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id da página: 10339 De Existentia Dei

De Existentia Dei

EXISTÊNCIA DE DEUS — ARGUMENTOS



Andre Allard: L'ILLUMINATION DU COEUR

As chamadas provas levantadas por Tomás de Aquino, que se afirmam rigorosas, não convencem mais senão aqueles que estão previamente convencidos da existência de Deus — e se Tomás ele mesmo as julgava satisfatórias, era somente talvez na medida que a fé lhe havia ensinado, antes de qualquer démarche filosófica, que Deus é o criador de todas as coisas. Após Descartes, o realismo empírico «ingênuo» se continua (e mais que nunca) a ser praticamente professado pela maior parte dos homens, está «ultrapassado» filosoficamente. Descartes provava a existência real das coisas sensíveis a partir da existência de Deus, estabelecida pelo argumento ontológico; após Descartes, parece não ser mais possível provar a existência de Deus a partir da existência, tida por real, das coisas sensíveis.

Enfim, além das provas e além da fé, pode-se saber ainda que Deus existe por isto que ousarei chamar «experimentação» direta do Ipsum esse divino. Mas o homem não é o mestre desta experiência; não pode se propôr nem de empreendê-la, nem de regulá-la a seu gosto. Ela vem de Deus e, em primeiro lugar, ela confunde a mente deixando-a momentaneamente incapaz dela tirar uma «teoria» satisfatória. E, em última análise, ela é o dom de Deus, um meio de fazer nascer a fé. Somente aquele que viveu o horror deste afrontamento por levantar testemunho.