Fé e Razão
- A relação entre a razão e a compreensão da Unidade Divina
- A crítica de Ibn Arabi aos pensadores racionais que possuem fé na mensagem profética
- A definição de fé como segurança e compromisso com o conhecimento recebido sobre Deus
- A sinonímia entre Imān e tasdīq como attestação da veracidade
- A definição teológica da fé como crença no coração, reconhecimento pela língua e prática através da Lei
- O coração como sede da razão e do desvelamento, não da emotividade
- A fé como um tipo de conhecimento distinto do conhecimento proveniente de evidências e provas
- A citação de Ibn Arabi: "Não há necessidade de o mensageiro fornecer provas àqueles aos quais foi enviado... a fé é 'uma luz que Deus lança no coração de quem Ele quer de Seus servos'"
- A fé como conhecimento autoevidente que a pessoa encontra em seu coração e não pode repelir
- O exemplo corânico de que a fé não é dada pela apresentação de provas, citando: "eles os negaram, embora suas almas os reconhecessem, iniquamente e por soberba"
- A diferença entre crença e fé
- A crença como aceitar algo como verdadeiro
- A fé como aceitação, reconhecimento verbal e prática
- A fé como discurso, prática e crença, cuja realidade é a crença de acordo com a Lei e a lexicografia
- A definição do Profeta sobre a pessoa de fé como aquela perante quem as pessoas se sentem seguras
- A diferença entre conhecimento e fé na atribuição da verdade a Deus
- O encontro de Iblis com Jesus para ilustrar a diferença entre saber algo e ter fé nisso
- A felicidade dependente de dizer "Não há deus senão Deus" com base nas palavras do mensageiro Muhammad, e não apenas no conhecimento prévio
- A exortação corânica "Ó vós que credes, crede em Deus" como um chamado para uma nova fé baseada em Muhammad
- A fé original como a natureza primordial conforme a qual Deus criou a humanidade
- O hadith que afirma que toda criança nasce de acordo com a fitra
- A fé original como o testemunho da Unidade de Deus no Pacto pré-existencial
- O esquecimento do estado original ao cair no corpo e na Natureza
- A necessidade da consideração racional na idade adulta, ou a simples autoridade dos pais
- A fé como seguimento resoluto de autoridade sendo mais protegida do que a fé baseada em provas sujeitas a perplexidades
- O shirk como um véu que se interpõe entre o servo e a fé do Pacto
- A prescrição da Lei como um meio pelo qual Deus testa a veracidade da fé
- A criação humana com a capacidade de fazer reivindicações como um atributo divino
- A reivindicação de Deus "Sou Deus, não há deus senão Eu; então adora-Me!" como uma reivindicação verdadeira
- A fé como uma reivindicação que precisa ser testada através da adoração prescrita na Lei para estabelecer o argumento a favor ou contra o servo
- O envio de profetas como um meio de teste divino para Seus servos
- A vontade de Deus de enviar mensageiros da mesma espécie de cada comunidade como uma provação
- O papel da inveja na dificuldade de aceitar um mensageiro de sua própria espécie
- A citação poética: "O vice-regente do povo é um filho de sua própria espécie, pois isso é mais irritante para suas almas; se ele não fosse um deles, declarariam sua veracidade, pois não teriam inveja de outro que não sua própria espécie"
- A fé como uma luz mais excelente do que a luz do conhecimento ou da razão
- Deus como a Luz dos céus e da terra e o autodesvelamento divino como luzes das coisas invisíveis desveladas aos corações
- A luz da razão que percebe assuntos específicos, como a incomparabilidade divina
- A luz da fé que percebe tudo, incluindo a Essência e os atributos que Deus atribuiu a Si mesmo
- A luz da fé concedendo felicidade e proximidade de Deus, superando o conhecimento não acompanhado de fé
- A superioridade da pessoa de fé que tem conhecimento sobre a pessoa de fé que não tem, conforme o versículo "Deus eleva em graus os que dentre os crentes foram agraciados com a ciência"
- A atestação a um mensageiro ocorrendo através de um autodesvelamento divino em respeito ao Seu nome "Luz", e não através de provas racionais
- A felicidade ordenada por Deus para Seus servos através da fé e do conhecimento do tawhid
- O perdão de Deus para qualquer pecado exceto o shirk
- O hadith da intercessão no dia da ressurreição onde o "Mais Misericordioso dos misericordiosos" remove do Fogo um grupo que nunca fez bem algum
- A interpretação de que esse grupo possui conhecimento do tawhid através de provas racionais, mas não fé em uma Lei
- O hadith relatado por 'Uthmān: "Quem morre sabendo – não disse 'tendo fé' – que não há deus senão Deus entrará no Jardim"
- A exceção de Iblis, que conhece a Unidade de Deus, mas foi o primeiro a estabelecer o shirk como um costume
- A intoxicação como um estado experimentado pelos viajantes espirituais nos autodesvelamentos divinos
- A definição sufista de intoxicação como "uma ausência trazida por uma forte influxão" de alegria e prazer
- Os três níveis de intoxicação: natural, racional e divina
- A intoxicação natural como o deleite das almas através da influxão de desejos na imaginação
- A citação poética: "Quando fico intoxicado, sou senhor do palácio e do trono"
- A intoxicação racional como a rejeição de relatos divinos que contradizem as provas e demonstrações da razão
- A intoxicação divina como o estado dos Homens perfeitos, referenciada na súplica do Profeta "Ó Deus, aumenta meu perplexidade em Ti!"
