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id da página: 10315 Fecundidade

Fecundidade

AMOR — FECUNDIDADE


VIDE: EFUSÃO; FECUNDIDADE DO PENSAMENTO; DESERTO

Christophe Andruzac: RENÉ GUÉNON

O que o filósofo pode ainda afirmar, é que o amor humano é chamado por natureza a se cumprir em uma fecundidade: graças à cooperação do Criador, o amor de um casal escapa à usura do tempo dando nascimento a um ser novo, semelhante a seus genitores, imediatamente presente a seu amor, vindo enriquecê-lo garantindo assim a continuação da espécie. A inteligência e a vontade do divino estão na origem em seu seio de uma fecundidade, fecundidade cujo fruto permanece imanente a sua simplicidade e a sua unidade de Ser Primeiro?

Se uma tal fecundidade existe, o princípio do conhecimento que podemos dela ter reside em uma comunicação imediata desta facundidade ao homem. Nada, na experiência humana, não sendo o traço direto desta fecundidade, se ela existe e se ela é comunicada a certos homens ela escapa necessariamente ao olhar do filósofo (mais precisamente do metafísico, do Sábio). Se uma tal fecundidade existe, se certos homens dela são gratificados e se esta gratificação se exprime ou se manifesta de uma maneira visível,o filósofo poderá descrever certos aspectos seus, mas não verdadeiramente os compreender, senão por modo de Signo. Se o filósofo dela não tem nenhuma possibilidade de compreensão direta (quer dizer compreensão por seus princípios próprios), ele deverá utilizar o termo «mistério» para designar suas estruturas específicas.