicação metafísica de Ibn Arabi de que o conhecimento por si só pertence ao domínio do Não-manifesto, enquanto o conhecimento com a prática abrange tanto o domínio do Não-manifesto quanto o do Manifesto.
- A declaração de Ibn Arabi de que “o Manifesto tem uma propriedade mais forte... do que o Não-manifesto...”.
- A diferença da abordagem de Ibn Arabi em relação a outros grupos.
- A utilidade e a natureza do conhecimento
- A busca de refúgio do Profeta em Deus contra o conhecimento “que não tem uso”.
- O conhecimento inútil como aquele que está desconectado de sua fonte, a Realidade Divina.
- A definição de Ibn Arabi, “...a raiz de cada conhecimento deriva do conhecimento das coisas divinas, uma vez que ‘tudo o mais que não Deus’ deriva de Deus”.
- A declaração de que “tudo na existência engendrada deve ser apoiado por realidades divinas e compreendido dentro do conhecimento das coisas divinas...”.
- A explicação de Ibn Arabi do significado do hadith sobre o conhecimento dos antigos e posteriores, “...por este conhecimento ele se refere ao conhecimento de Deus. O conhecimento do que não é Deus é um desperdício de tempo, pois Deus criou o cosmos apenas para o conhecimento dele”.
- A utilidade do conhecimento como a capacidade de levar de volta a Deus, o Misericordioso, o Perdoador e o Beneficente, não o Vingativo ou o Colérico.
- A declaração de Ibn Arabi sobre os nomes divinos, “O que o Vingador, o Terrível no Castigo, e o Esmagador têm em comum com o Compassivo, o Perdoador, e o Gentil?”.
- O conhecimento útil como aquele que leva à “felicidade” e evita a “miséria”.
- A declaração de que “toda a felicidade reside no conhecimento de Deus”.
- A felicidade como a proximidade a Deus por meio de seus nomes misericordiosos, não de seus nomes coléricos.
- A negação de Ibn Arabi de que o conhecimento que não leva à felicidade seja verdadeiramente “conhecimento”, preferindo chamá-lo de “suposição”.
- A declaração de Ibn Arabi, “...o conhecimento é a causa da libertação...”.
- A inseparabilidade de conhecimento e prática.
- A declaração de que “em nossa visão, o conhecimento requer prática, e necessariamente, ou então não é conhecimento...”.
- A definição de Ibn Arabi de “prática” como atividades internas e externas.
- A prática exterior, ligada às partes do corpo.
- A prática interior, ligada à alma, sendo a mais inclusiva a fé em Deus.
- A busca de refúgio do Profeta em Deus contra o conhecimento “que não tem uso”.
- A simbologia do conhecimento e da adoração
- A prostração como um ato simbólico de conhecimento.
- A resposta de Ibn Arabi à pergunta de al-Hakīm al-Tirmidhī, “O que é a prostração?”.
- A prostração de todas as coisas em testemunho de sua própria “raiz”.
- A prostração do espírito ao Espírito Universal e da consciência mais íntima a seu Senhor.
- A explicação da prostração dos anjos por meio da passagem do Corão, “Nós não temos conhecimento”.
- A prostração das sombras como um testemunho de seu “objeto” e sua dependência dele para a existência.
- A prostração do coração aos nomes divinos, dos quais os nomes divinos não se separam.
- A afirmação de Ibn Arabi, “Quando o coração se prostra, ele nunca se levanta, já que sua prostração é aos nomes divinos...”.
- A nobreza da prostração, pois “é o estado de atingir o conhecimento das raízes”.
- A prostração como um ato simbólico de conhecimento.
- Os limites do conhecimento
- A impossibilidade de conhecer a Essência de Deus.
- A afirmação de que “nada pode ser conhecido de Deus exceto o que Ele revela de si mesmo”.
- A declaração de que “o homem, o buscador do conhecimento, a aquisição de conhecimento é infinita, já que os objetos do conhecimento são infinitos”.
- A felicidade do homem no próximo mundo é explicada por seu crescimento constante em conhecimento.
- A sede insaciável pelo conhecimento.