- A interpretação como uma rejeição da aceitação inquestionável dos relatos revelados
- A crítica à ta'wil como a interpretação que submete a revelação aos princípios do pensamento racional
- O versículo corânico sobre versos claros e ambíguos e o conhecimento de sua interpretação pertencendo apenas a Deus e aos firmes no conhecimento
- A distinção entre ciências concedidas por Deus através da piedade e ciências adquiridas através do esforço e trabalho árduo
- Os firmes no conhecimento que recebem conhecimento imaculado de Deus, sem empregar sua reflexão
- As consequências negativas da ta'wil, como o enfraquecimento da fé
- A fé do intérprete estando em sua própria interpretação, e não nos relatos
- A divergência entre os pensadores racionais que interpretam, levando a conflitos sobre a natureza de Deus
- A unidade de discurso entre todos os mensageiros e livros, sem desacordo
- A crítica aos sábios mundanos que interpretam a Lei para obter favor com os poderosos
- A crítica de Ibn Arabi aos pensadores racionais do Kalām e da filosofia
- A condenação da reflexão como herdeira do engano e da falta de sinceridade
- A defesa do desvelamento e da descoberta como meios de conhecimento superiores
- A reabilitação do divino Platão como um sábio que conhece Deus e todas as coisas
- A etimologia de "filósofo" como amante da sabedoria, que todos os homens inteligentes deveriam ser
- Os erros dos povos da reflexão nas coisas divinas, como filósofos, mu'tazilitas e ash'aritas, ao oporem-se aos relatos trazidos pelos mensageiros
- O desconhecimento de que Deus possui uma faculdade em alguns de Seus servos que confere um julgamento diferente da faculdade racional
- A doutrina das entidades imutáveis e a crítica às posições ash'aritas
- O hadith do Tesouro Escondido como afirmação das entidades imutáveis defendidas pelos mu'tazilitas
- Os três objetos do conhecimento: o Ser Ilimitado, o nada ilimitado e o Barzakh Supremo que os separa
- As entidades imutáveis das coisas possíveis residindo no Barzakh em relação ao olhar do Ser Ilimitado
- A existência das coisas possíveis sendo como sombras em relação a suas entidades imutáveis
- A citação do versículo "Ele liberou os dois mares que se encontram, entre eles um barzakh que não ultrapassam"
- A crítica aos ash'aritas por rejeitarem que o não-existente é uma coisa em seu estado de não-existência
- A questão dos atos de Deus e dos atos do homem
- O desacordo entre ash'aritas, que atribuem os atos a Deus, e mu'tazilitas, que os atribuem ao servo
- O relato de uma desvelação visual onde Deus afirma criar todas as coisas nos causes secundários, mas não por meio deles
- A dificuldade de negar o ato da pessoa a quem a Lei é dirigida, pois a prescrição da Lei demandaria sabedoria
- A doutrina ash'arita do kasb como performance do ato pelo servo, mas não sua criação
- O aniquilamento dos atos, onde o servo vê o ato como pertencente a Deus por trás do véu das coisas engendradas
- A transformação das más ações em boas ações na Outra Vida, quando o servo vê que Quem agiu foi Deus
- A posição fluctuante de Ibn Arabi, as vezes afirmando, as vezes negando o autodesvelamento nos atos
- A contribuição de Ismā'īl ibn Sawdakīn: a criação do homem sobre a Forma divina exige que o ato lhe pertença de alguma maneira
- A cortesia demandando que atos bons sejam atribuídos a Deus e atos ruins ao servo, como fez Abraão ao atribuir a cura a Deus e a doença a si mesmo
- A relação sutil do poder temporário do servo com o ato, comparada à luz das estrelas incluída na luz do sol
- A perplexidade do crente perante o versículo "Não foste tu que lançaste quando lançaste, mas Deus foi Quem lançou"
- A classificação dos que lutam, os mujāhidūn, e sua luta não delimitada como aqueles que oscilam na atribuição dos atos, vivendo em perplexidade