- O versículo do Corão “Meu Senhor, aumentai-me em conhecimento!” como evidência de que a sede de quem busca aumento nunca é saciada.
- A declaração do Profeta “Eu o louvarei com palavras de louvor que Deus me ensinará e que não conheço agora”.
- A declaração de Ibn Arabi, “A sede do buscador de conhecimento nunca cessa. Ele nunca experimenta ‘saciar’...”.
- A analogia do buscador de conhecimento como alguém que bebe a água do mar, “Quanto mais ele bebe, mais sede ele tem”.
- A impossibilidade de conhecer a Essência, “Glória seja a Ele que é conhecido apenas pelo fato de que Ele não é conhecido!”.
- A declaração de que “o mais conhecedor dos conhecedores é aquele que sabe que sabe o que sabe e que não sabe o que não sabe”.
- A reiteração do conhecimento como uma recordação.
- A referência ao “pacto” no qual os filhos de Adão testemunharam a senhorialidade de Deus.
- A declaração de que “Deus depositou no homem o conhecimento de todas as coisas, então o impediu de perceber o que Ele havia depositado dentro dele”.
- O mistério divino da proximidade de Deus, “Nós estamos mais próximos dele do que você, mas você não vê” e “Nós estamos mais próximos dele do que a veia jugular”.
- A recordação como a forma de conhecimento.
- A citação de Dhu’l-Nūn al-Mişrī como alguém que se lembrava de que sabia o conhecimento.
- A proibição de refletir sobre a Essência Divina.
- A declaração “Não reflita sobre a Essência de Deus”.
- A explicação de Ibn Arabi, “Não temos nada de conhecimento além dos atributos de declarar incomparabilidade e dos atributos de atos”.
- A declaração de que “ele que supõe que possui conhecimento de um atributo positivo de Si mesmo supôs erroneamente...”.
- O maior dos pesares como o pesar da ignorância.
- A declaração de Ibn Arabi, “...a explanação de Deus é a verdadeira explanação, não aquela que a razão supõe que ela explicita através de suas demonstrações”.
- A impossibilidade de conhecer a Essência de Deus.
- A infinidade do conhecimento
- O conhecimento da criação como conhecimento de Deus.
- O conhecimento potencial infinito do homem.
- A declaração de que “as relações são infinitas, então a criação das coisas possíveis é infinita. Portanto, a criação é constante neste mundo e no próximo, e o conhecimento passa por uma origem temporal constantemente neste mundo e no próximo”.
- O comando para buscar aumento de conhecimento se refere ao conhecimento de Deus através das coisas engendradas.
- A citação do Profeta, “Ó Deus, eu Te peço por todo nome pelo qual Tu Te nomeaste ou ensinaste a qualquer uma de Tuas criaturas ou guardaste para Ti no conhecimento de Teu Invisível”.
- A fuga para Deus e o abandono.
- A ideia de que “cada nome divino que não deseja te unir a si e te delimitar”.
- A declaração de que a felicidade reside no aumento, que requer a passagem para a propriedade de outro nome.
- O abandono como um ato de ignorância, pois o cosmos inteiro louva a Deus.
- A afirmação de que “...como poderia ele renunciar a ele, contanto que ele tenha este atributo?”.
- A impossibilidade de renunciar a si mesmo, pois a entidade do homem faz parte do cosmos.
- A declaração de Ibn Arabi, “Ele que sai do cosmos e de si mesmo, saiu de Deus...”.
- A interpretação de Ibn Arabi do versículo “Fugi para Deus!” como uma fuga da ignorância para o conhecimento.
- A declaração de Ibn Arabi sobre a busca por Deus, “...o buscador de seu Senhor deve estar sozinho consigo mesmo com seu Senhor em sua consciência mais íntima, já que Deus deu ao homem uma dimensão externa e uma dimensão interna apenas para que ele possa estar sozinho com Deus em sua dimensão interna e testemunhá-lo em sua dimensão externa dentro das causas secundárias...”.
- A explicação de que o retiro espiritual é para este propósito, pois “a dimensão interna do homem é a cela de seu retiro”.
- O conhecimento da criação como conhecimento de Deus.